<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726</id><updated>2012-01-20T19:31:23.935-02:00</updated><title type='text'>Oriente de Luz</title><subtitle type='html'>Uma nova Fonte de Informação</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>159</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-1574518795445751052</id><published>2011-10-06T10:12:00.000-03:00</published><updated>2011-10-06T10:12:20.221-03:00</updated><title type='text'>Revelações</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;REVELAÇÕES&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em quase todas as construções monumentais antigas se encontra a marca da fraternidade secreta, de seu simbolismo, bem como também de suas aspirações religiosas, que eram opostas às do clero, cada dia mais corrompido de costumes e do que em muitos pontos diferiam essencialmente da doutrina ortodoxa da Igreja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim se vê na igreja de São Sebaldo em Nuremberg, uma sepultura na que se representam um monge e uma religiosa em atitude inconveniente. Em Estrasburgo, na galeria superior da catedral, via-se um porco e um carneiro levando, como uma relíquia, uma raposa dormindo; seguia a estes uma cachorra e precediam ao cortejo um urso e um lobo, levando aquele uma cruz e este um círio acendido. No altar um asno celebrava a missa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na cúpula de Würzbourg se encontram as famosas colunas J. e B. que tinham colocado no pórtico do templo de Salomão. Na igreja de Doberan, no Mecklembour se encontram vários duplos triângulos colocados em lugares significativos e sobre as colunas três folhas de parra atadas em forma maçônica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também se vê um retábulo bem conservado, que denuncia as opiniões religiosas do mestre construtor: no primeiro termo três sacerdotes dão voltas a um moinho em que se trabalha o ensino dogmático: sobre estes personagens está a Santa Virgem e o menino Jesus que apresenta sobre seu peito uma estrela luminosa, e embaixo a representação da Santa cena, à que assistem os apóstolos em atitude bem conhecida pelos franco-maçons, etc., etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outra igreja gótica se vê uma representação irônica da aparição do Espírito Santo. Na de Brandebourg uma raposa revestida com os ornamentos sacerdotais, prega a uma manada de gansos. Na catedral de Berna se representa o Juízo final e entre as mulheres figura um papa, etc. etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As corporações de obreiros construtores existiam numa época em que se achavam mais florescentes o ensino ortodoxo da Igreja e suas instituições e em do que o papado vivia sua idade de ouro; mas em que ao próprio tempo, tinha-se que lutar energicamente contra a onda crescente de luzes que se espalhavam por todos os lados e contra um número imenso de seitas heréticas, gnóstico-maniqueas, nascidas em parte antes do cristianismo (os cátaros, os albigenses, os valdenses); numa época em que os adeptos destas seitas e seus filiados percorriam a Europa inteira, fundando outras novas e convertendo a suas crenças, não só aos nobres, aos homens livres, aos cidadãos e aos mercadores, senão que também às freiras, aos abades e aos bispos; numa época em que a razão se preparava em silêncio a sacudir o jugo opressor, e a descobrir no meio das trevas gerais, a luz da verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem as excomunhões, nem os entreditos, nem as fogueiras puderam deter ou reprimir a evolução intelectual do gênero humano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os canteiros alemães não podiam naturalmente manter-se estranhos a este movimento reformador, e é indubitável que muitos tomaram parte ativa nele: este fato está sobradamente provado na natureza dos assuntos que vemos representados em algumas de suas obras, das que citamos as principais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua profissão lhes punha em contato com todas as classes da sociedade, deixava-lhes conhecer o sistema da Igreja e lhes fazia testemunhas da degeneração do clero; também por sua mesma profissão, encontrava-se colocados a maior nível do que a maioria de suas concidadãos e suas viagens durante o tempo que eram parceiros, nos que percorriam, não só a Europa, senão as vezes os povos mais longínquos do Oriente, familiarizavam-nos também com diferentes opiniões religiosas e com a interpretação mais pura do cristianismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em todo caso, aprendiam a prática da tolerância, de maneira que as lojas eram um asilo seguro para os Livres Pensadores e para os perseguidos pelo fanatismo clerical. Os membros das corporações os acolhiam a todos, a condição de que fossem bons virtuosos e hábeis no exercício de sua profissão, e os extraíam às pesquisas da Santa Inquisição, o que lhes era tanto mais fácil, quanto que nenhuma classe da sociedade, nenhum estado podia iludir os serviços dos maçons funcionários, circunstância que lhes fazia menos suspeitos à Igreja.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Fonte: Maçonaria – Dos Canteiros aos Templos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-1574518795445751052?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/1574518795445751052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=1574518795445751052&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/1574518795445751052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/1574518795445751052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2011/10/revelacoes.html' title='Revelações'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-1860346986036981810</id><published>2011-10-06T09:27:00.000-03:00</published><updated>2011-10-06T09:27:06.319-03:00</updated><title type='text'>As Cerimônias de Recepção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AS CERIMÔNIAS DE RECEPÇÃO E O SIMBOLISMO DOS CANTEROS ALEMÃES&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os pedreiros alemães e os obreiros de pedra livres (Freistein Maurer) ingleses, não estavam constituídos tão só em guildos ou grêmios dos ofícios, e como tais em corpos públicos reconhecidos pelo Estado, com direitos políticos, senão também em confrarias livres que possuíam a doutrina secreta da arte. Os usos dos maçons alemães em todas suas relações, sobre todos os usos dos canteiros alemães, dos maçons, dos carpinteiros se encontram reunidos e comentados na obra de M. F. A. Fallou, titulada: Os Mistérios dos franco-maçons. Estes usos se referem à recepção na sociedade, ao direito da Loja, aos exames e ao exercício da hospitalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O companheiro que ao terminar sua aprendizagem pedia o rendimento na confraria devia apresentar, do mesmo modo que ao rendimento nos guildos, a prova da honradez e da legitimidade de seu nascimento (certos estados se consideravam desonrosos, e nem os que os exerciam, nem seus filhos, podiam ingressar num guildo). Deviam, ademais, gozar de boa reputação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os principais estatutos prescreviam como condição expressa de admissão, ter nascido livre, ter uma reputação sem tacha e boas disposições físicas e morais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O novo membro recebia desde depois um sinal que devia reproduzir em todas suas obras: era sua marca de honra. O irmão que lhe tinha proposto se encarregava desde então de sua direção especial. O dia assinalado o aspirante se apresentava no lugar da reunião do corpo do ofício, onde o mestre da loja tinha feito preparar convenientemente o salão, dedicado especialmente a este objeto: entravam todos os confrades (desarmados, porque este lugar estava consagrado à paz e à concórdia) e o mestre abria a sessão. Começava por participar aos ali reunidos que tinham sido convocados para assistir à recepção de um candidato e encarregava a um de seus membros que fosse a preparado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este convidava então ao companheiro a adotar, seguindo o antigo costume dos pagãos, o aspecto de um mendigo: se lhe despojava de suas armas e de todos os objetos metálicos que levava; se lhe despia em parte, e com os olhos vendados, o peito e o pé esquerdo nu se lhe conduzia à porta do salão, que se abria depois de ter chamado com três golpes fortes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo presidente o guiava até o mestre, que lhe para ajoelhar, enquanto se elevava uma prece ao Altíssimo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terminada esta cerimônia, fazia-se dar ao candidato três voltas ao redor do salão e se lhe colocava na porta, onde lhe ensinavam a pôr os pés em esquadro, e adiantar em três passos até o lugar do mestre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adiante do mestre se encontrava uma mesa, na que estava colocado o livro dos Evangelhos aberto e o esquadro e o compasso, sobre os quais, segundo o antigo costume, o candidato estendia a mão direita para jurar fidelidade às leis da confraria, aceitar todas as obrigações e guardar o mais absoluto segredo sobre o que sabia e o que pudesse aprender daqui por diante. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prestado o juramento, se lhe descobriam os olhos, se lhe mostrava a tripla grande luz, se lhe dava uma instrução nova e a palavra de passagem e se lhe assinalava o lugar que devia ocupar na sala da corporação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A saudação e o toque os recebiam no curso de sua admissão entre os companheiros. O toque era o mesmo que hoje empregam os aprendizes franco-maçons.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando um companheiro pedreiro entrava por vez primeira numa loja estrangeira, chamava à porta com três golpes e se adiantava para o mestre ou o que ocupava seu lugar, que o recebia pelos três passos dos franco-maçons. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os companheiros colocavam os pés em esquadro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em fim, o mestre perguntava se algum companheiro tinha que submeter algum assunto à reunião e fechava a sessão pelos três golpes de costume.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante os banquetes, que se celebravam depois da recepção e que sempre começavam e concluía com uma prece, o aspirante brindava pelos mestres com o copo da confraria (as boas vindas), repetindo o brinde à prosperidade da ordem. Então, como agora, e em todos os guildos, bebia-se em três movimentos; pegava-se o copo com a mão coberta com o lenço, levantava-se a tampa, e se levava à boca: depois se esvaziava o conteúdo em três vezes, e finalmente se colocava de novo em três movimentos sobre a mesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tais eram, em resumo, os usos adotados para as recepções entre os canteiros alemães. As pessoas que queiram obter maiores detalhes sobre este assunto, podem conferir as obras de Fallou e de Winzer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Fonte: Maçonaria – Dos Canteiros aos Templos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-1860346986036981810?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/1860346986036981810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=1860346986036981810&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/1860346986036981810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/1860346986036981810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2011/10/as-cerimonias-de-recepcao.html' title='As Cerimônias de Recepção'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-8264234273505811654</id><published>2011-10-06T08:59:00.001-03:00</published><updated>2011-10-06T09:00:59.650-03:00</updated><title type='text'>Os Canteiros da Alemanha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;OS CANTEIROS DA ALEMANHA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se a conformidade que resulta entre o organismo social, os usos e os ensinos da Franco-maçonaria e os das companhias de maçons da Idade Média indicam já a existência de relações históricas entre estas diversas instituições, os resultados das investigações feitas nos arcanos da história e o concurso de uma multidão de circunstâncias irrecusáveis estabelecem de um modo positivo que a Sociedade dos Franco-maçons desce direta e imediatamente destas companhias de maçons da Idade Média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da Franco-maçonaria e da Sociedade dos Maçons está por isto mesmo intimamente unida à das companhias de maçons e à história da arte de construir na Idade Média; é, pois, indispensável dirigir uma rápida olhadela sobre esta história para chegar à que nos ocupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos antepassados, aqueles germanos incultos, habitaram durante longo tempo em miseráveis choupanas que eles mesmos construíam; e até suas igrejas eram em seu princípio construção de madeira. Os monges e os imperadores parecem que foram os introdutores em Alemanha do modo de construir dos romanos; eles não tiveram um estilo que lhes fosse próprio. Rodeados de produtos da civilização romana, limitaram-se a aceitar e a imitar singelamente as criações que se lhes ofereciam. Os ostrogodos foram os primeiros que, na medida de sua inteligência, tentaram com algum resultado implantar no solo italiano suas antigas maneiras de viver e tentaram conservar às artes o selo particular que sua raça lhes tinha impresso. Sob o reinado de Teodorico se deu um vivo impulso aos trabalhos de construção. No entanto, em todos os edifícios antigos se encontra a influência romana, e só com o desenvolvimento e a extensão da civilização, a arte de construir faz progressos reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro movimento vital do espírito germânico se manifesta sob o reinado de Carlos Magno; mas até depois da queda do império carlovingio e sua divisão em grupos nacionais, até que o cristianismo que se estendeu algum tanto e adquiriu maior importância, até que se conferiu o espírito germânico e se introduziu nos costumes e no Estado formas mais adequadas à nova ordem de coisas, não puderam as artes adquirir uma fisionomia própria e bem determinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que se refere ao desenvolvimento da vida pública, o regime feudal, restabelecido sobre considerações próprias da Idade Média e emanado do individualismo do espírito germânico, merece estudar-se especialmente. “A unidade dos povos desaparece, diz Schaase, e em seu lugar se produzem muitas individualidades. A eventualidade substitui, na conclusão dos tratados, a consideração das necessidades interiores, e o Estado se eleva como edifício aéreo, formado em sua base por grande número de vassalos inferiores, elevando-se por graus sucessivos, até uma alma unitária”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este sistema complicado se encontra em todas as produções da arte na Idade Média, e principalmente nas criações arquitetônicas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Fonte: Maçonaria – Dos Canteiros aos Templos &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-8264234273505811654?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/8264234273505811654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=8264234273505811654&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/8264234273505811654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/8264234273505811654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2011/10/os-canteiros-da-alemanha.html' title='Os Canteiros da Alemanha'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-6393453643194080396</id><published>2011-10-06T08:51:00.000-03:00</published><updated>2011-10-06T08:54:50.970-03:00</updated><title type='text'>A Caridade Maçônica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A CARIDADE MAÇÔNICA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo maçom, na qualidade de Construtor Social deve exercer a Caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Caridade não deve ser levada como uma obrigação ou até mesmo como uma propaganda de seus atos para com a Sociedade. A caridade deve ser feita de forma voluntária, envolvendo todos os membros de uma Loja e até mesmo seus familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Caridade deve ser voltada em prol da Sociedade, dos menos afortunados, ou seja, da coletividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Caridade deve ser feita obedecendo aos seguintes preceitos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Quem recebe não deve saber quem deu;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Nunca se faz propaganda do ato realizado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - A discrição deve ser fundamental;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – Nunca se aproveitar de um ato de caridade para propaganda pessoal ou comentários;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – Atos de Caridade podem ser feitos a membros de lojas que estejam passando por necessidades. (neste caso é obrigação feita em juramento);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo Maçom tem o dever de comunicar sua Loja através do Irmão Hospitaleiro, quanto a possíveis atos que a loja ou Irmãos em separados poderão participar. Quando este ato for direcionado a um irmão do quadro, a “Doação” será feita em loja, em nome da Loja, cessando os comentários após o ato. Podendo também ser feita de forma velada, desde que o silêncio predomine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caridade não é apenas a doação de bens, valores e alimentos. Muitas vezes a caridade está contida numa palavra amiga e num conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;Lembrem-se:&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt; - Somente poderão dar, quando o dado não fizer falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Loja deverá, antes de começar os trabalhos de caridade, verificar se seus membros estão em boas condições, financeiras, e somente após a verificação, estará pronta para a Caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Fonte: Semiótica Maçônica II – Desvendando as histórias e Curiosidades do REAA &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-6393453643194080396?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/6393453643194080396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=6393453643194080396&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/6393453643194080396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/6393453643194080396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2011/10/caridade-maconica.html' title='A Caridade Maçônica'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-894070598090326716</id><published>2011-10-06T08:47:00.002-03:00</published><updated>2011-10-06T08:50:45.679-03:00</updated><title type='text'>O Incenso no Templo</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A utilização do Incenso no Templo Maçônico &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum verificarmos a utilização dos incensos tanto pela maçonaria como pelas principais religiões, Católicos, Ortodoxos, Budistas e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fumaça do incenso tem como representação a elevação de nossos pensamentos ao criador, em contrapartida o aroma serve para a limpeza do ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo segue os incensos que são utilizados em Lojas maçônicas e seus significados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alfazema:&lt;/strong&gt; Conhecida dos gregos e romanos proporciona relaxamento profundo. Evita stress e nervosismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Benjoim:&lt;/strong&gt; Atraem energias positivas e combate as forças negativas. Purifica o ambiente e tem capacidade de colocar as coisas em movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mirra:&lt;/strong&gt; Eficaz para afastar o mal e quebrar encantos em rituais de magia. Popularmente usado para proteção energética, estimula a intuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Olíbano:&lt;/strong&gt; Conhecido como “incenso luxuoso”, atua na respiração, relaxando e harmonizando. Considerava-se que servia para apaziguar os deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os incensos podem ser usados da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do inicio das sessões em loja, o Mestre de cerimônias utiliza o incenso com o auxilio de um turíbulo para limpar o ambiente e prepará-lo para os trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a sessão o Mestre de Cerimônias mantêm o incenso aceso no altar dos perfumes. Sempre que necessário deverá acender outro em substituição do já queimado.&lt;br /&gt;Devemos nos lembrar sempre, que no altar dos juramentos o incenso deverá ser aceso com fósforos, sendo vedada a utilização de isqueiros. (utilizar sempre material orgânico, ou seja, natural.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizar somente um aroma de incenso por sessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os incensos poderão ser em pedra ou vareta, sendo que por motivos de praticidade os de vareta são comumente utilizados no altar dos perfumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a sessão, os restos de incenso deverão ser descartados a céu aberto e de preferência em encruzilhada. A encruzilhada é o local onde os ventos se cruzam, Ocidente com Oriente e Norte com o Sul. Tendo a simbologia de levar todas as impurezas que sobraram, embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Fonte: Semiótica Maçônica II – Desvendando as histórias e Curiosidades do &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;REAA &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-894070598090326716?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/894070598090326716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=894070598090326716&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/894070598090326716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/894070598090326716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2011/10/o-incenso-no-templo.html' title='O Incenso no Templo'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-7495843100725179450</id><published>2011-10-06T08:44:00.000-03:00</published><updated>2011-10-06T08:46:10.594-03:00</updated><title type='text'>O Enigma da Obscuridade</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O Enigma da Obscuridade &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como profanos, aprendemos desde a infância, todas aquelas histórias contidas nos livros sagrados, da criação do mundo, do céu e do inferno e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso, porque fomos condicionados a ter uma religião, pois nossos pais a tinham, e deveríamos seguir os conhecimentos ali contidos, pois Deus poderia intervir e nos queimar, jogando toda sua ira e indignação sobre nossas cabeças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma criança, ficam claros que a visão de Deus, sempre será de um ser vingativo e pronto para aniquilar todos aqueles que vão contra as suas vontades.&lt;br /&gt;Aprendemos que os anjos sempre estão em plena luta contra os demônios, e que Lúcifer, que era o mais lindo dos anjos, após a tentativa de um levante contra Deus, fora mandado para o inferno. E que uma vez lá, cuidaria de não interferir mais nas vontades de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religiosos, que padeceram nas mãos de seus algozes tornaram-se santos, e aplicam milagres aos homens de boa fé. Que todas as outras religiões ou segmentos espirituais são pecados, pois não estão nos mandamentos da verdadeira fé Cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos agora, nos ater ao conhecimento, que não está ligado a períodos políticos e religiosos, pois já sabemos os resultados da Santa Inquisição, onde homens e mulheres, pensadores livres, de filosofia apurada, eram torturados, queimados e mortos em praças públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o nosso estudo prosseguir deveremos nos desligar de religiões, pois trataremos da Maçonaria e na maçonaria a religião não tem morada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrem sempre da próxima fórmula:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Falta de conhecimento + Fervor Religioso = Intolerância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intolerância + Fervor Religioso = Fanatismo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: Semiótica Maçônica II – Desvendando as histórias e Curiosidades do REAA &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-7495843100725179450?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/7495843100725179450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=7495843100725179450&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7495843100725179450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7495843100725179450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2011/10/o-enigma-da-obscuridade.html' title='O Enigma da Obscuridade'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-212519667634296460</id><published>2011-09-07T03:10:00.004-03:00</published><updated>2011-09-07T03:22:36.972-03:00</updated><title type='text'>Desvendando o Símbolo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;INPU ANPUT&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 394px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649496821972332722" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-PQRTv-hnCB4/TmcLbWFb8LI/AAAAAAAACUY/7Rt6QtAmSmI/s400/Salom%25C3%25A3o%2B01.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Apesar de algumas explicações um tanto como deslocadas sobre tal símbolo, acredito elucidar o real significado deste símbolo, que já se encontra praticamente extinto entre os estudiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade este símbolo foi dado por Anúbis, o guardião, aos altos sacerdotes do antigo Egito, para fundamentar a proteção divina do faraó, o qual inclusive garantiria a fertilidade do governante, bem como a continuidade de sua família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Símbolo era composto pela figura do homem e da mulher, rodeados pelas 06 (seis) pirâmides fundamentais da inteligência Egípcia. Cada pirâmide continha um elemento “primordial”, ou seja, as estrelas ou composição do céu que poderia ser observado nas noites mais longas do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar do tempo, os mercadores do deserto, levaram este símbolo ao conhecimento dos gregos, os quais modificaram o símbolo, aplicando casas zodiacais às pirâmides, mas mantendo as figuras do homem e mulher em seu centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o Império Romano, este símbolo foi utilizado por algumas unidades militares, as quais incluíram em sua parte superior a frase “Fortíssimo et Potentíssimo” ( a força traz a Potência – ou unidade), e em sua parte inferior as palavras “Gloria Virilis Exitus” ( que indicava que o possuidor deste símbolo teria as graças dos Deuses, mantendo sua potência sexual e o poder sobre o sexo oposto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;O Símbolo na Teosofia&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os teosóficos acreditavam que este símbolo ajudava na virilidade e saúde do ser humano. Em sua passagem pelas sendas Teosófica, o símbolo sofreu uma nova alteração, sendo retirada a imagem do homem e mulher, e sendo introduzido em seu lugar o símbolo de Marte (homem) e Vênus (mulher). Não sendo obrigatoriamente utilizado por homens, mas fortemente utilizado pelas mulheres, inclusive durante as sessões que utilizavam o sexo como forma de chegar a uma compreensão da excelência do ser e da divindade, perante as forças do Cosmos. O Ato em si só poderia ser realizado durante o período do equinócio, e com a utilização deste símbolo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;O Símbolo na Maçonaria&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Erroneamente é creditada a utilização deste símbolo em lojas maçônicas do Rito de York, o que realmente não é a realidade. Alguns “estudiosos e Tradutores” creditam a este símbolo a base para a construção do símbolo da estrela flamejante.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;O Símbolo no Rito Egípcio&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;No Rito Egípcio (maçônico), este símbolo é utilizado como proteção; aquele creditado a Anúbis, para a viagem ao mundo inferior, bem como às sessões fechadas de solstícios, aonde uma mulher, representando Isis, mantem relações sexuais com um homem representando Osíris, com a finalidade de ajudar na saúde de um enfermo, ou para purificar e energizar o ambiente, fazendo com que haja uma renovação na egrégora do Templo e de seus obreiros. Em casos específicos também é utilizado quando um obreiro quer ter certeza de fertilizar sua companheira.&lt;br /&gt;Convém esclarecer que: INPU é Anubis e Anput é sua esposa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;O símbolo na visão Cristã &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;Para os cultos cristãos este símbolo é a representação das forças do Demônio, e o possuidor deste símbolo deve ser expulso da igreja que pertencer e seus familiares deverão cortar relações com o mesmo.&lt;br /&gt;Perante o Vaticano, principalmente na Idade média, o possuidor deste símbolo era considerado Bruxo, e como tal deveria ser expurgado do mundo através do fogo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;O Símbolo na Visão Illuminati&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para os Illuminati este símbolo representa a perfeita união do Cosmos e do Ser humano, aonde as energias se encontram através do falo e da vagina, aonde a vida se origina.&lt;br /&gt;Este símbolo é utilizado em sessões extremamente exotéricas e gnósticas, aonde é realizada a função de Vênus, aonde através da conjunção carnal, o Criador é alcançado e as forças vitais do eixo humano, entram em harmonia. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-212519667634296460?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/212519667634296460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=212519667634296460&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/212519667634296460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/212519667634296460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2011/09/inpu-anput-apesar-de-algumas.html' title='Desvendando o Símbolo'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-PQRTv-hnCB4/TmcLbWFb8LI/AAAAAAAACUY/7Rt6QtAmSmI/s72-c/Salom%25C3%25A3o%2B01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-2162645140200318640</id><published>2011-09-06T19:17:00.000-03:00</published><updated>2011-09-06T19:20:00.516-03:00</updated><title type='text'>A verdadeira história da Maçonaria</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A verdadeira história da Maçonaria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Jay Tolson&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A década de 1820 parecia ser a melhor época para o relacionamento especial entre a ordem fraternal da Maçonaria e a jovem nação americana. Não era só porque muitos dos proeminentes membros da geração fundadora -George Washington, Benjamin Franklin e, na realidade, 13 dos 39 signatários da Constituição- tinham sido membros. Era também porque a república em rápido crescimento e a sociedade fraternal ainda tinha muitos ideais em comum. Os valores republicanos americanos pareciam-se com valores maçônicos expressos: atitude cívica honorável, alto apreço pelo aprendizado e o progresso, e o que poderia ser chamado de uma religiosidade ampla e tolerante. Na verdade, diz Steven Bullock, um historiador do Instituto Politécnico de Worcester, e um professor líder da fraternidade maçônica na América, os maçons "ajudaram a dar à nova nação um núcleo simbólico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por nada que o compasso, o esquadro e outros emblemas associados à Maçonaria estampados por todos os lados, mesmo em joias, mobiliário e jogos de mesa pertencentes a maçons e também a não maçons. Nem foi insignificante que um grande número de Americanos pensasse - erroneamente, mas justificadamente - que o Grande Selo dos Estados Unidos em si contivesse símbolos maçônicos. Era tanto um tributo e uma responsabilidade da irmandade que as pessoas vissem a influência da Maçonaria, mesmo onde ela não existia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a Revolução, os maçons se tornaram os celebrantes semioficiais da cultura cívica americana. Usando seus aventais distintivos e manejando as colheres de pedreiro - os Maçons originais eram de fato, pedreiros - eles rotineiramente lançavam pedras fundamentais de importantes edifícios governamentais e igrejas, e participavam destacadamente em paradas e outras cerimônias públicas. Quando o velho Lafayette retornou aos Estados Unidos em 1824-25, membros da "ordem" (como é chamada a maçonaria) saudaram publicamente seu companheiro maçom, convidando-o com frequência para ficar na loja local. Esta viagem incrementou a adesão à Maçonaria, que cresceu de 16.000 em 1800, para cerca de 80.000 em 1822, ou quase 5 por cento da população masculina elegível da América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, então o que parecia ser a melhor época para a Maçonaria, rapidamente se tornou o pior dos tempos? Parte da resposta pode ser encontrada na reação dividida do público à viagem de Lafayette, sugere o historiador Mark Tabbert, curador de coleções maçônicas e fraternais no National Heritage Museum em Lexington, Mass, em seu novo livro, American Freemasons: Three Centuries of Building Communities (Maçons Americanos: Três Séculos Construindo Comunidades). Para muitos cidadãos, estas demonstrações públicas de afeição fraternal para com um nobre estrangeiro pareciam ter um cunho tanto elitista quanto conspiratória. Muito simplesmente, escreve Tabbert, eles "levantaram a suspeita de que a ordem ser uma ordem internacional com segredos e um passado revolucionário radical".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tão secreta. Não foi a primeira vez que a Maçonaria teria deparado com tal resposta. Desde seu nascimento como movimento fraternal organizado no início do século 18, em Londres até hoje, a Maçonaria tem sido objeto de ampla curiosidade e intensa suspeição ocasional. Com seus elaborados rituais secretos, seu envolvimento tanto com a sabedoria antiga quanto a ciência e a razão do Iluminismo moderno, e a relativa exclusividade de seus membros (os candidatos precisam pedir para entrar e, em seguida, são vetados ou aprovados por meio de voto), a irmandade maçônica provou ser na medida para os criadores de teorias de conspiração e autores oportunistas ansiosos para faturar "expondo" com imaginação as maneiras secretas e as ambições ainda mais secretas da ordem. Se o "grande segredo" dos Maçons, como disse uma vez Benjamin Franklin, "é que eles não têm nenhum segredo", àqueles que sugerem o contrário - incluindo a fama do escritor Dan Brown do Código Da Vinci por sua próxima novela, A Chave de Salomão - raramente falta público receptivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira história da Maçonaria é, discutivelmente, mais interessante que todos os contos tecidos ao redor dela. Mas aquela história é pelo menos em parte, a história de muitas interpretações fantasiosas da irmandade. Na verdade as realizações substanciais dos Maçons na formação de cidadãos sólidos, forjando redes sociais, fazendo a ponte entre certas divisões sociais, apoiando causas filantrópicas - são as mais admiráveis em face de esforços passados em difamar ou mesmo destruir a organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um destes esforços surgiu em um amplo movimento social e político na América, menos de dois anos após o périplo triunfante de Lafayette, embora este esforço tivesse sido amplamente desencadeado pelos intrigantes, ou algo mais criminoso, de diversos membros nova-iorquinos excessivamente zelosos. No verão de 1826, na cidade de Batávia, no norte do estado, um irresponsável insatisfeito, alegando ser maçom, William Morgan declarou sua intenção de publicar um livro revelando os segredos da sociedade maçônica de alto grau, o Arco Real, que tinha, anteriormente vetado sua proposta de entrada na ordem. Preso duas vezes por acusações fabricadas por maçons locais, o pretenso expositor foi misteriosamente raptado e expulso do país ou morto. Foram levantadas acusações contra os prováveis suspeitos, todos Maçons, mas após cerca de 20 julgamentos, escreve Bullock em seu livro Irmandade Revolucionária: A Maçonaria e a Transformação da Ordem Social Americana, 1730-1840, “somente um punhado de condenações resultaram, todas seguidas de curtos períodos de prisão". Para um crescente número de Americanos, já precavidos contra o poder da ordem, pareceu que os Maçons tinham se safado com o assassinato. E para muitos destes mesmos americanos, tudo o que proeminentes ministros evangélicos tinham dito contra os Maçons - que eles eram deístas ou acreditavam em religião "natural” ou culto necromânticos - parecia ser confirmado por este ato sinalizador de comportamento desonesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os "comitês Morgan" que originalmente se propuseram a estabelecer a verdade sobre o crime logo se tornaram a ponta de lança de um movimento em nível de estado e, em seguida, um Partido Antimaçônico nacional dedicado a eliminar os Maçons. Pennsylvania e Vermont elegeram governadores Antimaçônicos, e o ex-Procurador Geral dos EUA, William Wirt candidatou-se a presidente pelo partido em 1832, vencendo a votação em Vermont e obtendo cerca de 8 por cento do voto popular nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O partido logo desapareceu à medida que os partidos Democráticos e novo Whig aumentaram seus esforços organizacionais para dominar a cena política Nacional. Mas além de fornecer um modelo para futuros movimentos americano de questão única, desde o abolicionismo à temperança, até o Partido Verde atual, o movimento antimaçônico quase eliminou a fraternidade. O Estado de New York abrigava cerca de 500 lojas locais em meados de 1820, mas somente 26 lojas reuniam representantes para comparecer às reuniões da grande loja estadual em 1837. Quase dois terços das lojas de Indiana foram fechadas no mesmo ano. Até o final da década de 1830, a Maçonaria estava começando um lento retorno, mas como escreve Bullock, "ela nunca mais recuperaria a posição exaltada que a Maçonaria já tinha justamente merecido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a Maçonaria tinha chegado a tal posição exaltada na vida pública americana, brevemente, para perdê-la antes de recuperar um manto menos importante de respeitabilidade, é uma história que começa na Escócia e Inglaterra. Descendentes de guildas medievais de pedreiros, as lojas do século 17 na Inglaterra ainda eram dominadas por maçons reais (ou "operativos") que gradualmente acolheram em suas fileiras, geralmente como patronos, cavalheiros selecionados, desde que eles jurassem lealdade à coroa e fé em Deus. Estes membros "aceitos" eram atraídos pelo caráter sociável das fraternidades (que tipicamente se reuniam em bares e tavernas), e também por rituais particulares e sinais que tinham, anteriormente, ajudado os artesão a proteger segredos de sua arte. Os vínculos da Maçonaria com a arquitetura antiga, a geometria e outras artes e ciências racionais aumentou sua atratividade para homens que participavam de, ou acompanhavam de perto o desenvolvimento da moderna ciência experimental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscadores da Sabedoria. À medida que membros aceitos vieram a dominar as diferentes lojas, muitos dos quais também eram membros da Sociedade Científica Real da Inglaterra, o foco da vida fraternal mudou para considerações filosóficas (ou "especulativas") e a exploração de conexões entre novas leis da natureza descobertas e a sabedoria de civilizações antigas. "Eles estudavam arquitetura Grega e Romana, e o Templo do Rei Salomão", escreve Tabbert, "buscando as chaves para desvendar as verdades perdidas de civilizações antigas." Na verdade, as genealogias altamente mitologizadas da Maçonaria, davam, com frequência, ao templo que Salomão construiu em Jerusalém em 967 A.C, um lugar proeminente na tradição Maçônica. As diferentes características arquiteturais do templo e a história de seu pretenso chefe construtor, Hiram Abiff, se tornaria o centro da sabedoria simbólica e ritual de iniciação da fraternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na América, a Maçonaria foi avidamente abraçada tanto pelo estabelecimento cavalheiresco quanto por membros das classes comerciais e de artesãos que aspiravam àquele estabelecimento. Na verdade, a Maçonaria encorajou movimento social e uma elite mais inclusiva através da educação, o cultivo de polidez e honra assistência mútua, rede social de contatos e tolerância com diferenças no delicado assunto da religião. (Esperava-se que os irmãos honrassem "aquela religião em que todos os homens concordam [isto é, acreditar em um "Deus beneficente"], deixando suas opiniões particulares para si mesmos", escreveu o escocês James Anderson, um ministro Presbiteriano que, em 1723, publicou as Constituições dos Maçons, o primeiro registro oficial da Grande Loja).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alpinistas sociais. Até a Revolução, homens de caráter, talento e ambição usaram a Maçonaria para subir na escada social. Antes de sua famosa viagem, Paul Revere era conhecido como proeminente prateiro e Maçom. Um amigo de Boston, um afro-americano livre e um dono de selaria chamado Prince Hall, astutamente avaliaram os benefícios da fraternidade. Em 1775, ele e 14 outros afro-americanos foram iniciados em uma loja militar Inglesa. Hall e diversos outros irmãos fundaram sua própria loja durante a Revolução. A Maçonaria Prince Hall, como foi chamada após a morte de Hall em 1807, espalhou-se para Rhode Island, Pennsylvania, e mais além, para tornar-se um poderoso crisol de liderança afro-americana, mesmo enquanto oferecia caridade e outro suporte à comunidade negra. Embora afro-americanos possam ingressar em qualquer loja, a Maçonaria Prince Hall permanece uma parte vital - e ainda separada - da tradição maçônica americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a Revolução, relutantemente rompendo os laços com as grandes lojas de Londres (Os maçons realmente acreditavam que seus laços fraternais transcenderiam a política), as lojas americanas se reorganizaram sob grandes lojas estaduais. A Maçonaria também começou a mover-se para o interior do país, promovendo conexões comerciais e outras entre cidades costeiras e a fronteira que avançava continuamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Maçonaria na América é uma história de sucessivas reinvenções, diz S.Brent Morris, um estudioso de Maçonaria e editor do Scottish Rite Journal. De 1790 até 1820, maçons americanos mais jovens importaram dois novos sistemas de altos graus da Maçonaria, o Rito York, seguindo as tradições inglesas, e o Rito Escocês, seguindo práticas francesas. O Rito Escocês e o Rito York encorajaram mais instruções rituais em moralidade, embora promovessem algumas ideias fantasiosas sobre as origens da fraternidade. (Talvez a mais influente fosse a lenda de que os Maçons descendiam dos Cavaleiros Templários medievais, uma ordem que caiu em desgraça com a Igreja Católica Romana antes de desaparecer substancialmente por volta de 1300).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os novos ritos secretos e elaborados atraíram membros, mas também acrescentou às suspeitas dos críticos que já consideravam os Maçons elitistas com segredos demais para serem confiáveis. À medida que a Maçonaria reviveu após a campanha antimaçônica, os Maçons cultivaram um estilo mais modesto. Lá se foram as festanças em tavernas e brindes que incomodavam os evangélicos. A própria ordem "assumiu uma coloração mais evangélica", diz William Moore, um historiador da Universidade da Carolina do Norte-Wilmington e autor do inédito "Templos Maçônicos: Maçonaria, Arquitetura Ritual, e Arquétipos Masculinos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os livros que os maçons produziram", nota Moore, "pareciam manuais de catecismo de domingo com ilustrações que pareciam iluminuras de Bíblias Vitorianas". Os maçons também começaram a direcionar esforços caritativos para comunidades maiores, e não apenas aos companheiros maçons e suas famílias. E parcialmente para acalmar a crítica das mulheres, os Maçons criaram a Ordem da Estrela do Oriente e outras filiais para que as mulheres participassem. Mesmo hoje, "a maçonaria mais ampla é somente masculina", diz Morris, embora lojas estaduais definam suas próprias regras até certo ponto, e existam alguns grupos mistos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a Guerra Civil, e à medida que a Gilded Age prosseguiu até o início da década de 1870, os maçons mais uma vez modificaram seu papel, tornando-se o modelo para mais de 300 grupos fraternais que apareceram durante os próximos 50 anos. Durante esta "era dourada" de ordens fraternais, a Maçonaria e sociedades tais como Odd Fellows e Knights of Pythias ofereceram uma proteção contra a economia dinâmica e, com frequência, mortal e uma sociedade cada vez mais diversificada. Reforçando seus bons trabalhos, incluindo o apoio a escolas e hospitais, os Maçons até mesmo encontraram uma maneira de misturar o convívio fraternal com a filantropia, criando os Nobles of the Mystic Shrine em 1870. Aberto somente a Maçons que tivessem completado os graus do Rito Escocês ou York, esta ordem voltada para festividades celebrou a personalidade bem formada em uma época que estava começando a valorizar a personalidade em detrimento de ideais mais antigos de honra e caráter. Os Schriners aprenderam a se divertir enquanto levantavam dinheiro para hospitais e ambiciosos templos Shrine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boato Satânico. A despeito dos bons trabalhos da fraternidade, mitos de fatos obscuros continuaram a assombrar a Maçonaria. No final da década de 1880, um malicioso escritor francês e ex-maçom, conhecido por seu pseudônimo literário de Leo Taxil, começou a jogar com os medos dos católicos em relação à ordem. Ele alegava expor os maiores segredos da ordem, conhecidos apenas dos maçons dos mais altos graus: que a religião secreta da maçonaria era a adoração de Lúcifer. Mesmo depois que Taxil confessou ser um boato em 1897, o mito serviu como um princípio de material antimaçônico, empurrado em livros como o New World Order de Pat Robertson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o maior desafio da Maçonaria não foi sua susceptibilidade ao uso em fantasias de conspiração. Pois todos os maçons se integraram na sociedade mais ampla, e apesar de ter um número de membros na casa dos milhões, a Maçonaria parecia menos central para América nos Anos Vinte, e seus "candidatos" no estilo Babbitt, criavam grupos como os Kiwanis e o Rotary, que eram mais abertamente amigáveis e tinham muito menos demanda por rituais. Ainda assim a velha ordem fraternal viu mais um crescimento. Após o final da guerra, "a fraternidade maçônica realizou os lucros de seu trabalho duro entre a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial", escreve Tabbert. "A ordem era mais aceita e apreciada que... antes de 1929". Entre 1945 e 1960, o número de membros cresceu de 2,8 milhões até um pico de 4 milhões...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daquele píncaro, a ordem perdeu lentamente mais de metade de seus membros. Para um número crescente de americanos que gastam seu tempo livre em buscas particulares - incluindo assistir muita televisão - as reuniões mensais e compromissos voluntários de vida fraternal parecem excessivos. Mas, recentemente, diz Morris, a taxa de declínio estabilizou-se. O historiador Moore sugere um motivo: "Muitos homens estão entrando na aposentadoria." Com o envelhecimento rápido da população dos EUA, as lojas começam a se encher de pessoas que tem mais tempo livre que a maior parte dos trabalhadores americanos. E quem sabe? Estes idosos, nascidos depois da Segunda Guerra, possam mesmo descobrir como trazer os americanos mais jovens de volta para a Ordem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-2162645140200318640?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/2162645140200318640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=2162645140200318640&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/2162645140200318640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/2162645140200318640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2011/09/verdadeira-historia-da-maconaria.html' title='A verdadeira história da Maçonaria'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-6755284975522040411</id><published>2011-06-04T12:14:00.001-03:00</published><updated>2011-06-04T12:14:52.925-03:00</updated><title type='text'>José de Arimateia na Grã Bretanha?</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='font-family:Franklin Gothic Demi; font-size:16pt'&gt;Jose de Arimateia na Grã Bretanha?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;Jacques&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os Evangelhos contribuem só uma breve descrição de José de Arimateia, de forma que sabemos pouco a respeito dele, aparte do fato de que era rico e um discípulo secreto de Jesus (Juan 19: 38). Lucas adiciona que era membro do Grande Conselho do Sanedrín, o que sugere que gozava de uma posição de certa autoridade. Parece que José de Arimateia, que foi considerado um «homem reto e bom» (Lucas 23: 50), não esteve de acordo com a pena imposta a Jesus pelos membros do Sanedrín.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Mateus (27:57-60) e Marcos (15: 43-5), pediu-lhe pessoalmente a Poncio Pilatos o cadáver de Cristo, o que sugere que era suficientemente poderoso como para que lhe concedessem audiência com o governador romano da Judeia. Segundo os costumes judeus, era dever do parente masculino mais próximo encarregar-se do enterro do falecido e, por isso, sugeriu-se que José de Arimateia era irmão de Jesus (veja-se The Manam conspiracy, de Graham Phillips), ainda que a tradição oriental o tenha por tio da Virgem Maria.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Alguns textos não canônicos contribuem algo mais de informação sobre José. O Evangelho de Pedro menciona que, de fato, era amigo, pessoal, de Poncio Pilatos, e o Evangelho de Nicodemos faz alusão ao enterro de Cristo e afirma que, depois dele, os anciãos judeus encarceraram a José de Arimateia. Durante sua estadia na prisão, se lhe apareceu Jesus ressuscitado e o transportou milagrosamente a sua casa, onde lhe ordenou que permanecesse quarenta dias.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os anciãos judeus ficaram muito surpresos ao descobrir que José se tinha escapado e que os ferrolhos e a cancela de sua cela não estavam rompidos nem tinham sido forçados. Ao dar-se conta de que estavam tratando com uma pessoa de posição elevada, escreveram-lhe uma carta de desculpa e lhe pediram que se reunisse com eles em Jerusalém. Em dita reunião, José explicou o que tinha ocorrido exatamente e informou aos anciãos judeus de que Jesus tinha ressuscitado. A narração de José também confirma a história de seu encarceramento. O Trânsito de Maria é pretensamente um Evangelho escrito pelo próprio José de Arimateia, quem, depois da Crucifixão, ajudou à Virgem Maria.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em comparação com a escassa informação que há sobre José de Arimateia nos Evangelhos, aparece mencionado bastante nos textos apócrifos, nas lendas posteriores e nos romances artúricos. Nestes relatos se diz que José era um mercador de estanho que levou  Jesus a Inglaterra durante sua juventude, que foi o fundador do cristianismo na Grã-Bretanha e que era o guardião do Santo Graal. É um tanto surpreendente que José de Arimateia, um pequeno personagem do Novo Testamento, esteja relacionado com a Grã-Bretanha, mas uma longa tradição lhe associa com Jornwall e Somerset. Estas tradições afirmam que levou consigo numa ocasião ao jovem Jesus num barco mercante. Se por então José já conhecia Grã-Bretanha, então resulta compreensível que o apóstolo Felipe o envia a mais tarde ali desde a Gália.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda que o fundador oficial do cristianismo na Grã-Bretanha foi, no ano 597, São Agustinho, fontes não canônicas e relatos posteriores contam que José de Arimateia chegou de fato a Grã-Bretanha no ano 37 ou no 63. As narrações afirmam que fugiu da Judéia acompanhado por algumas pessoas, costuma-se dizer com o apóstolo Felipe, Lázaro, Maria Magdalena, Maria.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lázaro e Maria Magdalena ficaram em Marselha, enquanto o resto do grupo continuou viagem até a Zialia, mais para o norte do que hoje é França. O apóstolo Felipe enviou então  José de Arimateia, junto com outros onze ) mais doze (depende do texto), a pregar a Grã-Bretanha. A viagem por mar levou A José ao «País do Oeste», onde o rei local, Arvirago, concedeu-lhe a José e a seus acompanhantes algumas terras na «Ilha Branca».&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ali fundaram uma igreja de adobe, a Virtuosa Igreja, dedicada à Virgem Maria. Genialmente costuma aceitar-se que esta é o atual assentamento de Bastonbury (contraste-se com Graham Phillips, quem crê que é Anglesey) e que o mosteiro beneditino de Glasbonbury ocupa agora o lugar no que esteve aquela igreja. A maior parte destes detalhes podem encontrar-se em The Antiquity oJ the Church at Glastonbury, obra escrita no século XII por William de Malmesbury, bem como em Chronicle of the Antiquities of the C'hurch of Glastonbury, escrita também no século XII por John de Glastonbury. No entanto, encontramos um relato anterior sobre o papel que jogou José na chegada do cristianismo a Grã-Bretanha em The Historv of the Franks, obra escrita por Gregory de Tours no século VI.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra parte da história relativa a José e à primeira comunidade cristã de Glastonbury é a do espinho que pretensamente aquele plantou. Ao parar-se a descansar na colina Wearyall, José afundou seu cajado na terra e em tal lugar cresceu um espinho. O cajado que José levava consigo se tinha feito com a coroa de espinhas que levou Jesus em Sua Crucifixão. O espinho, que ainda segue em Glastonbury, floresce em maio e no Natal e se alude a ele como o Espinho Santo. No entanto, a primeira menção de tudo isto aparece em The Life of Joseph of Arimathia, relato escrito em 1520, ao que posteriormente se lhe incorporaram novos elementos em 1677 e 1716.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Provavelmente o mito mais famoso em torno de José de Arimateia é o referente a sua custódia do Santo Graal. Nestas histórias normalmente se associa ao Santo Graal com a taça que Jesus utilizou na ultima ceia e na que José recolheu algumas gotas de Seu sangue durante a Crucifixão. A primeira menção disto, conquanto rudimentar, encontramo-la em The Lité of St Marv Magdalene, de Rabanus Maurus (776-856). Nela, José de Arimateia aparece estreitamente unido à lendária ilha de Avalon, pretensamente em Somerset, onde está enterrado sob a igreja que fundou. Também se conta que junto a ele tinha duas vasilhas de prata que continham o sangue e o suor de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o período medieval circularam muitas histórias sobre o Grial, em particular a de Robert de Boron, Joseph dArimathie. Nela, o autor relata como Jesus é lanceado num lado enquanto está na Cruz e como José recolhe depois de seu sangue na taça que utilizou no Último Jantar. Devido a sua relação com Jesus, as autoridades judias encarceram a José e durante sua estadia na prisão, se lhe aparece Jesus milagrosamente e lhe ensina os «mistérios do Graal», ainda que não se especifica quais eram estes. Depois de quarenta e dois anos de cárcere, José é liberado e, junto com um grupo de cristãos, viaja a um país estrangeiro, onde se constrói uma mesa redonda para simbolizar o Último Jantar. No entanto, há um lugar nela que nunca se utiliza: o correspondente a Judas. Posteriormente, José procura um lugar no que guardar o Santo Graal, e o encontra no vale de Ayalon (Glastonbury), onde se constrói uma igreja.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o período medieval foram muito populares outras histórias deste tipo, tais como Grand St Grau (1200), Parzival (1207, de Wolfram von Eschenbach), Queste do St Graal (1210), Perlesvaus (1225) e a mais importante, A morte de Artur (1485), de Sir Thomas Mallory. Nesta, José de Arimateia é o verdadeiro guardião do Santo Graal e o antepassado de Artur, Lancelot e sir Galahad.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;(from Abacus – Espanha)&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-6755284975522040411?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/6755284975522040411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=6755284975522040411&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/6755284975522040411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/6755284975522040411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2011/06/jose-de-arimateia-na-gra-bretanha.html' title='José de Arimateia na Grã Bretanha?'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-1521797625460391165</id><published>2011-06-04T12:02:00.001-03:00</published><updated>2011-06-04T12:02:36.018-03:00</updated><title type='text'>Signos Egípcios</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;Signos Egípcios&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Confira na tabela abaixo qual deus egípcio corresponde ao dia de seu aniversário.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Veja quais as influências positivas e negativas dos deuses sobre sua personalidade. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deusa Bastet........16 de janeiro a 15 de fevereiro&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deusa Tauret .......16 de fevereiro a 15 de março&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deusa Sekhmet....16 de março a 15 de abril&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deus Ptah............16 de abril a 15 de maio &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deus Thoth.........16 de maio a 15 de junho&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deusa Ísis...........16 de junho a 15 de julho&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deus Rá..............6 de julho a 15 de agosto&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deusa Neit..........16 de agosto a 15 de setembro&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deusa Maat.........16 de setembro a 15 de outubro &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deus Osíris.........16 de outubro a 15 de novembro&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deusa Hátor.......16 de novembro a 15 de dezembro&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deus Anúbis.......16 de dezembro a 15 de janeiro&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Deusa Bastet (de 16 de janeiro a 15 de fevereiro)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Representa o poder benéfico dos raios do sol; é uma das esposas de Rá, divindade dos gatos selvagens, com muita agilidade e vigor. As pessoas que nasceram sob sua proteção são bondosas, humanitárias, leais e muito cordiais e gostam de trabalhar em favor dos mais fracos. São independentes como os gatos, gostam de carinho, mas se mantêm muito distantes; são geralmente alegres e divertidos, gostam de brincar e têm aptidão para a carreira artística. Devem controlar a rebeldia. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Deusa Tauret (de 16 de fevereiro a 15 de março)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A deusa da felicidade, protetora das mulheres grávidas, do nascimento, do renascimento no reino dos mortos, o Duad. As pessoas que nasceram sob sua proteção têm grande sensibilidade e intuição, tendência para assuntos místicos, esotéricos, astrológicos ou mágicos. Elas têm enorme bondade e capacidade de entendimento; possuem um olhar profundo e doce. As pessoas devem desenvolver essa capacidade inata em prol do bem ao próximo, mas devem evitar desperdício de energia. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Deusa Sekhmet (de 16 de março a 15 de abril)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A poderosa deusa da força e da guerra, encarregada de destruir os inimigos de Rá e do faraó, é considerada o olho do sol. As pessoas nascidas sob sua proteção têm consciência da própria força, da grande vitalidade e potência física; são igualmente portadoras de grande magnetismo, com senso de organização e muita energia, aventureiras ou inovadoras. É necessário ter cuidado com os excessos, com os impulsos descontrolados, para não destruírem o que está a sua volta . Só encontram o equilíbrio com o casamento. A energia e a força devem ser usadas para construir o bem próprio e dos outros. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Deus Ptah ( de 16 de abril a 15 de maio)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O grande deus da fertilidade masculina, criador de tudo que existe. Ele representa as forças criadoras espirituais, sendo considerado o Grande Construtor ou Divino Artesão, protetor das belas-artes e dos artistas. As pessoas que nasceram sob sua proteção têm firmeza de temperamento, paciência, perseverança, um grande talento para as artes e tudo que se relaciona à construção de objetos. Para alcançar a felicidade devem canalizar todas as virtudes para a realização de coisas que tenham valor espiritual e despertem sentimentos de beleza e harmonia; caso contrário, correm o risco de se transformarem em pessoas que vivem em constante insatisfação e não se realizam. No amor, encontrarão a felicidade quando conseguirem satisfazer sua exigente capacidade sexual. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Deus Toth (de 16 de maio a 15 de junho) &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É uma divindade autoconcedida, que apareceu no mundo sobre uma flor de lótus, no amanhecer dos tempos. É um dos deuses primordiais. É o senhor das palavras, criador da fala e da escrita, deus do tempo e das medidas, criador de todas as ciências, portador das forças civilizadoras. É representado como um homem com cabeça de Íbis, a ave sagrada. Por ter recuperado o olho de Rá, que tinha fugido para Núbia na forma de Tefnut, como prêmio o deus Rá deu a Toth a Lua, e o transformou no deus do disco branco, governador das estrelas; também foi advogado do deus assassinado, Osíris, e de seu filho Hórus. As pessoas nascidas sob sua proteção têm grande capacidade de comunicação e uma inteligência rápida e penetrante. Seus protegidos têm uma natureza dupla, nervosa e inconstante, são muito ativos, sempre inventando coisas para fazer ou dizer. Embora sensíveis como a flor de lótus, no amor eles são frios como a lua e inconstantes como as aves, voando de galho em galho. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Deusa Ísis (de 16 de junho a 15 de julho) &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Irmã e mulher de Osíris tinha grandes poderes mágicos. Entre outras coisas, era a protetora das crianças, o que a tornava mais popular. As pessoas nascidas sob sua proteção têm grande sensibilidade e poderosa imaginação, forte instinto materno ou paterno; estão sempre prontas para socorrer os necessitados, são fiéis no amor e compreensivas em relações aos outros. Gostam da vida doméstica, são muito sentimentais, fracas para entender os aborrecimentos, gentis, têm um latente mau humor quando as coisas não são como o esperado, tornando-se fechadas e antipáticas. De natureza tímida e introvertida, sua candura natural e sua ingenuidade lhe renderam, tanto da vida quanto dos outros, alguns bons tombos e decepções, o que o fez com que se tornasse desconfiado e um tanto arredio, como que para se proteger. Às vezes, é uma presa fácil de um complexo de inferioridade. Mas se sobressai quando se trata de julgar, colocar as coisas em seus devidos lugares, separar o joio do trigo. Sua melhor qualidade, sem dúvida, é o discernimento. É naturalmente dotado para todas as profissões que exijam precisão e habilidade manual, sabe se filiar à disciplina, trabalhando bem em administrações. Profissões médicas ou paramédicas são indicadas. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Deus Rá (de 16 de julho a 15 de agosto)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Deus Rá, o sol, é a principal divindade dos egípcios. As características deste deus são poder, força e criatividade. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As pessoas que nasceram sob sua proteção são extrovertidas, cheias de energia e ótimos líderes. Gostam de enfrentar situações difíceis e de superá-las. Seu ponto fraco é não saber perder. Elas se consideram como o sol, o centro do universo, que tudo gira à sua volta. Se contrariadas, ficam deprimidas. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Deusa Neit (de 16 de agosto a 15 de setembro) &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É a antiga deusa da caça, seu animal sagrado era o cão. Neit era chamada "a que abre os caminhos". As características desta deusa são sua grande capacidade de análise, paciência e senso de organização. As pessoas nascidas sob a sua proteção são muito práticas, cuidadosas e reparam nos mínimos detalhes, porque estão sempre atentas a tudo o que acontece. Sabendo usar as suas qualidades positivamente, alcançam o que consideram a sua maior felicidade, segurança e serenidade, mas sempre correm o risco de perder o equilíbrio por não saberem dar o justo valor a cada coisa. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Deusa Maat (de 16 de setembro a 15 de outubro) &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Filha de Rá, é a deusa da justiça, da verdade e do senso da realidade. No mundo dos deuses, ela ocupa um lugar muito importante. Sem Maat, a criação divina (a Terra e seus habitantes) não poderia existir, pois tudo se afundaria no caos inicial. As características desta deusa são capacidade de observação, senso de justiça e sabedoria para criar harmonia à sua volta. As pessoas nascidas sob sua proteção têm um temperamento simpático e afável, além de um grande senso estético. Usando as suas qualidades positivamente, tornam-se famosas e muito queridas. Em geral, essas pessoas têm problemas em fazer escolhas e precisam sempre da opinião dos outros. Para terem sucesso, no entanto, é necessário aprenderem a fazer suas próprias escolhas. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Deus Osíris (de 16 de outubro a 15 de novembro) &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É o deus mais importante. De acordo com a lenda, ele era o Rei dos deuses. O faraó que, junto com sua irmã e esposa Ísis, governava com justiça, mas era invejado por seu irmão Set que o assassinou por ciúme. As pessoas nascidas sob sua proteção também têm a proteção de Ísis; se caracterizam por terem emoções e sentimentos muito intensos além de terem uma persistência incomum. Possuem uma enorme energia e resistem a todas as adversidades, dispostos sempre a lutar por aquilo em que acreditam. São também vítimas da influência de Set; por isso são extremamente ciumentos e, quando não se encontram, vivem desconfiados de todos. Para ajudá-los, Osíris deu-lhes o dom da intuição que, bem empregado, os livrará das situações perigosas. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Deusa Hátor (de 16 de novembro a 15 de dezembro) &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É a deusa dos céus, a grande sacerdotisa do panteão egípcio, deusa da música e da dança, protetora dos prazeres e do amor, da vaidade feminina e da alegria. As pessoas que nasceram sob sua proteção possuem muita sensualidade e uma grande capacidade de amar; a permanente jovialidade, a alegria, o riso são constantes. Estas pessoas são quase sempre felizes, mas basta um pequeno problema para que se sintam desgraçados. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Deus Anúbis (de 16 de dezembro a 15 de janeiro) &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O deus com cabeça de chacal, o guia dos mortos, o mediador entre o céu e a Terra, temido pela sua frieza e severidade do seu juízo. As pessoas que nasceram sob sua proteção têm grande força de vontade, paciência e inteligência aguda. Essas pessoas sabem conduzir o seu destino, tornando-se pessoas de sucesso em qualquer setor, porém este demora a chegar, porque Anúbis é o senhor do tempo e retarda as conquistas. Embora sejam fiéis, têm excesso de ambição e exagerado orgulho que, às vezes, os torna egocêntricos e pouco modestos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-1521797625460391165?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/1521797625460391165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=1521797625460391165&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/1521797625460391165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/1521797625460391165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2011/06/signos-egipcios.html' title='Signos Egípcios'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-4849308144559832647</id><published>2011-06-04T11:51:00.001-03:00</published><updated>2011-06-04T11:51:15.625-03:00</updated><title type='text'>Ritos Escoceses na França</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;RITOS ESCOCESES NA FRANÇA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 1836, a Grande Loja da Escócia, face ao uso abusivo do título "Escocês", achou por bem declarar que somente a ela pertencia tal titularidade. Não praticava graus além dos três básicos. Os demais ritos com o nome de escocês não tiveram origem na Escócia. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O REAA surgiu em face ao acréscimo de graus ao Rito de Heredom, ou da Perfeição, criado em 1758, na França. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Conselho de Imperadores do Oriente e do Ocidente, em 1761, outorgou carta-patente a Etienne Morin, que viajaria à América Central e aos Estados Unidos da América do Norte, dando-lhe poderes para levar às Lojas do novo mundo os segredos superiores contidos nos 25 graus de Heredom. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como "Grande Inspetor", Morin organizou a primeira Loja, na Ilha de Santo Domingo, na América Central, no mesmo ano de 1761. Ocasião em que nomeou inspetores para as índias Ocidentais e para a América do Norte. Sob a orientação do Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente, no ano de 1762, foram publicados os regulamentos (secretos) da Maçonaria da Perfeição, ou de Heredom. Ainda nesse mesmo ano foi retificada a série de graus do citado rito, em Berlim (Alemanha). &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 1783 o Rito de Heredom, ou de Perfeição, foi instalado em Charleston, na Carolina do Sul (América do Norte), onde serviu como guia de instrução até o ano de 1801, quando, no dia 31 de maio, o Supremo Conselho do Grau 33º para os Estados Unidos foi inaugurado, por John Mitchell e Frederick Dalcho, este o Soberano Grande Inspetor-Geral. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 1812 apareceu em Boston o "Soberano Grande Consistório dos Estados Unidos da América do Norte", que teve por fundador Joseph Cerneau. Todavia, este não possuía autorização do Conselho dos Imperadores, o que motivou o não reconhecimento pela corrente ligada ao Supremo Conselho de Charleston, que adotara resoluções fundamentais fixadas para o REAA em 1º de maio de 1786. Com referência aos 33 graus, foram aceitos pelo mencionado Conselho em 31 de maio de 1801. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do aqui referido conclui-se que o Rito Escocês Antigo e Aceito foi composto dos graus do Rito de Heredom, mais os oito graus adotados na América do Norte e tirados de vários outros ritos, principalmente do Rito Primitivo de Namur. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A hierarquia obedece aos trinta e três graus seguintes: &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Graus Simbólicos (Loja Simbólica) 1 A 3: &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1º Grau – Aprendiz-Maçom &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2º Grau – Companheiro-Maçom &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3º Grau – Mestre-Maçom &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Graus de Perfeição ou Inefáveis (Loja de Perfeição) 4 a 14 &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4º Grau – Mestre Secreto &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;5º Grau – Mestre Perfeito &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;6º Grau – Secretário Íntimo &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;7º Grau – Preboste ou Juiz &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;8º Grau – Intendente dos Edifícios &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;9º Grau – Cavaleiro Eleito dos Nove &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;10º Grau – Cavaleiro Eleito dos Quinze &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;11º Grau – Eleito Chefe de Tribos &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;12º Grau – Grão-Mestre Arquiteto &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;13º Grau – Cavaleiro do Real Arco &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;14º Grau – Grande Eleito ou Perfeito e Sublime Maçom &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Capítulo (Loja, ou Oficina Vermelha) 15 a 18 &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;15º Grau – Cavaleiro do Oriente &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;16º Grau – Príncipe de Jerusalém &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;17º Grau – Cavaleiro do Oriente e do Ocidente &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;18º Grau – Soberano Príncipe Rosa-Cruz &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Oficinas Filosóficas, ou Areópagos: 19 a 30 &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;19º Grau – Grande Pontífice ou Sublime Escocês &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;20º Grau – Grão-Mestre das Lojas Simbólicas &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;21º Grau – Grande Patriarca Noaquita &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;22º Grau – Príncipe do Líbano &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;23º Grau – Chefe do Tabernáculo &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;24º Grau – Príncipe do Tabernáculo &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;25º Grau – Cavaleiro da Serpente de Bronze &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;26º Grau – Príncipe da Mercê &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;27º Grau – Grande Comendador do Templo &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;28º Grau – Cavaleiro do Sol &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;29º Grau – Grande Cavaleiro Escocês de Santo André &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;30º Grau – Cavaleiro Kadosch &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Graus Administrativos 31 a 33 (Tribunais, Consistórios, Supremo Conselho) &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;31º Grau – Grande Juiz Comendador &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;32º Grau – Sublime Príncipe do Real Segredo &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;33º Grau – Grande Inspetor-Geral &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;RITO ESCOCÊS FILOSÓFICO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fundado em Paris (França) no ano de 1776, por Boilleau. Os ensinamentos estavam contidos nos seguintes 15 graus, com fundamento na antiga Loja de São Lázaro: &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1 - Aprendiz, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2 - Companheiro, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3 - Mestre, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4 -Cavaleiro da Águia Negra, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;5 -Cavaleiro Rosa-Cruz de Heredom, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;6 -Cavaleiro do Sol, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;7 -Sublime Filósofo, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;8 - Cavaleiro da íris, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;9 - Verdadeiro Maçom, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;10 -Cavaleiro dos Argonautas, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;11 -Cavaleiro do Velocino de Ouro, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;12 -Grande Inspetor, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;13Perfeito Iniciado, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;14 - Grande Inspetor Escocês, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;15 - Sublime Mestre do Anel Luminoso. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;RITO ESCOCÊS FILOSÓFICO DA LOJA-MÁTER DA FRANÇA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Teve origem na antiga Loja de São Lázaro, em Paris (França). Com o nome, posteriormente adotado de Loja do Contrato Social, tornou-se independente do Grande Oriente da França por longo tempo. O rito era composto dos seguintes graus: &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1 - Aprendiz. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2 - Companheiro, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3 - Mestre, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4 - Mestre Perfeito, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;5 - Cavaleiro Filósofo, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;6 - Grande Escocês, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;7 - Cavaleiro do Sol, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;8 - Cavaleiro do Anel Luminoso, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;9 - Cavaleiro da Águia Branca e Negra, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;10 - Grande Inspetor Comendador. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;RITO ESCOCÊS FILOSÓFICO DA LOJA-MÁTER DE MARSELHA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Loja foi fundada em 1751, por mestres escoceses reconhecidos formalmente pela Grande Loja da França. Em 1755, abusando do direito que lhes fora concedido, passaram a expedir Cartas Constitutivas, a conferir graus simbólicos, a nomear Veneráveis, tudo à revelia da Grande Loja. O rito era composto dos seguintes graus:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1 - Aprendiz, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2 -Companheiro, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3 - Mestre, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4 - Mestre Perfeito, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;5 - Grande Escocês, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;6 -Cavaleiro da Águia Negra, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;7 -Comendador da Águia Negra, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;8 - Rosa-Cruz, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;9 - Verdadeiro Maçom, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;10 - Cavaleiro dos Argonautas, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;11 - Cavaleiro do Velocino de Ouro, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;12 - Aprendiz Filósofo, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;13 - Adepto da Loja-Mãe, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;14 - Cavaleiro de Isis, &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;15 - Cavaleiro do Sol. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;RITOS ESCOCÊS PRIMITIVO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;São três os ritos escoceses que usam tal título: &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1 -Escocês Primitivo, com 25 graus, fundado em Paris (França) em 1758, também, denominado Rito de Heredom, ou Perfeição. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2 -Em 1769, em Narbona, também na França apareceu um outro rito "primitivo escocês", o dos "Filadelfos" de 10 graus. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3 -Finalmente, um terceiro, o Rito Escocês Primitivo de Namur, com 33 graus. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;RITO DE HEREDOM, OU PERFEIÇÃO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi inaugurado em Paris, no ano de 1758, o Capítulo de Soberanos Príncipes Maçons: o Conselho dos imperadores do Oriente e do Ocidente, sob os auspícios da Grande e Soberana Loja Escocesa de São João de Jerusalém. O rito constitui-se de 25 graus, divididos em sete classes. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1ª Classe compreende os 3 graus: &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1o - Aprendiz &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2o -Companheiro &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3o - O Mestre &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2ª Classe compreendendo 5 graus: &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4o - Mestre Secreto &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;5o - Mestre Perfeito &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;6o - Secretário íntimo &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;7º - Preboste e Juiz &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;8o -Intendente &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;3a Classe compreendendo 3 graus: &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;9o - Mestre Eleito dos Nove &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;10° - Ilustre Eleito dos Quinze &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;11° - Sublime Cavaleiro Eleito &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt; 4a Classe compreendendo 3 graus: &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;12° - Grão-Mestre Arquiteto &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;13° - Cavaleiro, da Real Arca &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;14° - Grande Eleito &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt; 5a Classe compreendendo 5 graus: &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;15° - Cavaleiro do Oriente &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;16° - Príncipe de Jerusalém &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;17° - Cavaleiro do Oriente e Ocidente &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;18° - Soberano Príncipe Rosa-Cruz &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;19° -Grão-Pontífice, Mestre ad vitam &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;6a Classe compreendendo 3 graus: &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;20° - Grão-Patriarca Noachita &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;21° - Grão-Mestre da Chave da Maçonaria &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;22° - Príncipe do Líbano ou Cavaleiro do Real Machado &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;7a Classe compreendendo 3 graus: &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;23° - De Soberano Príncipe Adepto &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;24° - De Grão-Comendador da Águia Negra &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;25° - De Soberano Príncipe do Real Segredo &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;RITO DOS FILADELFOS DE NARBONA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fundado em 1769, na cidade francesa de Narbona. De existência pouco duradoura, tinha por finalidade uma Maçonaria despida de modernismo, liberta das ideias distantes do primitivismo em que nascera. Sua ritualística constituía-se de dez graus, divididos em três classes, porém não convenientemente explicados ou mesmo documentados. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;(Matéria enviada pelo Ir. Edson Rocha)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-4849308144559832647?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/4849308144559832647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=4849308144559832647&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/4849308144559832647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/4849308144559832647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2011/06/ritos-escoceses-na-franca.html' title='Ritos Escoceses na França'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-4462772782646402849</id><published>2011-06-04T11:37:00.001-03:00</published><updated>2011-06-04T11:37:56.419-03:00</updated><title type='text'>Catarse Maçônica</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;CATARSE MAÇÔNICA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na filosofia da antiguidade grega, a catarse constava na libertação, expulsão ou purgação daquilo que é estranho à essência ou à natureza de um ser e que, por esta razão, o corrompe. Em Maçonaria, com treinamento e condicionamento, tenta-se induzir o adepto a expurgar de dentro de si o que possui de rude e grosseiro, melhorando o que já possui de bom e expondo um ser humano capaz de produzir para si e a sociedade grandes benfeitorias, que de forma legítima pode denominar-se Catarse Maçônica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde o momento em que entra na Maçonaria, o maçom é admoestado em só continuar sua jornada se realmente estiver disposto em melhorar a si mesmo. Mesmo porque, ser maçom por curiosidade é perda de tempo, pois todos os segredos da Maçonaria estão amplamente revelados em centenas de livros espalhados pelas livrarias; inclusive aquilo que muitos ainda consideram segredos da Ordem como palavras sagradas e de passe, passos, sinais de reconhecimento, toques, e outros. Buscar um ambiente social onde encontre amigos para conversar também não justifica, haja vista existirem clubes sociais bem mais glamorosos e chiques para se frequentar. Distração é outro detalhe que não condiz com a presença nas atividades em loja. Conquistar relacionamentos para formar clientela para atividades profissionais está totalmente fora de questão, apesar de os relacionamentos abrirem as portas de certos gabinetes do poder e possibilitar tráfego de influências. Tampouco a satisfação de vaidades e busca por honrarias não faz sentido para comprovar a presença do maçom num templo. Apenas se justifica a assiduidade pela Catarse Maçônica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dizem os profanos que todo maçom é rico, bom de vida porque é amparado por seus irmãos em seus negócios; uns para driblar o fisco, outros para obter melhores contratos, e outras. Aquele que vive a realidade da ordem maçônica sabe perfeitamente o quão distante esta afirmativa está da realidade. O maçom conquista seus recursos de subsistência com dedicação e suor igual a qualquer cidadão. Por aplicar bons princípios na circunvizinhança, conquista clientes e trabalho de valor pelo simples fato de as pessoas confiarem mais nele pelo que ele é. Porque em todas as oportunidades de sua vida profissional e social ele se comporta conforme o que aprendeu de sua convivência com outros maçons, dentro e fora dos templos. Uma pessoa assim não tem necessidade de expor sua condição de maçom, ela brilha por si mesma e progride materialmente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do que aprende na convivência maçônica, leva para seu lar as benesses de um pai, avô, tio, irmão, comportado e amoroso. Raramente se machuca com pequenos detalhes de comportamento em sua relação conjugal, pois sua condição de eterno aprendiz o condiciona a estudar e pensar, a pensar antes de falar. Aquele irmão que não acordou para esta realidade, certamente está perdendo tempo ou adormecido em plena atividade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na Maçonaria é importante exercitar intimidade com a arte da dúvida, ser rebelde e questionador de tudo pelo simples gosto de investigar a verdade; inclusive questionar o ensinamento transmitido pelos rituais e filosofias da própria Ordem. Ficar acomodado e inerte é inútil, perda de tempo para obter a Catarse Maçônica. As atividades o tornam hábil orador, debatedor ardoroso e sempre instiga a expressão de pensamentos novos. Se isto não estiver ocorrendo é porque tem algo errado com ele ou com a loja que frequenta. Com esta atividade aliada a uma profunda espiritualidade, culmina em transformar-se líder dentro e fora da Maçonaria. É a razão de tantos maçons obterem destaque, enriquecerem em cultura, saúde, espiritualidade e como consequência natural obterem sucesso e recursos financeiros suficientes para levar uma vida tranquila e de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na sociedade, os bons pensadores são assassinados já na pré-escola, na universidade apenas rezam a missa de sétimo dia. Infelizmente a escola só transmite conteúdo, encapsula o professor em metas que não preparam o aluno para a vida; não ensinam a pensar. Alunos são tratados como se fossem "pendrives", lotam a memória deles com "coisas", enquanto isto a inteligência é subutilizada. Os debates na Maçonaria usam os centros de inteligência em seus diversos níveis, enquanto a memória é apenas coadjuvante no processo. Num debate reage-se em frações de segundos e arruma-se a casa da memória, construindo novos e inusitados pensamentos nos eternos ciclos de tese, antítese e síntese. Professores e alunos deveriam ser debatedores de idéias e não meros repetidores destas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O maçom entra no templo para divertir-se pra valer e fixar os princípios simples, porém profundos da filosofia; objetivando a Catarse Maçônica. O sucesso do método maçônico atrela símbolos e alegorias ao treinamento com disciplina para reeducação emocional. É um processo de formação de bons pensadores em resposta de bons debates. Resgata-se um pouco do dano que a escola fez. Pena que alguns, profundamente afetados, adoentados pelo que aprenderam nas escolas, não estão dotados para perceber e avaliar a preciosidade do método da Catarse Maçônica. Limitam-se em repetirem aquilo que as escolas fazem, entopem a memória dos obreiros com conteúdo ao lerem de forma mecânica os rituais e suas instruções. Com isto, pouco ou nada acrescentam, porque não desenvolvem a capacidade de pensar com discussões, questionamentos, dúvidas, debates... É comum ouvir o mestre dizer ao aprendiz - tenha paciência, você vai ver isto mais tarde; na maioria das vezes é medo de não ter a resposta, porque este mestre está ciente que é apenas um repositório de informações e não um pensador hábil que sabe utilizar-se da informação da memória para modificá-la, adaptá-la a cada situação - pode até ter conteúdo, mas desenvolveu pouca inteligência neste setor. E esta característica o acompanha na vida fora da Maçonaria.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Somando espiritualidade, emoção e racionalidade o sucesso da Catarse Maçônica é garantido até para os sem formação acadêmica; inteligência não é questão de saber muito, mas de como usar do pouco para produzir muito. Adicionalmente, também não é questão de falar muito, mas de falar o suficiente com proficiência. Sócrates era hábil utilizador de sua inteligência, pelo diálogo convencia os outros e chegava até ao ponto de revelar um não saber com sua ironia. Platão fez uma demonstração - experiência maiêutica - onde pretendia provar que o cérebro humano já contém o necessário de forma inata, bastando para isto à pessoa apenas ser lembrada - foi quando por um diálogo, carregado de ironia socrática, entabulada com um escravo, fez com que aquele desenvolvesse o Teorema de Pitágoras.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O sofista Protágoras disse que "o homem interpreta a natureza ao seu modo e conforme ditado por seus interesses"; sabe-se que ele muda de posição quando interage com outros; é a tribo influindo no individuo. É uma característica da psique que veio se desenvolvendo desde os tempos das cavernas e está profundamente incrustada nos processos cognitivos do homem de hoje. Utilizar-se desta, foi um grande estalo intuitivo dos iluministas ao reunir pessoas, das mais diferentes crenças e formações para se influenciarem mutuamente para o bem, na solução de problemas da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Catarse Maçônica é um método educacional voltado para a saúde mental, o desenvolvimento da inteligência, da espiritualidade, da sociabilização, e outras, mas principalmente voltada ao fomento do amor fraterno, a única solução para todos os problemas da humanidade, para honra e À G\ A\ D\ U\. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;Charles Evaldo Boller&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni, História da Filosofia, Antigüidade e Idade Média, Vol. 1, ISBN 85-349-0114-7, 1ª edição, Paulus, 670 páginas, São Paulo, 1990.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Biografias:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sócrates ou Sócrates de Atenas, filósofo grego. Nasceu em Atenas em 468 a. C. Faleceu em 399 a. C. Um dos mais importantes pensadores de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Platão ou Platão de Atenas, filósofo grego. Também conhecido por Aristócles Platão de Atenas. Nasceu em Atenas em 428 a. C. Faleceu em Atenas, em 347 a. C. Considerado um dos mais importantes filósofos de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Protágoras ou Protágoras de Abdera, filósofo de nacionalidade grega. Nasceu em Abdera em 480 a. C. Faleceu, em 411 a. C. Foi o primeiro pensador a chamar-se de sofista.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-4462772782646402849?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/4462772782646402849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=4462772782646402849&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/4462772782646402849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/4462772782646402849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2011/06/catarse-maconica.html' title='Catarse Maçônica'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-3220598800876155050</id><published>2011-02-23T01:19:00.004-03:00</published><updated>2011-02-23T01:25:49.010-03:00</updated><title type='text'>Novo Livro - Lançamento em Ebook</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-wfXgaT4gbxM/TWSK93uHZYI/AAAAAAAACBE/YX_ZY6KEuV4/s1600/Sexo%2Bsem%2Blimites.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 234px; DISPLAY: block; HEIGHT: 304px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576735034125542786" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-wfXgaT4gbxM/TWSK93uHZYI/AAAAAAAACBE/YX_ZY6KEuV4/s400/Sexo%2Bsem%2Blimites.JPG" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;Esse livro é, sem dúvida, uma Bíblia do sexo. Partindo de uma abordagem simples e acessível, ele discorre sobre todos os aspectos relevantes do sexo, esse prazer universal, tão antigo quanto o Homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste livro são mostrados desde a anatomia dos órgãos sexuais até as melhores e milenares práticas sexuais. Os autores falam sobre a história do sexo desde a antiguidade, termos técnicos acerca do assunto, perversões, DST, cuidados e maneiras de maximizar o prazer fazendo uso de técnicas específicas como o pompoarismo. São apresentados os acessórios utilizados na prática sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse livro foi escrito à custa de muita pesquisa, séria, sempre com uma abordagem didática e de fácil entendimento. Recheado de figuras, algumas picantes, ilustra-se desde as práticas antigas até as mais variadas posições do Kama Sutra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém o livro não para aí. Toda essa mescla de assuntos vem para preencher uma lacuna na literatura sobre sexo, que muitas vezes trata de apenas reproduzir ou copiar livros anteriormente publicados. Essa compilação, a meu ver, parece ser a mais completa existente na atualidade, pois é acessível a públicos de todas as idades, ou seja, todas as pessoas que desejam ser esclarecidas sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro não é, de maneira nenhuma, pornográfico, pois os autores tratam os assuntos com clareza sempre respeitando você, leitor. Retire o máximo que puder deste livro e, acima de tudo, aplique-o em sua prática sexual, proporcionando mais prazer a seu parceiro (a), seja através das práticas do pompoarismo, tantrismo ou as posições do Kama Sutra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse mix de técnicas, quando apropriadamente aplicado, pode fazer com que seu relacionamento saia da rotina, podendo despertar aquele fogo que adormeceu, principalmente em relacionamentos de longa duração, que caíram na rotina. Leia releia, aplique, compartilhe, sue e tenha orgasmos. É para isso que esse livro foi feito, para seu prazer, pois é por meio do prazer que aliviamos nossas tensões do dia-a-dia, apimentamos relacionamentos e até mesmo procriamos a espécie humana. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Autores: Aleks Mijic Estevam, Ivone Akemi Ogawa e Dra. Victoria Zeenres.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pedidos poderão ser feitos através do e-mail: &lt;a href="mailto:aleks.mijic@gmail.com"&gt;aleks.mijic@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Valor: R$ 18,00&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-3220598800876155050?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/3220598800876155050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=3220598800876155050&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/3220598800876155050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/3220598800876155050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2011/02/novo-livro-lancamento-em-ebook.html' title='Novo Livro - Lançamento em Ebook'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-wfXgaT4gbxM/TWSK93uHZYI/AAAAAAAACBE/YX_ZY6KEuV4/s72-c/Sexo%2Bsem%2Blimites.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-7080845696366863698</id><published>2011-02-01T11:00:00.001-02:00</published><updated>2011-02-01T11:00:10.907-02:00</updated><title type='text'>Para Refletir</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;"O homem comum se arrepende dos seus pecados; o eleito se arrepende da insensatez deles".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;(Dh'l-Nun Misri)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A maioria das fábulas contém pelo menos alguma verdade, e elas, não raro, facultam às pessoas a absorção de ideias que os modelos comuns do seu pensamento as impediriam de digerir. As fábulas, portanto, têm sido usadas pelos mestres sufistas a fim de apresentar uma imagem da vida mais em harmonia com os seus sentimentos do que seria possível por meio de exercícios intelectuais.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Aqui está uma fábula sufista a respeito da situação humana, sumariada e adaptada adequadamente, como sempre deve acontecer, ao tempo em que é apresentada. As fábulas comuns de "entretenimento" são consideradas pelos autores sufistas uma forma de arte degenerada ou inferior.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Era uma vez uma comunidade ideal que vivia numa região muito distante.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Seus membros não tinham temores como os que hoje conhecemos. Em lugar da incerteza e da vacilação, tinham determinação e meios mais completos de se expressar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Embora não houvesse nenhuma das tensões e pressões que a humanidade considera hoje essenciais ao seu progresso, suas vidas eram mais ricas, porque outros elementos, melhores, substituíam essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Seu modo de existência, por sua vez, era ligeiramente diferente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Poderíamos quase dizer que nossas percepções atuais são uma versão crua, provisória, das percepções reais que possuía a comunidade. Suas vidas eram reais, e não semividas. Podemos chamar-lhes o povo de Xirtam.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Eles tinham um líder, que descobriu que o seu país se tornaria inabitável por um período, digamos, de vinte mil anos. Em vista disso, planejou lhes a fuga, compreendendo que seus descendentes só conseguiriam voltar para casa depois de inúmeras tentativas. Encontrou para eles um lugar de refúgio, uma ilha cujas características se pareciam ligeiramente com as de sua terra natal.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Por causa da diferença de clima e situação, os imigrantes tiveram de sofrer uma transformação, que os tornou, física e mentalmente, mais adaptados às novas circunstâncias; percepções grosseiras, por exemplo, substituíram as percepções mais finas, como quando as mãos do trabalhador manual se tornam mais calosas em resposta às necessidades do seu ofício.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Com a intenção de reduzir a dor que traria uma comparação entre o estado antigo e o novo, eles foram induzidos a esquecer de quase inteiramente o passado. Só ficou dele a lembrança mais vaga, embora suficiente para ser despertada quando chegasse a ocasião. O sistema era muito complicado, mas bem ordenado. Os órgãos através dos quais o povo sobreviveu na ilha foram também transformados em órgãos de prazer, físico e mental. Os órgãos que eram construtivos em sua velha terra natal foram colocados numa espécie de inatividade provisória e ligados à lembrança vaga, preparados para sua posterior ativação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Lenta e penosamente, os imigrantes se instalaram, ajustando-se às condições locais. Os recursos da ilha eram tais que, unidos ao esforço e a certa forma de orientação, permitiriam ao povo fugir para outra ilha, no caminho de volta ao lar original. Essa foi a primeira de uma sucessão de ilhas em que se verificou a gradativa aclimatação. A responsabilidade da "evolução" coube aos indivíduos capazes de arcar com ela. Eram, por força, apenas uns poucos porque, para a massa do povo, o esforço de manter as duas séries de conhecimentos em suas consciências revelava-se virtualmente impossível.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Uma delas parecia conflitar com a outra. Certos especialistas guardavam a "ciência especial". Esse "segredo", o método de levar a efeito a transição, era nada mais nada menos do que o conhecimento das habilidades marítimas e sua aplicação. A fuga exigia um instrutor, matérias-primas, gente, esforço e compreensão. Havendo tudo isso, o povo poderia aprender a nadar e também a construir navios. A gente originalmente encarregada das operações de fuga esclareceu a todos que se fazia necessário certo preparo antes que alguém pudesse aprender a nadar ou até participar da construção de um navio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Durante algum tempo, o processo prosseguiu satisfatoriamente. Nisso, um homem considerado, na ocasião, carecedor das qualidades necessárias rebelou-se contra essa ordem e conseguiu desenvolver uma ideia magistral: Observara que o esforço para fugir colocara um fardo pesado e, não raro, aparentemente aborrecido sobre o povo, que se mostrava, ao mesmo tempo, disposto a acreditar nas coisas que lhe contavam sobre a operação de fuga. O homem compreendeu que poderia adquirir poder e também vingar-se dos que o haviam menosprezado pela simples exploração das duas séries de fatos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Oferecer-se-ia, simplesmente, para tirar-lhes o fardo das costas, afirmando não haver fardo. E fez esta declaração: "O homem não precisa integrar a mente e treiná-la da maneira descrita a vocês". A mente humana já é uma coisa estável, contínua e consistente. Disseram-lhes que vocês precisavam tornar-se artífices para construir um navio. Pois eu lhes digo que não precisam ser artífices - não precisa de navio algum! Um ilhéu tem apenas de observar umas poucas regras simples para sobreviver e permanecer integrado na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Pelo exercício do bom senso, inato a todos, pode alcançar qualquer coisa nesta ilha, nosso lar, propriedade e herança comuns a todos!"&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Tendo provocado grande interesse no seio do povo, o tagarela, em seguida, "provou" sua mensagem, dizendo: "Se houver alguma realidade em navios e em nadar, mostrem-nos navios que fizeram a viagem e nadadores que voltaram!" Era um desafio aos instrutores, que não o podiam enfrentar. Baseava-se numa suposição cujo sofisma não poderia ser detectado pelo rebanho bestificado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A verdade é que nunca tinham voltado navios da outra terra. E os nadadores, quando regressavam, eram submetidos a uma nova adaptação que os tornava invisíveis à multidão. O populacho instou para que lhe fornecessem uma prova demonstrativa. "A construção de navios", disseram os encarregados da ruga, numa tentativa de argumentar com os revoltosos, "é uma arte e um ofício". O aprendizado e o exercício dessa ciência dependem de técnicas especiais, as quais, juntas, formam uma atividade total, que não pode ser examinada por partes, como vocês estão querendo. Essa atividade contém um elemento impalpável, chamado baraka, do qual deriva a palavra 'barco' - navio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;"A palavra significa 'a sutileza' e não lhes pode ser mostrada." "Arte, ofício, total, baraka, tolices!", berraram os revolucionários. E enforcaram quantos artífices empenhados na construção de navios puderam encontrar. O novo evangelho foi acolhido com entusiasmo por todos os lados como um evangelho de libertação. O homem descobrira que já estava maduro! Tinha a impressão, pelo menos naquele momento, de que fora desonerado da responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A maioria das outras maneiras de pensar foi logo absorvida pela singeleza e pelo conforto do conceito revolucionário, que passou a ser considerado um fato básico, jamais contestado por nenhuma pessoa racional. Por racional, é claro, subentendia-se qualquer pessoa que se ajustasse à teoria geral em que se baseava agora a sociedade. As ideias que se opunham aos novos conceitos foram facilmente denominadas irracionais. Todo irracional era ruim.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Daí por diante, ainda que tivesse dúvidas, o indivíduo tinha de suprimi-las eu afastá-las, porque precisava ser tido por racional a todo o custo. Não era muito difícil ser racional. Bastava à pessoa aderir aos valores da sociedade. Além disso, abundavam as provas da verdade da racionalidade - contanto que as pessoas não se pusessem a pensar além da vida na ilha.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A sociedade, agora, temporariamente equilibrada no interior da ilha, parecia proporcionar uma inteireza plausível, pelo menos vista através de si mesma. Fundada na razão acrescida da emoção, fazia que ambas parecessem plausíveis.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Permitia-se, por exemplo, o canibalismo com base em argumentos racionais. Descobriu-se que o corpo humano é comestível. A comestibilidade é uma característica do alimento. Por conseguinte, o corpo humano era alimento. Com a intenção de compensar as deficiências desse raciocínio, foi utilizado um artifício. Controlou-se o canibalismo no interesse da sociedade. O meio-termo era a marca registrada do equilíbrio temporário. De quando em quando alguém assinalava um novo meio-termo, e a luta entre a razão, a ambição e a comunidade produzia alguma nova norma social.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Uma vez que as habilidades necessárias à construção de navios não tinham nenhuma aplicação óbvia dentro da sociedade, o esforço poderia facilmente ser considerado absurdo. Os barcos eram dispensáveis – não havia para onde ir. As consequências de certas suposições podem ser levadas a "provar" as ditas suposições. É a isso que se dá o nome de pseudo certeza, a substituta da certeza verdadeira. É com isso que lidamos todos os dias, ao supor que viveremos outro dia. Mas, os nossos ilhéus aplicavam-na a tudo. Dois verbetes da grande Enciclopédia universal da ilha mostram-nos como funcionava o processo:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;NAVIO: Desagradável. Veículo imaginário em que impostores e enganadores asseveraram ser possível "transpor a água", o que hoje está cientificamente provado que é um absurdo. Não se conhece na ilha nenhum material impermeável à água com o qual se pudesse construir um "navio" nessas condições, sem falar na questão de saber se existe ou não uma destinação além da ilha. A MANIA DA CONSTRUÇÃO DE NAVIOS, forma extrema de escapismo mental, é um sintoma de desajuste.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Todos os cidadãos se encontram na obrigação constitucional de notificar as autoridades sanitárias se acaso suspeitarem da existência dessa trágica condição em qualquer indivíduo. Veja: Natação; Aberrações mentais; Crime (capital). Leituras: Por que os "navios" não podem ser construídos, de Smith, J., Monografia da Universidade da Ilha, número 1151.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;NATAÇÃO: Repugnante. Suposto método de propelir o corpo através da água sem se afogar, geralmente com o propósito de "alcançar um lugar fora da ilha". O "estudante" dessa arte repugnante tinha de submeter-se a um ritual grotesco. Na primeira lição, tinha de deitar-se no chão e mover os braços e as pernas em resposta às instruções do "instrutor".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Todo o conceito tem por base o desejo dos pretensos "instrutores" de dominar os crédulos nas épocas bárbaras.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Usavam-se as palavras "desagradável" e "repugnante" na ilha para indicar o que quer que entre em conflito com o novo evangelho, conhecido pelo nome de "Agradar". A intenção por trás disso era que as pessoas se agradassem dentro da necessidade geral de agradar ao Estado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O Estado passava a significar o povo todo. Não é de admirar que, desde os tempos mais primitivos, a ideia de deixar a ilha enchesse de pavor a maioria das pessoas. Da mesma forma, descobre-se um medo muito real nos prisioneiros condenados a penas demasiado longas quando se veem na iminência de ser libertados. Qualquer lugar "fora" do local de cativeiro é um mundo vago, desconhecido, ameaçador. A ilha não era uma prisão, mas sim uma jaula de barras invisíveis, porém mais eficazes do que o seriam quaisquer barras óbvias.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A sociedade insulana foi se tornando cada vez mais complexa, e sua literatura muito rica. Além das composições culturais, havia também um sistema de ficção alegórica que mostrava o quão terrível poderia ter sido a vida, se a sociedade não tivesse se ajustado ao atual modelo tranquilizador. Ainda assim, de tempos a tempos instrutores tentavam ajudar a comunidade a escapar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Capitães sacrificavam-se em prol do restabelecimento de um clima em que os ora escondidos construtores de navios pudessem prosseguir no trabalho. Todos esses esforços foram interpretados por historiadores e sociólogos com referência às condições da ilha, sem ideia de qualquer contato fora daquela sociedade fechada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Produziam-se com facilidade relativa explicações plausíveis para quase tudo. Não estava envolvido nenhum princípio de ética, porque os doutos continuavam a estudar com dedicação genuína o que parecia ser verdade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;"Que mais podemos fazer?", perguntavam, dando a entender, com a palavra "mais", que a alternativa poderia ser um esforço de quantidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Ou perguntavam uns aos outros: "Que outra coisa podemos fazer?", supondo que a resposta pudesse estar em "outra coisa" – algo diferente. O seu verdadeiro problema era que eles se julgavam capazes de formular as perguntas, e ignoravam o fato de que as perguntas tinham tanta importância, em todos os sentidos, quanto às respostas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Está visto que aos ilhéus se oferecia um campo muito grande para pensar e agir dentro de seu pequeno domínio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;As variações de ideias e diferenças de opinião davam a impressão de liberdade de pensamento. Estimulava-se o pensamento, contanto que não fosse "absurdo". Permitia-se a liberdade de palavra, aliás, de escassa utilização sem o desenvolvimento da compreensão, que não era levado a efeito. O trabalho e a ênfase dos navegadores teve de assumir aspectos diferentes de acordo com as mudanças verificadas na comunidade, o que lhes tornava a realidade ainda mais desconcertante para os estudantes que procuravam acompanhá-los do ponto de vista da ilha. No meio de toda a confusão, até a capacidade de lembrar-se da possibilidade de escapar podia, às vezes, transformar-se em obstáculo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A consciência emocionante da possibilidade de fuga não era muito discriminativa. Na maior parte das vezes, os ansiosos aspirantes a fujões se decidiam por qualquer espécie de substituto. Um conceito vago de navegação não poderia ser útil sem orientação. Até os mais ardentes construtores de navios em potencial tinham sido treinados para acreditar que já possuíam essa orientação. Já estavam maduros.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Odiavam todos os que dissessem que eles talvez precisassem de preparação. Versões estranhas de natação e construção de navios frequentemente excluíam, pela força do número, as possibilidades de progresso verdadeiro. Bastante censuráveis eram os advogados da pseudo natação ou dos navios alegóricos, meros mercenários, que ofereciam lições aos que ainda estavam fracos demais para nadar, ou passagens em navios que não podiam construir.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;As necessidades da sociedade tinham exigido, originalmente, certas formas de eficiência e pensamento que redundavam no que se conhecia por ciência. Esse enfoque admirável, tão essencial nos campos em que tinha aplicação, acabou exorbitando do seu verdadeiro significado. O enfoque, denominado "científico" logo após a revolução "Agradar", ampliou-se até cobrir todo tipo de ideias.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt; Finalmente, as coisas que não puderam ser contidas dentro dos respectivos limites passaram a ser conhecidas como "não científicas", outro sinônimo conveniente de "más". As palavras eram estranhamente aprisionadas e, a seguir, automaticamente escravizadas. Na ausência de uma atitude adequada, como as pessoas que, entregues aos próprios recursos na sala de espera de um consultório, põem-se automaticamente a ler revistas, os ilhéus se absorveram na procura de substitutos da realização, que era o propósito original (e, na verdade, final) do exílio da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Alguns foram capazes de distrair a atenção, de maneira mais ou menos bem-sucedida, com atitudes principalmente emocionais. Havia séries diferentes de emoção, mas nenhuma escala adequada para medi-las.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Considerava-se toda emoção "funda" ou "profunda" - como quer que fosse, mais profunda que a não emoção. A emoção que levava as pessoas aos atos físicos e mentais mais extremos que se conheciam era automaticamente qualificada de "profunda". Em sua maioria, as pessoas costumavam escolher metas ou permitiam que outros as escolhessem para elas. Podiam consagrar-se a um culto depois de outro, ou ao dinheiro, ou à proeminência social. Algumas, por adorarem certas coisas, julgavam-se superiores a todo o resto. Outras, repudiando o que supunham ser o culto, cuidavam não ter ídolos e poder, por conseguinte, zombar com segurança de tudo o mais.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;À medida que os séculos passavam, a ilha se viu juncada de destroços desses cultos. Pior do que destroços comuns, eles eram autoperpetuastes. Pessoas bem-intencionadas e outras combinaram e recombinaram os cultos, e estes voltaram a propagar-se. Para o amador e para o intelectual isso constituía uma mina de material acadêmico ou "inicial", que dava uma reconfortante sensação de variedade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Proliferaram magníficas instalações para o gozo de "satisfações" limitadas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Palácios e monumentos, museus e universidades, institutos de saber, teatros e estádios esportivos abarrotaram a ilha. O povo, naturalmente, se orgulhava desses recursos, muitos dos quais considerava ligados, de um modo geral, à verdade fundamental, embora muito pouca gente soubesse exatamente como era isso. A construção de navios estava associada a algumas dimensões dessa atividade, mas de um jeito desconhecido de quase toda a gente. Clandestinamente, os navios desfraldaram suas velas, e os nadadores continuaram a ensinar natação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;As condições na ilha não consternaram em demasia aquela gente dedicada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Afinal de contas, ela também se originara da mesma comunidade e tinha laços indissolúveis com ela e com o seu destino. Mas precisava, muito a miúdo, preservar-se das atenções dos seus concidadãos. Alguns ilhéus "normais" tentaram salvá-la de si mesma. Outros tentaram matá-la por uma razão igualmente sublime. Outros até buscaram ardentemente a ajuda dela, mas não conseguiram encontrá-la. Todas essas reações à existência dos nadadores resultavam da mesma causa, filtrada através de diferentes tipos de mentes, a saber, que quase toda a gente sabia agora em que consistia um nadador, o que ele estava fazendo e onde poderia ser encontrado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;À medida que a vida na ilha foi se tornando mais e mais civilizada, surgiu uma indústria estranha, mas lógica, consagrada a lançar dúvidas sobre a validade do sistema sob o qual vivia a sociedade. Ela logrou absorver as dúvidas acerca dos valores sociais ridicularizando-os ou satirizando-os. A atividade poderia apresentar um rosto triste ou feliz mas, na realidade, se tornou um ritual repetitivo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Indústria potencialmente valiosa era, não raro, impedida de exercer suas funções realmente criativas. Achavam as pessoas que, tendo dado às suas dúvidas uma expressão temporária, conseguiriam, de certo modo, atenuá-las, exorciza-las, quase aplacá-las. A sátira passou a ser considerada uma alegoria significativa; a alegoria foi aceita mas não digerida. Peças, livros, filmes, poemas, pasquins foram os meios usados para esse desenvolvimento, ainda que boa parte dele operasse em campos mais acadêmicos. Para muito ilhéus, parecia mais emancipado, mais moderno ou progressivo seguir esse culto em lugar dos antigos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Aqui e ali um candidato ainda se apresentava a um instrutor de natação, para fazer sua barganha. E geralmente ocorria o que, na verdade, era uma conversação estereotipada:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;- Quero aprender a nadar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;- Quer fazer uma barganha?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;- Não. Só tenho de levar minha tonelada de couve.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;- Que couve?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;- A comida de que precisarei na outra ilha.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;- Lá existe comida melhor.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;- Não sei do que você está falando. Não posso ter certeza. Preciso levar minha couve!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;- Em primeiro lugar, você não pode nadar com uma tonelada de couve.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;- Então não posso ir. Você chama a couve de carga. Eu chamo-lhe minha nutrição essencial.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;- Suponha, como alegoria, que, em lugar de couve, prefiramos dizer "suposições" ou "ideias destrutivas".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;- Levarei minha couve a algum instrutor que compreenda minhas necessidades.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Este livro fala de alguns nadadores e construtores de navios, e também de outros que tentaram acompanhá-los, com maior ou menor sucesso. A fábula não terminou, porque ainda existem pessoas na ilha. Os sufis utilizam linguagem cifrada para transmitir o que querem dizer. Mude a posição das letras do nome da comunidade original - Xirtam - e terá "Matrix". Talvez já tenha notado que o nome adotado pelos revolucionários - "please" (Agradar) - forma, com as letras mudadas de lugar, a palavra "asleep" (Adormecido).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;Fonte: Os Sufis; Idries Shah&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-7080845696366863698?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/7080845696366863698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=7080845696366863698&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7080845696366863698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7080845696366863698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2011/02/para-refletir.html' title='Para Refletir'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-4304932049530223697</id><published>2010-12-18T13:12:00.001-02:00</published><updated>2010-12-18T13:12:50.980-02:00</updated><title type='text'>O Simbolismo da Romã</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;O SIMBOLISMO DA ROMÃ&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A romãzeira ou pé de romã, em hebraico Rimmôn, é uma pequena árvore, ou até um arbusto pertencente à família "Punica Granatum" – nome latino – e no vernáculo mais purista, diz-se Romãzeira. No sul da Espanha existe uma linda cidade, que foi a capital dos reinos de Castela e Aragão, conquistada aos árabes em 1492 pelos reis católicos, chamada romã = Granada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cresce silvestre no Oriente Médio e principalmente na Palestina, onde existem três cidades com o nome desse fruto, Rimon, Gate Rimon e En-Rimon. Da Palestina, através da Diáspora, foi levada a todo o mundo, inclusive, depois dos descobrimentos, ao Novo Mundo e posteriormente à Austrália e Nova Zelândia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Considerando-se a origem da Romã como sendo hebraica, nada melhor, para uma compreensão inicial, que recorrermos às Sagradas Escrituras. O Velho Testamento refere a Romã, ONZE vezes, enquanto o Novo Testamento, a omite totalmente. Por ordem cronológica, transcrevemos as passagens alusivas a esse fruto:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1) "Farás, também a sobrepeliz da estola sacerdotal toda de estofo azul. No meio dela haverá uma abertura para a cabeça; será debruada essa abertura, como a abertura de uma saia de malha, para que não se rompa. Em toda a orla da sobrepeliz farás romãs de estofo azul, púrpura e carmesim; e campainhas de ouro no meio delas. Haverá em toda a orla da sobrepeliz uma campainha de ouro e uma romã, outra campainha de ouro e outra romã. Esta sobrepeliz estará sobre Aarão quando praticar o seu ministério, para que se ouça o seu sonido, quando entrar no santuário diante do Senhor, e quando sair, e isso para que não morra." (Êxodo 28-31.35.)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2) "Depois vieram até o vale de Escol, por causa do cacho de uvas, o qual o trouxeram dois homens numa vara, como também romãs e figos." (Números 13:23)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3) "E porque nos fizeste subir do Egito, para nos trazer a este mau lugar, que não é de cereais, nem de figos, nem de vides, nem de romãs, nem de água para beber?" (Números 20:5)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4)"Fez também romãs em duas fileiras por cima de uma das obras de rede para cobrir o capitel no alto da coluna; o mesmo fez com o outro capitel. Os capitéis que estavam no alto das colunas eram de obra de lírios, como na Sala do Trono, e de quatro côvados. Perto do bojo, próximo à obra de rede, os capitéis que estavam no alto das duas colunas tinham duzentas romãs, dispostas em fileiras em redor, sobre um e outro capitel." (II Reis 7:18-20)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;5) "Há quatrocentas romãs para as duas redes, isto é, duas fileiras de romãs para cada rede, para cobrirem os dois globos dos capitéis que estavam no alto da coluna." (II Crônicas 4:13)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;6) "Os teus lábios são como um fio de escarlate, e tua boca é formosa; as tuas faces, como romã partida, brilham através de véu." (Cantares 4:3)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;7) "Os teus renovos são um pomar de romãs, com frutos excelentes." (Cantares 4:13)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;8) "Desci ao jardim das nogueiras, para mirar as renovos do vale, para ver se brotavam as vides e se floresciam as romãzeiras.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;" (Cantares 6:11)]&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;9) "Levar-te-ia e te introduziria na casa de minha mãe, e tu me ensinarias; eu te daria a beber vinho aromático e mosto das minhas romãs." (Cantares 8:2)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;10) "Sobre ele havia um capitel de bronze; a altura de cada um era de cinco côvados; a obra de rede e as romãs sobre o capitel ao redor eram de bronze. Semelhante a esta era a outra coluna com as romãs. Havia noventa e seis romãs aos lados; as romãs todas, sobre a obra de rede ao redor, eram cem." (Jeremias 52:22-23)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;11) "Saul se encontrava na extremidade de Gibeá, debaixo da romãzeira em Migron; e o povo que estava com ele era de cerca de seiscentos homens." (I Samuel 14:2)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;NO QUE DIZ RESPEITO ÀS CIDADES:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1) "Lebaote, Silim e Rimom; ao todo, vinte e nove cidades com suas aldeias." (Josué 15:32)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2) "Então viraram e fugiram para o deserto, à penha Rimom." (Juizes 20:45)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3) "A sétima sorte saiu à tribo dos filhos de Dã; Jeúde, Bene-Beráque, Gate-Rimom." (Josué 19:45)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4) "Em En-Rimon, em Zorá, em Jarmute." (Nemias 11:29)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desconhece-se a origem das cidades acima referidas, mas tudo leva a crer, que os seus nomes derivaram do grande número de Romãzeiras existentes. Alguns autores dão a Romãzeira como originária do Egito onde era conhecida pelo nome de "Anhmen"; fazem, outrossim, certa ligação entre a "Romã" e o nome de "Amon Ra". Prosseguem dizendo não caber dúvida que foi no Egito que o fruto constituía um símbolo sagrado, pois os Sacerdotes egípcios, usavam a romã nos atos litúrgicos iniciáticos. Para os romanos, a sua origem está no norte da África. O seu nome latino – Punica Granatum – sugere a sua origem na cidade de Cartago. Na realidade, esta cidade foi fundada pelos fenícios da cidade de Tiro, que foi fundada pelos sidônios, da cidade de Sidon. Estas cidades situam-se ao norte da Palestina, no atual Líbano.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Platão teria afirmado que dez mil anos antes de Menés já existia a cerimônia que incluía a Romã como fruto, com a sua rubra flor. Somente os sacerdotes de Amon Ra tinham o privilégio de cultivar a Romãzeira. As Romãs, consideradas como oferendas sagradas, eram colocadas sobre os túmulos dos Faraós. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Encontram-se referências a respeito junto ao sacerdote Egípcio de Heliópolis, de nome Manthonm, em sua história dos reis, escrita em grego, 300 anos antes de Cristo. Sobre os Altares dos deuses Hórus, Set, Isis e Osíris, este o deus supremo e juiz do além vida, protetor da morte, eram colocadas as mais exuberantes Romãs, como símbolo dos iniciados nos supremos mistérios. Essas oferendas aumentavam de número consoante a categoria do iniciado ou a importância do cargo, como os grandes hierofantes de Amon Ra e de Osíris, que além dessas ofertas serem colocadas em seus túmulos, eram também plantadas nos parques funerários, um número determinado e simbólico de Romãzeiras.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O número variava entre três, cinco e sete, de conformidade com a hierarquia. O rei Thotmesis – Tutmós - da XVIII dinastia, morto no ano 59 a .C. teve plantadas em seu parque funerário, cinco Romãs. Um hábito curioso diz respeito às pessoas que tinham débitos com o falecido. Estas dívidas eram pagas com Romãs, depositadas sobre o seu túmulo. Esse fruto simbolizava a vida e a união geográfica do Egito, compreendido assim o Alto Egito, o Meio Egito e o Baixo Egito, que representavam os três "ninhos interiores" ou a câmara baixa; os cinco "ninhos superiores" ou câmara alta, dos deuses Osíris, o juiz supremo da outra vida, Set, deus das trevas, que matou a Osíris e Hórus, que vingou a Osíris, casado com Isis, além da deusa Nefrites ou Isis irmã de Osíris.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No antigo Egito o mês tinha três semanas de dez dias cada uma, e o ano doze meses ou seja, 360 dias aos quais, para corrigir a anomalia astronômica, foram acrescentados cinco dias que eram os correspondentes aos aniversários dos deuses Osíris, Hórus, Set, Isis e Nefrites. Esses cinco dias acrescidos eram considerados de maus augúrios, e para aplacar o azar, eram oferecidas Romãs colocadas nos altares. Paralelamente, semeavam no parque funerário, três Romãs, simbolizando as três o Egito e mais cinco em honra aos cinco deuses patronos dos cinco últimos dias, e mais sete, em homenagem às sete trajetórias que as almas deviam percorrer para purificar-se. Essa origem da Romã no Egito conflita com as sagradas escrituras.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na oportunidade em que Jacó saiu de Israel em direção ao Egito, para fugir da fome que assolava a sua região, levou consigo mudas de videira, de romãzeira, figueiras e demais árvores frutíferas, plantando-as e cultivando-as. Na volta para Canaã, quando os hebreus chefiados por Moisés foram inspecionar a terra prometida, trouxeram de lá, frutos excepcionais, descritos como gigantescos, eis que para carregar um cacho de uvas, foram precisos dois homens, pendurado o cacho numa vara; junto, trouxeram figos e romãs; podemos imaginar, se comparados com o enorme cacho de uvas, o tamanho dos figos e das romãs! Sem dúvida a origem da Romãzeira, é da Palestina.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para os Assírios, a romã simbolizava a vida e os primeiros frutos da colheita eram entregues ao sacerdote que extraía o seu suco para que o Rei o oferecesse ao ídolo. Os frutos mais formosos que simbolizavam o prolongamento da vida eram preservados para o templo; a Romãzeira era considerada como o pai da vida; com a madeira da árvore, eram confeccionados amuletos. Os fenícios, tinham a Romã, também, como frutos sagrados, bem como os Cartagineses e os Romanos, que os reproduziam nos capitéis de suas colunas e os colocavam nas tumbas dos sacerdotes e dos reis. Para os gregos a Romã era sagrada e eles a denominavam de Roidion, e a Romãzeira de Roía; os frutos eram oferecidos à deusa da sabedoria, protetora da cidade de Atenas. Para os iniciados nos mistérios de Eleusis, Dodone, Delfos, Megara e outros, a Romã simbolizava a fecundidade e a vida. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se a Romã era usada como símbolo de vida, a concepção hebraica a reforça, considerando a propagação da espécie como o elemento mais relevante da vida. A Romã é de difícil uso como alimento, porque a separação dos grãos, firmemente inseridos em sua polpa, exige certa habilidade; mas, o seu suco, obtido com o esmagamento das suas sementes, que na realidade se constituem cada uma em um fruto separado, é de fácil obtenção. Obtido o suco, de certa forma abundante, fermentado esse, produz-se um vinho de sabor suave e delicado que, talvez para o paladar do ocidental, possa parecer estranho.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando de nossa estada em Israel, justamente, em Canaã, adquiri no comércio, uma garrafa de vinho de romã; gelado, nos pareceu de agradável paladar. Retornados ao Brasil, procuramos obter certa quantidade de romãs retirando-lhes os grãos que esmagamos, coamos o suco, acrescentamos um pouco de açúcar e deixamos fermentar. O vinho obtido tinha o mesmo paladar daquele que adquirimos em Israel. Efetivamente, depois de degustá-lo em pequenas doses, decorrido algum tempo, notamos o seu efeito energético; preferimos denominá-lo assim, de afrodisíaco. O relato contém além das insinuações, simbolismos profundos relacionados com os costumes hebreus. A análise meticulosa desvenda preciosas lições.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por quê Salomão valorizava tanto a romã e o seu vinho? Além do atributo afrodisíaco que os comerciantes dão ao vinho da Romãzeira, o relato de Cantares é claro. O rei Salomão reinou sobre Israel durante quarenta anos, portanto, não se o pode julgar uma pessoa já idosa, mas no vigor da idade. O relato inserido em I Reis 11 nos dá:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Ora além da filha do faraó, amou Salomão, muitas mulheres estrangeiras; moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, mulheres das nações de que havia o Senhor dito aos filhos de Israel: não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão pelo amor. Tinha setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas. Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo para com o Senhor seu Deus, como fora o de Davi, seu pai."&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do texto bíblico denominá-lo de "velho", um homem para contentar a mil mulheres, mesmo com higidez excepcional, deveria valer-se de algum produto afrodisíaco, que não era outro senão o vinho da romã. Isto justifica o seu uso, a ponto de fazer da Romã um símbolo sexual conjugado com os lírios, símbolo da excelência feminina. Colocadas as Romãs e os Lírios, nos capitéis das Colunas do Templo, quis Salomão render destaque à sua condição de rei poderoso em todos os sentidos. Poder-se-ia, contudo, questionar sobre esse evento: mas quando Salomão tinha mil mulheres o Templo já estava construído como as duas respectivas colunas. No entanto, já naquele momento, Salomão possuía mulheres em grande número e é de se supor que a ingestão do vinho afrodisíaco já era um hábito e uma necessidade. Não se conhece a idade exata de Salomão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No livro I Crônicas, 29:1 lemos: "Disse mais o rei Davi a toda a congregação; Salomão meu filho, o único a quem Deus escolheu, é ainda moço e inexperiente, e esta obra é grande; porque o palácio não é para homens, mas para o Senhor Deus." E no livro I Reis, 3:7 lemos: "Agora, pois, ó Senhor meu Deus, tu fizestes reinar a teu servo em lugar de Davi meu pai; não passo de uma criança, não sei como conduzir-me".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando Davi ordenou o censo, excluiu os que tinham a idade de menos de 20 anos. Poderíamos, calcular, a grosso modo, que Salomão sentira-se criança, talvez por não ter atingido a idade de vinte anos. Portanto, se Salomão reinara durante quarenta anos, e assumira o reinado aos vinte anos, ao morrer, teria sessenta anos, idade que não podemos aceitar como de pessoa já velha. Porém, se Salomão se considerou criança, poderia, perfeitamente, ter apenas quatorze ou treze anos de idade, e então ao morrer teria cinquenta e três a cinquenta e quatro anos! Mas, se com essa idade iniciou a construção do Templo, como justificar a presença das Romãs e dos Lírios? Talvez uma manifestação profética, uma vez que esses adornos foram determinados por Davi que os recebera do Senhor. Davi, por sua vez, tivera um grande número de mulheres e concubinas, e o uso do vinho afrodisíaco, poderia ter sido também um hábito seu. Em Jerusalém era muito usada a Alcaparra, denominada em hebraico de Abyynah, cujos brotos e flores excitavam os desejos sexuais; hoje as sementes conservadas em vinagre constituem um condimento muito apreciado em toda a parte.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De qualquer forma, é preciso encontrar-se uma justificativa muito mais coerente sobre a presença das Romãs, do que a simplista de que simbolizava a união fraterna, pela coesão de seus grãos. A necessidade dos excitantes sexuais vem justificada pelo costume que os poderosos tinham de manter junto a si, múltiplas esposas e concubinas; os excessos sexuais da época não constituíam pecado ou falha moral.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Completaremos o estudo sobre a Romã, examinando detalhadamente o seu aspecto interno e externo. O fruto é arredondado, assemelhando-se a um pequeno cântaro, ou a uma laranja de bom tamanho. Sua casca é lisa e manchada na coloração mista do vermelho com o verde, com manchas amareladas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na parte oposta ao pedúnculo que se prende ao ramo, apresenta uma coroa formada de pequenos triângulos, e no seu centro, restos de pistilos secos de sua flor. Essa flor é de cor escarlate e composta de três pétalas carnosas que após desabrochar completamente dão lugar a uma rosácea de cinco pétalas; curiosamente, ao formar-se o fruto, surgem mais duas pétalas que se mantêm envolvidas pela coroa, secando paulatinamente até ao completo desenvolvimento do fruto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A casca é grossa e robusta; quando bem maduro o fruto rompe-se, pondo à mostra alguns grãos; quando colhida e deixada em lugar quente, a Romã seca lentamente; não apodrece; e mesmo seco, o fruto é utilizado, pois os seus grãos apresentam-se mais doces ainda. O interior apresenta duas câmaras: a alta que contém cinco celas onde se espremem dezenas de grãos, e a câmara baixa, que se apresenta da mesma forma; os grãos têm no centro, uma diminuta semente branca e ao redor uma grande parte carnosa e transparente, nas colorações que partem do rosa pálido ao vermelho rubi. Essa parte interna lembra os favos de mel; as celas são divididas por uma espécie de cortina branca e leve.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa película resistente é amarga, como o é toda a casca exterior, possuindo propriedades medicinais; pela grande quantidade de tanino que contém, é usada como adstringente para diarreia; a casca, em forma de chá é um excelente vermífugo. Os grãos são saborosos, podendo ser ingeridos agrupados; o gosto esquisito, é agridoce. No Oriente, como já referimos, esses grãos macerados produzem um líquido que fermentado resulta em vinho afrodisíaco. O simbolismo do fruto e de sua flor se adequa à filosofia maçônica. A planta, ou melhor, o arbusto, tem as folhas pequenas e perenes, de um verde escuro; a planta não atinge altura significativa e desde cedo, quando em desenvolvimento, tendo um metro e meio, já produz frutos. Os grãos simbolizam a união dos maçons em seus vários aspectos: o fisiológico, porque cada grão possui "carne", "sangue" (o suco) e "ossos", (as sementes). Os grãos crescem unidos de tal forma que perdem o formato natural, que seria redondo; espremidos uns aos outros, são semelhantes a polígonos geométricos, com várias facetas; são lustrosos e belos, lembrando os favos de uma colmeia de abelhas; as abelhas trabalham sem descanso e assim lutam os maçons. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os frutos representam os maçons que estão no Oriente Eterno; são pedras totalmente polidas que abrilhantam o Reino Celestial. As câmaras simbolizam a vida externa e a interna, ou seja, a mente humana e o espírito. As cinco células da Câmara Alta representam as fases intelectuais onde se estuda a razão da verdade eterna;, o conhecimento, o impulso para o elevado, para a moral e para a perfeita harmonia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Representam, ao mesmo-tempo, as cinco raças humanas, perfeitamente unidas, sem preconceitos; também recordam as cinco idades do homem: a embrionária, a infância, a do aprendizado, a construtiva e a madura. As três células da Câmara Baixa correspondem ao aprendizado, ao companheirismo e ao mestrado. As três substâncias do homem: sangue, carne e ossos; ao homem Templo, ao homem Altar e ao homem Alma. As três luzes: Ven.'. e Vvig.'.. O formato externo, representa a Terra, seja pela sua esfera, seja pela sua coloração e conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O astronauta soviético Yuri Gagarin, quando pôde contemplar a Terra do Cosmos, exclamou: "Ela é azul!". Hoje passada quase uma geração, o jornalista japonês Akiyama, a bordo da estação orbital russa Mir enviou a seguinte mensagem: "O ar e as águas estão visivelmente sujos. Estou muito ocupado aqui, em cima, para ser filosófico; mas sinto que realmente faço parte da mãe Terra, agora, e acredito que temos que realmente fazer alguma coisa para salvá-la - acrescentou: eu não estou falando dos desertos, mas em outras partes da África e da Ásia não há muitas árvores". Que expressiva diferença após poucos anos! A Terra para Gagarin era azul; para Toyohiro Akiyama, a Terra perdeu a suavidade colorida!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Romã expressa, na sua coloração, a realidade. A coroa de triângulos ou coroa da virtude, do sacrifício, da ciência, da fraternidade, do amor ao próximo, está colocada numa extremidade da esfera. Simboliza o coroamento da obra da Arte Real. A flor rubra representa a chama do entusiasmo que conduz o Neófito ao seu destino, iluminando a sua jornada. As cores da Romã simbolizam: o verde, o reino vegetal; a amarela, o reino mineral; e a vermelha, o reino animal. As membranas brancas, que não constituem cor, mas a mistura de todas as cores como as obtidas quando o raio transpassa o cristal formando o arco-íris, simboliza a paz e o amor fraterno. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Podemos acrescentar que o simbolismo da romã se equivale, na Arte Real, ao simbolismo da Cadeia de União, da Orla Dentada, da Corda de 81 Nós, e ao do Feixe de Esopo. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em suma, a romã simboliza a própria Loja e a sua a Egrégora.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-4304932049530223697?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/4304932049530223697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=4304932049530223697&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/4304932049530223697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/4304932049530223697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/12/o-simbolismo-da-roma.html' title='O Simbolismo da Romã'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-7969888016973549592</id><published>2010-12-18T13:06:00.001-02:00</published><updated>2010-12-18T13:06:20.040-02:00</updated><title type='text'>As Velas</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;SIGNIFICADO MÍSTICO DAS VELAS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O uso de velas, em nossas sessões ritualísticas, às vezes, não é bem compreendido pelo novo Aprendiz, cuidando que possa haver aí qualquer conotação religiosa ou mágica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tal prática, aliás, não é exclusiva da Maçonaria, verificando-se em outras ordens iniciáticas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Devemos entender que a vela e sua chama têm um significado místico, esotérico, que precede e transcende ao encontrado na liturgia dos vários credos confessionais, por sua natureza exotérica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Sabemos que o fogo é um dos quatro grandes princípios ou manifestações da Natureza. Se, até hoje, nos impressiona, imagine-se a forte impressão que, em um passado remoto, causou à mente do homem.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Talvez, a primeira manifestação do fogo vista pelo homem tenha sido causada por um relâmpago. A fulgurante crepitação no céu, as chamas decorrentes da inflamação das folhas e galhos secos e, depois, o incêndio, realçado pela escuridão da noite, constituíram, sem dúvida, uma experiência impactante. Pode ser que uma erupção vulcânica tenha sido outro modo pelo qual o homem primitivo se deu conta da existência do fogo, com maior impacto de terror em seu coração e sua mente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Pouco a pouco, já familiarizado com o fogo, o homem fez deste um instrumento de poder, passando a cultuá-lo, a fim de preservar seu domínio sobre ele e de ter a possibilidade de acendê-lo, quando o que possuía era extinto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O culto do fogo, em nossos dias, é substituído por uma espécie de fascínio que todos nós por ele temos. Quem não gosta das velas acesas para criar uma atmosfera de aconchego, de intimidade, quietude e abertura afetiva, em um momento a dois? Quem não se extasia ao contemplar sua chama, que em sua constante oscilação e mudança de cor, parece viva?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quem de nós já não se sentou diante de uma lareira acesa, profundamente imersos em pensamentos, deslumbrados com as chamas cintilantes? Graças a tal concentração, nada mais prende nossa atenção, fazendo com que entremos, mais facilmente, em meditação e paz espiritual.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Tal vivência diante do fogo é, verdadeiramente, arquetípica; faz parte, a bem dizer, do inconsciente coletivo, tão arcaica e comum a todas as épocas e culturas que é.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Assim, o fogo não tem para nós, hoje em dia, só um valor utilitário, em termos de energia que possa ser útil às nossas necessidades materiais.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sob o aspecto místico, o fogo representa o processo de purgação, purificação e regeneração. O Espírito Santo, a Voz de Deus, a Mente Cósmica, revelaram grandes princípios ou importantes conhecimentos através do fogo, conduzindo o homem a uma forma de existência melhor e mais elevada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todo trabalho de construção de nosso Templo Interno, objetivo da Maçonaria Simbólica, a partir do desbaste da Pedra Bruta, visa a alcançar a regeneração espiritual, moral, mental e física em todos nós.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para que possamos ser regenerados, devemos ser purificados da ganga bruta, da animalidade primitiva, que pesa sobre nós como verdadeiro pecado original. Esse é o significado simbólico do fogo da purificação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Por isso, o fogo, concentrado na luz das velas, é usado em nossos altares, aceso com considerável cerimônia. Igualmente, o fogo é usado com parte das provas de Iniciação, dentro do mesmo propósito purificador.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Outra simbologia tem, também, o uso de velas em nossos trabalhos. A luz propiciada pela chama significa a sabedoria, especialmente a compreensão esotérica, ou seja, a Iluminação pessoal. O conhecimento, à semelhança da luz, dissipa as trevas da ignorância e da indiferença. Como obreiros sociais, cabe-nos, igualmente, esse trabalho e aí estão as velas acesas dele a nos lembrar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A chama, ainda mais, tem representado o fogo da energia divina, que deve arder em nossas almas, para que não sejamos frios de afeto, sem sentimentos, destituídos de compaixão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O acendimento e o apagamento das velas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em termos cósmicos, a luz existe em todo o Universo. Ela é ubíqua.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Várias condições, inclusive a posição relativa dos corpos no espaço, tornam sua manifestação mais intensa em certos lugares do que em outros.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A luz não pode ser, portanto, dissipada, no sentido de se extinguir do Universo. Mesmo em um quarto escuro, a luz não deixa de existir, embora em um grau de intensidade que não chega a impressionar nossa retina. É uma característica positiva do Universo, fazendo parte da existência de toda a matéria. A escuridão é, apenas, um grau infinitamente menor de luz.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando acendemos uma vela, misticamente, isso significa que certa intensidade da luz maior, que permeia todo o Universo, concentrou-se naquele objeto, em forma de chama, para um propósito específico, ou seja, nos ensinar algo, no caso da sessão ritualística.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Terminada a cerimônia, ao apagarmos a vela, isso não significa que a luz se fez extinta. O mesmo se dá quando alguém morre. Sua alma não se extingue, mas é integrada ao Cósmico, de onde veio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por isso, do ponto de vista místico, devemos apagar a vela com um abafador ou com os dedos umedecidos, para simbolizar que, simplesmente, mudamos a manifestação da luz concentrada, reintegrando-a ao Cósmico. Apagá-la com um sopro é um procedimento profano em Maçonaria, pois isso é interpretado como a intenção de desintegrar a chama, como a tentativa de fazer com que ela não exista mais enquanto luz, embora isso seja impossível, já que sempre existirá em sua forma invisível, intrínseca, vibratória.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O acendimento, também, no sentido simbólico, é feito a partir da chama de outra vela, de uma tocha ou lamparina, e não, diretamente, da chama de um isqueiro ou palito de fósforo. A vela que acende as demais representa a luz que está difusa em todo o Universo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O material da fabricação das velas.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;No passado, até mesmo a substância de que as velas eram feitas tinham uma leitura simbólica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A primitiva igreja cristã – e mesmo as ordens fraternais – usavam velas feitas exclusivamente de cera de abelha, representando a cera o produto final do trabalho dessa obreira, cujo sentido de vida era o do fabrico do mel, mesmo com o sacrifício da própria vida.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;Gerivan Melo Maciel-MM-GOPE/GOB&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-7969888016973549592?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/7969888016973549592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=7969888016973549592&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7969888016973549592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7969888016973549592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/12/as-velas.html' title='As Velas'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-2208728014499059887</id><published>2010-12-18T01:24:00.001-02:00</published><updated>2010-12-18T01:24:10.978-02:00</updated><title type='text'>Reis Magos?</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;Quem foram os três reis magos? &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os magos só são mencionados em apenas um dos quatro evangelhos, o de Mateus. Nos 12 versículos em que trata do assunto, Mateus não especifica o número deles. Sabe-se apenas que eram mais de um, porque a citação está no plural – e não há nenhuma menção de que eram reis. "Não há evidência histórica da existência dessas pessoas", diz André Chevitaresse, professor de História Antiga da Universidade Federal do Rio de Janeiro. "São personagens criados pelo evangelista Mateus para simbolizar o reconhecimento de Jesus por todos os povos".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De qualquer forma, a tradição permaneceu viva e foi apenas no século III que eles receberam o título de reis – provavelmente como uma maneira de confirmar a profecia contida no Salmo 72: "Todos os reis cairão diante dele". Cerca de 800 anos depois do nascimento de Jesus, eles ganharam nomes e locais de origem: Melchior, rei da Pérsia; Gaspar, rei da Índia; e Baltazar, rei da Arábia. Em hebreu, esses nomes significavam "rei da luz" (melichior), "o branco" (gathaspa) e "senhor dos tesouros" (bithisarea) . &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quem hoje for visitar a catedral de Colônia, na Alemanha, será informado de que ali repousam os restos dos reis magos. De acordo com uma tradição medieval, os magos teriam se reencontrado quase 50 anos depois do primeiro Natal, em Sewa, uma cidade da Turquia, onde viriam a falecer. Mais tarde, seus corpos teriam sido levados para Milão, na Itália, onde permaneceram até o século 12, quando o imperador germânico Frederico dominou a cidade e trasladou as urnas mortuárias para Colônia. "Não sei quem está enterrado lá, mas com certeza não são eles", diz o teólogo Jaldemir Vitório, do Centro de Estudod Superiores da Companhia de Jesus, em Belo Horizonte. "Mas isso não diminui a beleza da simbologia do Evangelho de Mateus ao narrar o nascimento de Cristo". Afinal, devemos aos magos até a tradição de dar presentes no Natal. No ritual da antiguidade, ouro era o presente para um rei. Incenso, para um religioso. E mirra, para um profeta (a mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a mortalidade) . &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;Da Revista Superinteressante – Janeiro de 2002&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-2208728014499059887?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/2208728014499059887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=2208728014499059887&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/2208728014499059887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/2208728014499059887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/12/reis-magos.html' title='Reis Magos?'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-4227273183226956052</id><published>2010-11-16T02:00:00.001-02:00</published><updated>2010-11-16T02:00:47.499-02:00</updated><title type='text'>Curiosidades sobre a Bíblia</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;CURIOSIDADES SOBRE A BÍBLIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O nome Iahweh (que significa "ele é" - Ex 3,12-15) ou Javé pode aparecer na forma abreviada "Iah", "Iahu", "Iô", "Ieho". "Hallelu-Iah" (aleluia) significa "louvai a Iah". &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; "Adonai" significa "Senhor". Os Israelitas, quando encontravam na Bíblia o nome "Iahweh", não o pronunciavam, dizendo em seu lugar "Adonai". &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro nome de Deus é "El", significando apenas Deus e não o seu nome próprio. Aparece comumente na forma "Elohim". &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro nome de Deus é "Shaddai", traduzido por "Todo-Poderoso". Designa o Deus que habita nas montanhas ou nos campos. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A palavra Abbá, em aramaico, a língua falada por Jesus, significa "paizinho, meu pai, papai". É com esta palavra de carinho que Jesus normalmente tratava o Pai. No AT, Deus é chamado de Pai em diversas ocasiões (Sl 89,27; Eclo 23,1-4; Is 63,16;64,7; Jr 3,4) mas nunca com esta palavra familiar. Empregada na oração cristã mostra que o clima dela é o de total confiança e de intimidade. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O nome "Jesus" - em hebraico "Yeshu'a" - é uma forma tardia do nome "Josué", e significa "Javé é a salvação", ou seja, em Jesus Deus salva o seu povo. "Cristo" é a tradução grega do hebraico "Messias", e significa "ungido". &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Jesus era chamado de "Nazareno" porque tinha vivido e crescido na cidade de Nazaré, na Galileia, norte da Palestina. A cidadezinha de Nazaré nunca é citada no AT. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para os cristãos, o peixe simbolizava Jesus porque as letras iniciais da sentença: "Jesus Cristo Filho de Deus Salvador" formavam em grego a palavra "peixe". &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A palavra espírito em hebraico significa vento, hálito, sopro de vida; pode ser também o jeito da pessoa, sua consciência, seu entusiasmo ou dinamismo. Também se chamam espíritos certas realidades invisíveis, boas ou más, que agem no mundo. O Espírito de Deus é sua ação, sua força, seu dinamismo. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em Jo 14 a 16 o Espírito Santo é denominado paráclito, que significa ajudante, protetor, advogado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A palavra "igreja" significa "reunião", "assembleia". No AT designa a comunidade de Israel. No NT, a comunidade dos seguidores de Jesus. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na Bíblia, os anjos, e principalmente o "Anjo de Iahweh", são um modo de personificar a ação do próprio Deus. A palavra anjo significa "enviado", "mensageiro". &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Satanás" é uma palavra hebraica (Satan) que significa "adversário", "acusador". Satânica é toda ação que produz adversidade e acusação infundada. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Diabo", do grego "diábolos", é aquele que provoca dúvida e divisão. É diabólica toda ação que introduz dúvidas ou faz com que as pessoas se dividam. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Demônio não é o mesmo que Diabo ou Satanás. Para os antigos, era uma realidade que agia internamente na pessoa, fazendo-a descobrir alguma coisa sobre si própria. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O nome Belzebu, em hebraico "Baal-zebub", não é nome do demônio, e sim uma caçoada irônica dirigida ao deus Baal, chamando-o de "senhor das moscas". &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Leviatã, na mitologia fenícia, é o monstro do caos primitivo que foi vencido por Javé por ocasião da criação e da passagem do mar Vermelho. É nome atribuído ao crocodilo, um dos símbolos do Egito. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Xeol" (= mansão dos mortos) era o nome dado pelos Israelitas para a moradia subterrânea dos mortos. O latim traduziu a palavra por "infernus", de onde veio o português "inferno". O inferno como castigo final e definitivo dos maus só aparece no NT, mas não com esse nome. Fala-se de lugar de choro e ranger de dentes, escuridão, exclusão da felicidade eterna, fogo que nunca se apaga, geena. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Baal" significa "senhor, proprietário, marido". Era o deus cananeu do trovão e da chuva, possuidor do solo, ao qual traz fertilidade. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Astate" ou "Aserá" era a companheira de Baal. É a deusa Cananéia do amor e da fecundidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Adão" significa literalmente "de terra vermelha". Na maior parte das vezes em que aparece na Bíblia não é nome próprio, mas designa "um homem, um ser humano, a humanidade". &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Eva" significa "viva" ou "aquela que dá vida". É por isso que Adão lhe deu esse nome, "por ser a mãe de todos os que vivem"(Gn 3,20). &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Éden não significa paraíso, mas deserto. O jardim de Gn 2,8 foi plantado no deserto, isto é, um jardim em Éden. Um jardim num lugar deserto era o ideal de felicidade de quem vivia em lugares áridos. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Parábola é uma história verossímil, tirada da vida comum, para com ela apontar uma realidade mais profunda. Veja, por exemplo, a série de parábolas em Mt 13. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Metáfora é o modo de falar de uma realidade através de outra. É o único modo de falarmos da divindade e do transcendente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Alegoria (esta palavra vem do grego e significa "dizer as coisas de outra forma") é um modo figurado de falar de uma realidade, onde cada coisa corresponde a outra. Veja Mt 25,31-46. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Símbolo é outro meio de significar uma coisa que seria impossível exprimir de outro modo. O Apocalipse de João é todo escrito em linguagem simbólica, que não pode ser entendida ao pé da letra. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Profeta é aquele que fala em nome de Deus. Por isso o profeta sempre introduz o que vai anunciar com as palavras: "Assim diz Javé…" Os profetas pedem a conversão, e isso significa mudar de rumo, deixando de viver segundo os projetos da injustiça para viver segundo o projeto de Deus, que se funda na justiça. Apóstolo significa "enviado", "mensageiro". Jesus deu esse nome aos discípulos que lhe eram mais chegados e que continuaram sua obra. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Discípulo quer dizer seguidor, aprendiz.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diácono quer dizer servidor.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Domingo", em latim "dies dominica", significa o "dia do Senhor". Os cristãos o tomaram como dia santo, no qual se celebra a ressurreição do Senhor Jesus. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Querigma, palavra que significa "proclamação", era o anúncio fundamental dos primeiros seguidores de Jesus para provocar a conversão dos ouvintes. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Benção significa "bem-dição", bem-dizer, isto é, desejar e praticar o bem em favor dos outros. Maldição é o contrário: desejar e praticar o mal. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A palavra hebraica pecado - hatta' - significa "errar o alvo". O homem erra o alvo quando vive ou faz coisas contrárias ao projeto de Deus. A injustiça é a fonte do pecado. Glória, em hebraico, corresponde à nossa palavra peso: é o valor bem pesado e avaliado, a importância. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O termo "Hosana" não é um louvor, e sim uma fórmula de súplica. Significa "Salva, por favor". Atualmente é usada na liturgia como aclamação de louvor. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Maranata, literalmente "Maran athá", são duas palavras aramaicas que significam: "Senhor nosso, vem". Aparece no fim de toda a Bíblia: "Amém! Vem, Senhor Jesus!"(Ap 22,20). &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Shalom diz mais que o nosso termo paz: é bem-estar completo, satisfação, harmonia - tudo o que é fruto da benção de Deus.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Amém é a palavra hebraica usada no templo e nas sinagogas no fim das orações. Significa: "é certo", ou "não há dúvida sobre isso". &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A palavra caridade é usada sempre no sentido de amor, não de esmola.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Carisma é uma palavra grega que significa dom, graça. No NT, carismas são os dons que o Espírito Santo distribui na comunidade em vista do bem comum. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Centurião era o chefe de um pelotão de cem soldados, a menor divisão da infantaria romana. Veja, por exemplo, Mt 8,5-13; Jo 4,46-54; Mc 15,39. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Legião romana contava, no tempo dos imperadores romanos, 6.000 pedestres, 120 cavaleiros, mais as esquadras técnicas e as tropas especiais. Confira Mc 5,9. 15. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Sinédrio era a suprema instância jurídica do tempo do NT. Era formado por 71 membros: anciãos, sumos sacerdotes e doutores da Lei. Seu presidente era o sumo sacerdote em função. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sinagoga, ou casa de oração, eram as casas de reunião que apareceram a partir do exílio na Babilônia. A sobrevivência do judaísmo deveu-se à existência das sinagogas, que substituíram o templo. Todos os sábados os judeus se reuniam na sinagoga para rezar, ouvir e comentar os textos bíblicos. Nela todo judeu adulto podia tomar a palavra. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os anciãos eram os representantes da classe rica, em geral grandes proprietários de terras e imóveis urbanos. Junto com os sumos sacerdotes detinham o poder político e econômico. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os sumos sacerdotes depostos conservavam seu título e continuavam membros do Sinédrio. O sumo sacerdote era escolhido dentre 4 famílias sacerdotais. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os doutores da Lei, ou escribas, eram as pessoas mais cultas, entendidas em jurisprudência e interpretação da Bíblia. No Sinédrio, representavam a ideologia dominante. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fariseus, os "separados", eram um partido leigo muito próximo ao povo. Distinguiam-se pela intransigência e rígida observância da Lei. Eram piedosos, estudiosos, observantes e mestres da Lei. Acreditavam na vida eterna e valorizavam a tradição de seus antepassados. Eram estimados pelo povo. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os levitas eram uma espécie de sacerdotes de ordem inferior.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Os saduceus eram o grupo econômico e político dominante na época de Jesus. A ele pertenciam os sacerdotes. Eram materialistas, e não aceitavam a ressurreição. Eram amis conservadores que os fariseus e deles se distinguiam por doutrinas e práticas. Não acreditavam em anjos, demônios, ressurreição dos mortos. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os herodianos eram os defensores da dominação romana na Palestina. Estavam a serviço de Herodes e eram os mais ferrenhos perseguidores de movimentos subversivos. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os zelotes eram membros do partido judaico do tempo de Jesus que se opunha à dominação romana por julgá-la incompatível com a soberania do Deus de Israel. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os sicários, assim chamados porque carregavam um punhal, eram um movimento subversivo caracterizado por atentados violentos. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os essênios eram uma facção do clero de Jerusalém que se afastou para as montanhas a fim de encarnar uma vivência genuína da fé judaica &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os cobradores de impostos, ou publicanos, eram os coletores de tributos e taxas destinados ao império romano. Por essa razão, os cobradores eram odiados pelo povo.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-4227273183226956052?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/4227273183226956052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=4227273183226956052&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/4227273183226956052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/4227273183226956052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/11/curiosidades-sobre-biblia.html' title='Curiosidades sobre a Bíblia'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-5178967968854004268</id><published>2010-11-16T01:54:00.001-02:00</published><updated>2010-11-16T01:54:21.595-02:00</updated><title type='text'>Lenda Maçônica</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;LENDA MAÇÔNICA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;Autor desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Pai Celestial estava sentado, meditando sob a sombra de um pé de jabuticaba. Lentamente o Senhor do Universo erguia sua mão e colhia uma e outra fruta, saboreando o fruto de sua criação. Ao sentir o gosto adocicado de cada uma daquelas frutas fechava os olhos e permitia um sorriso caridoso, feliz, ao mesmo tempo em que de olhos abertos mantinha um olhar complacente. Foi então que, das nuvens, surge um de seus Arcanjos vindo em sua direção.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diz a lenda que a voz de um Anjo é como o canto de mil baleias. É como o pranto de todas as crianças do mundo..&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É como o sussurro da brisa. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Arcanjo tinha asas brancas como a neve, imaculadas. Levemente desce ao lado do Pai Celestial e ajoelhando a seus pés disse;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Senhor, visitei a Vossa criação como me pediste. Fui a todos os cantos, estive no Sul, no Norte, no Oriente e no Ocidente. Vi e fiz parte de todas as coisas. Observei cada uma das suas criações humanas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; - Notei que nos corações de alguns havia uma Iniciação, eram iniciados Maçons e que, para estes, deste a cada um apenas uma asa. Senhor.. Não podem voar apenas com uma asa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; O Pai Celestial na brandura de sua benevolência, respondeu pacientemente a seu Anjo. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Sim, eu sei disso. Sei que fiz os Maçons com apenas uma asa. Intrigado com a resposta, o Anjo queria entender, e voltou a perguntar. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Senhor, mas porque deu aos Maçons apenas uma asa quando são necessárias duas asas para voar?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Para poderem ser livres. Então respondeu o Pai Celestial. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Eles podem voar sim, meu Anjo. Dei aos Maçons apenas uma asa para que eles pudessem voar mais e melhor. Para poderem evoluir levemente. Para voar, meu Arauto, você precisa de suas duas asas: Embora livre você estará sempre sozinho. Como os pássaros que ao mesmo tempo em que estão juntos se debandam. Mas os Maçons com sua única asa necessitarão sempre dar as mãos e entrelaçarem seus braços, assim terão suas duas asas. Na verdade, cada um deles tem um par de asas. Em cada canto do mundo sempre encontrarão outro Irmão com outra asa, e assim, sempre estarão se completando, sempre sendo um par.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;-Dei aos Maçons a verdadeira Liberdade e a cada um dei-lhe também, em Igualdade, uma única asa, para que desta forma, possam sempre viver em Fraternidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-5178967968854004268?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/5178967968854004268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=5178967968854004268&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/5178967968854004268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/5178967968854004268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/11/lenda-maconica.html' title='Lenda Maçônica'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-4896378111844654127</id><published>2010-11-15T20:15:00.001-02:00</published><updated>2010-11-15T20:15:10.294-02:00</updated><title type='text'>Marcas de Batom</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;Marcas de Batom no Banheiro...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Numa escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: meninas de 12 anos que usavam batom, todos os dias beijavam o espelho para remover o excesso de batom.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dia o diretor juntou o bando de meninas no banheiro e explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Fez uma palestra de uma hora.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No dia seguinte as marcas de batom no banheiro reapareceram...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No outro dia, o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro, e pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho. O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:red'&gt;&lt;strong&gt;Nunca mais apareceram marcas no espelho!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Moral da história: Há professores e há educadores...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Comunicar é sempre um desafio!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Às vezes, precisamos usar métodos diferentes para alcançar certos resultados.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Por que"?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;•Porque a bondade que nunca se excetua não é bondade: é passividade;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;•Porque a paciência que nunca se esgota não é paciência: é subserviência;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;•Porque a serenidade que nunca se desmancha não é serenidade: é indiferença;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;"•Porque a tolerância que nunca replica não é tolerância: é imbecilidade."&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;Colaboração: Edson Rocha&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-4896378111844654127?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/4896378111844654127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=4896378111844654127&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/4896378111844654127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/4896378111844654127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/11/marcas-de-batom.html' title='Marcas de Batom'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-3762958274950089332</id><published>2010-11-15T20:07:00.001-02:00</published><updated>2010-11-15T20:07:41.497-02:00</updated><title type='text'>As verdades do Cotidiano</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;1- GUIA PRÁTICO DA CIÊNCIA CONTEMPORÂNEA:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;1. Se mexer, pertence à Biologia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2. Se feder, pertence à Química.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;3. Se não funciona, pertence à Física.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;4. Se ninguém entende, é Matemática.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;5. Se não faz sentido, é Economia ou Psicologia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;6. Se mexer, feder, não funcionar, ninguém entender e não fizer sentido, é INFORMÁTICA.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;2- LEI DA PROCURA INDIRETA:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;1. O modo mais rápido de se encontrar uma coisa é procurar outra.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2. Você sempre encontra aquilo que não está procurando.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;3- LEI DA TELEFONIA:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;1. Quando te ligam: se você tem caneta, não tem papel. Se tiver papel, não tem caneta. Se tiver ambos, ninguém liga.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2. Quando você liga para números errados de telefone, eles nunca estão ocupados.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Parágrafo único: Todo corpo mergulhado numa banheira ou debaixo do chuveiro faz tocar o telefone.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;4- LEI DAS UNIDADES DE MEDIDA:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se estiver escrito 'Tamanho Único', é porque não serve em ninguém, muito menos em você....&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;5- LEI DA GRAVIDADE:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se você consegue manter a cabeça enquanto à sua volta todos estão perdendo, provavelmente você não está capacitado&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;para entender a gravidade da situação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;6- LEI DOS CURSOS, PROVAS E AFINS:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;80% da prova final será baseada na única aula a que você não compareceu, baseada no único livro que você não leu.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;7- LEI DA QUEDA LIVRE:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;1. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda, provoca mais destruição do que se o deixássemos cair naturalmente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2. A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;8- LEI DAS FILAS E DOS ENGARRAFAMENTOS:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A fila do lado sempre anda mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Parágrafo único: Não adianta mudar de fila. A outra é sempre mais rápida.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;9- LEI DA RELATIVIDADE DOCUMENTADA:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;10- LEI DO ESPARADRAPO:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;11- LEI DA VIDA:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;1. Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;2. Tudo que é bom na vida é ilegal, imoral, engorda ou engravida.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;12- LEI DA ATRAÇÃO DE PARTÍCULAS:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;13- COISAS QUE NATURALMENTE SE ATRAEM&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mãos e seios&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Olhos e bunda&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nariz e dedo&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pobre e funk&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mulher e vitrines&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Homem e cerveja&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Chifre e dupla sertaneja&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Carro de bêbado e poste&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tampa de caneta e orelha&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Jato de mijo e tampa de vaso&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Leite fervendo e fogão limpinho&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Político e dinheiro público&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dedinho do pé e ponta de móveis&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Camisa branca e molho de tomate&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tampa de creme dental e ralo de pia&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Café preto e toalha branca na mesa&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dor de barriga e final de rolo de papel higiênico&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bebedeira e mulher feia&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-3762958274950089332?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/3762958274950089332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=3762958274950089332&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/3762958274950089332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/3762958274950089332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/11/as-verdades-do-cotidiano.html' title='As verdades do Cotidiano'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-7559398754076204422</id><published>2010-11-15T20:02:00.001-02:00</published><updated>2010-11-15T20:02:39.652-02:00</updated><title type='text'>Carta de Abraham Lincoln</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;CARTA DE ABRAHAM LINCOLN AO PROFESSOR DO SEU FILHO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Caro professor,&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas, por favor, diga-lhe que, para cada vilão, há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado; ensine-lhe, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.  Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu sei que estou pedindo muito, mas veja que pode fazer caro professor.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Abraham Lincoln, 1830.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Colaboração de - Osman B. F. Montalvan Filho&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-7559398754076204422?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/7559398754076204422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=7559398754076204422&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7559398754076204422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7559398754076204422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/11/carta-de-abraham-lincoln.html' title='Carta de Abraham Lincoln'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-3535170170727831718</id><published>2010-10-26T23:58:00.001-02:00</published><updated>2010-10-26T23:58:24.593-02:00</updated><title type='text'>Martinismo</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;MARTINISMO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como todos nós sabemos foi em Fevereiro de 1910 que desembarcaram em Buenos Aires , vindos de Paris, Albert Raymond Costet de Mascheville, sua esposa e seu filho, Leo Costet de Mascheville, então com 10 anos. A família Mascheville teve um papel importante na implantação e desenvolvimento do Martinismo na América do Sul. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Albert Raymond , visconde de Mascheville, violinista , dava concertos em vários teatros conhecidos de Paris , quando em 1892 foi iniciado na "Ordem Martinista" por Sedir e recebeu naquela ocasião o nome místico de CEDAIOR e nome esotérico SDR/2H , ou seja , foi o oitavo discípulo iniciado por Sedir.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 1895 já S.I. , foi nomeado por Papus, Delegado Especial do Supremo Conselho da Ordem Martinista, conhecendo vários personagens importantes do movimento esotérico da época tais como: Péladan , Barlet, Oswald Wirth, Lermina e outros. É enviado no final do século ao Egito em missão especial da "Ordem Martinista" e da "Ordre Kabbalistique de La Rose-Croix" para entrar em contato com certas fraternidades de lá e realizar estudos sobre o simbolismo e sobre cerimoniais iniciáticos. Percorre desde Damieta e Alexandria até Karnak, tendo permanecido longo tempo no Cairo, onde sua amizade com Mariette-Bey , então conservador do museu do Cairo , o serviu muito. O resultado destes estudos foi analisado por Sedir e Papus, permitindo melhor documentar certos pontos da antiga estrutura dos Templos e de seus ensinamentos. Portanto quando chega a Argentina com a família já trazia uma bagagem de realizações no campo do esoterismo. Após residir alguns anos na Argentina muda-se na década de 20 para o Brasil fixando residência em Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No final de 1924, chega ao Brasil, seu filho Leo Alvarez Costet de Mascheville, após uma estadia de anos na Europa, onde além de prestar serviço militar na França, recebeu do pai a missão de observar o estado da Ordem Martinista e Ordre Kabbalistique de La Rose-Croix na Europa. No final da década de 20 a família muda-se para Curitiba onde Leo, conhecido como "Jehel" nos meios martinistas e mais tarde como Sri Sevânanda Swami, insiste na revivificação da Ordem Martinista. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Então pai e filho, organizam mais amplamente o Martinismo, Em 1936 "Jehel"recebe do pai o cargo de Presidente da Ordem Martinista. Em 1939, "Jehel" reorganiza a Ordem Martinista da América do Sul, em Porto Alegre, fundando uma loja central com o nome de CEDAIOR. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Jehel estudou Kabbala, Krishnamurti, aprendeu a magia cerimonial e a Alquimia, estudou Martinismo, Yoga e era um Astrólogo exímio. O Dom da palavra lhe fluía elegantemente dos lábios e gostava de um copo de um bom vinho a conversar, como bom francês que era. Tinha excelente humor, respeitava as gestantes que, para ele, estavam perto do Pai, pois doadoras de vida. Mas seus olhos sabiam faiscar, quando necessário. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em torno de 1932, transferiu-se para o Uruguai, instalando-se em Montevidéu, onde fundou o GIDEE (Grupo Independente de Estudos Esotéricos), trazendo junto a Ordem Martinista, da qual era ele o Presidente. Criou também a revista "La Iniciación", que continha e refletia toda a abundância dos elevados conceitos e ensinamentos, que, no GIDEE, se ensinava por um.grupo de colaboradores sob sua direção; verdadeira universidade esotérica e espiritualista transcendental: Sufismo, Yoga e Yogaterapia, Kabbala, Cristianismo Esotérico, Ciências Herméticas, Astrologia e Astrosofia, Filosofia Transcendental, Alimentação, todas as matérias do Martinismo e da Rosa-Cruz. Curas Místicas sob a orientação do Mestre Philippe de lyon, Budismo e Gnose. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi membro de diversas Ordens e Fraternidades ocultas do Oriente e Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas, como tudo que é nascido na intensidade, que com o Amor se desgasta no Amor do coração, o GIDEE se desmorona: tinha chegado o fim de seu ciclo de existência vital. Logo passou fome ao lado de sua companheira Louise, com a qual continuou trabalhando após o falecimento de Lotúsia, à vender apólices de seguros de porta em porta, nas ruas de Montevidéu...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pouco tempo depois e em comum acordo, separaram-se e Sri Sevãnanda passa a trabalhar junto à sua nova companheira, SÁDHANA, mais apta para sua nova etapa de ação e de iniciador. Encerra as atividades no GIDEE, liquida o passado, e vendem as posses de Sádhana para adquirir um trailer e um jipe. Veio um senhor de idade para lhe entregar um pequeno baú que continha o acervo cerimonial, intelectual e místico de uma antiga e venerável sociedade dos Himalaias, o Suddha Dharma Mandalam, pondo-o em contato com seu "Iniciador Externo", o Guru Subrahmanyananda, de quem recebe a Iniciação e Ordenação como membro da Ordem dos Swãmis de Sri Sankaracharya, com o nome de "Sevãnanda". Foi incumbido, pelo mesmo Guru, a assumir a função de "Iniciador Externo" e de ser seu sucessor no Suddha Dharma. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda em Montevidéu, fundou a "Associação Mística Ocidental", sob a direção do Mestre Philippe de lyon, escola que se tornou um centro de União de Correntes Espirituais: Essênios, Suddha Dharma Mandalam, Rito Egípcio de Osíres, Ramakrishna Ashrama, Kriya Yoga, Yoga Ashrama, Comunidade Sufi, Satyauraha Ashrama, Ordem Martinista, Maitreya Mahasangah, Ordem Cabalística Rosae Crucis, Departamento do Verbo, Zen Boddhi Dharma, e Igreja Expectante, com contatos com os representantes de quase todas essas correntes. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Antes de mais um deslocamento, escreveu seu livro "Yo que caminé por el mundo...", o qual contém a síntese de sua doutrina pessoal, reeditado em português por seus Discípulos no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em junho de 1952 partem, Sevãnanda e Sádhana, dirigindo o jipe puxar a "Ermida do Serviço", rumo norte a atravessar o Uruguai e Brasil, parando em todas as cidades visitadas e dando palestras públicas a divulgar sob o lema "O sacrifício de Jesus e de Gandhi nos unem à todos". &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em fins de 1953 chegam à Resende, RJ, onde ganham um terreno de 12 hectares e instalam o "Monastério AMO-PAX". Ashram de Sarva Yoga e Mosteiro Essênio, inaugurado numa singela cerimônia na meia noite do dia 19/20 de novembro de 1953, sob insistente chuva, perante 22 presentes e um cachorro, como faz questão de ressaltar seus discípulos. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os primeiros meses foram difíceis e de intenso trabalho, quase sem apoio algum, ao instalar uma necessária infraestrutura material de sobrevivência. Mas novos Discípulos se apresentam como candidatos a residentes, e assim a comunidade cresce. A "Associação Mística Ocidental" serve de Via para a preparação interior e a correspondência com diversos representantes das correntes que constituem a associação, do oriente e do Ocidente, se instala, notadamente com o Mahatma Gandhi, que nomeia Sri Sevãnanda seu representante para o Brasil, com Discípulos do Mestre Philippe da Europa e com Paramahansa Yogananda, assim como Lobsang Rampa, que naquele tempo se encontrava na Inglaterra. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Ashram se torna conhecido no Brasil inteiro, e visitantes começam a chegar também do Exterior. Jocosamente o Mestre se refere ao Ashram como a um "restaurante onde cada um dos residentes recebe o alimento que lhe agrada..., mas pena que não sabem comer!". &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E, no teatro Carlos Gomes, do Rio de Janeiro, Sri Sevãnanda anuncia, perante mais de 1500 pessoas, convidadas individualmente, a criação da "Ordem dos Sarva Swãmis", que mais tarde ele mesmo comenta assim: "O continente latino-americano possivelmente ainda não percebeu a real importância que há de ter um dia, por todos esses países, aquela proclamação de Sarva Yoga e da Ordem dos Sarva Swãmis." &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dias são longos no Ashram: começam às 4 da madrugada e terminam, após ininterrupto trabalho, às 21 horas, ou mais tarde ainda, com o direito a uma hora de sono a mais aos domingos. o aprendizado é vigoroso sob a atenção de quem sabe o que faz: treinamentos da Via de Gurdjieff se revezam com as práticas da via do Maltre Philippe e do Suddha Dharma, com treinamentos e práticas Martinistas e danças dos derviches Sufis, e exercícios de Budismo Zen. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com algumas vocações que se destacam, e que constituem a continuação viva de sua via de ensinamentos, o Ashram de Resende encerra suas atividades em junho de 1961. Os Residentes se dispersam, e um pequeno grupo segue com o Mestre para-a cidade de Lajes-SC, onde é fundado o "Retiro Alba Lucis", em um sítio de Discípulos. Terminada esta etapa cíclica septenária com a principal missão cumprida: o prolongamento da Obra por meio de alguns poucos, homens e mulheres por ele preparados, para prosseguir. Foi em Lajes onde o Mestre escreveu sua principal obra, "O Mestre Philippe, de Lyon", em quatro volumes, que hoje é considerado uma obra rara.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Terminada esta tarefa (edição dos quatro volumes), o Mestre transfere sua vida para a cidade de Belo Horizonte, onde é fechado o circulo cíclico de sua vida, passando a se ocupar com alguns dos seus mais próximos e sobrevivendo materialmente com a venda de apólices de seguro e da importação de objetos ornamentais, trazidos da Argentina.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A viagem à França, pouco antes da instalação em Lajes, transformou totalmente e definitivamente seu posicionamento de Homem e de Iniciado: a influência do Maitre Philippe o conquistara, impelindo-o a se afastar das tradições orientais. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Numa pequena chacarinha, a vinte minutos de Belo Horizonte, viveu seus últimos dois anos, sob os cuidados de sua Enfermeira, Anjo Guardião e fiel Discípula Sévaki. Sua saúde de alterou rapidamente; o Mestre não mais recebia visitas, excetuando alguns poucos Discípulos. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As últimas semanas foram de grande sofrimento, a sua doença avançando rapidamente. Durante este breve tempo, o Mestre fez, certamente, a síntese de sua vida, se preparando para a partida. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;strong&gt;David Caparelli&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-3535170170727831718?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/3535170170727831718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=3535170170727831718&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/3535170170727831718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/3535170170727831718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/10/martinismo.html' title='Martinismo'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-7137816706084518429</id><published>2010-10-26T23:37:00.001-02:00</published><updated>2010-10-26T23:37:56.492-02:00</updated><title type='text'>De Aristóteles ao Telescópio Hubble</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;De Aristóteles ao Telescópio Hubble – A Busca da Quinta Essência&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta. (Isaac Newton)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Non nobis, Domine, non nobis; sed Nomine Tuo da Gloriam... (Salmo 115)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Éter ou Quinta Essência que os gregos imaginavam, mas por muito contestado, é, em minha opinião, o que permeia realmente todo o Universo. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nada é vazio ou separado, tudo está interligado, tudo possui propriedades.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; O artigo de hoje se dedica a analisar o conceito filosófico proposto por Aristóteles e as recentes descobertas da Física e Astronomia. Os nomes podem ser diferentes, os conceitos, não. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já ouviram falar que o tempo e o espaço ao redor de um buraco negro (ou de um corpo de grande massa) se distorcem? Matematicamente preciso. Então? Então, o vácuo é algo, possui propriedades, o conceito filosófico do Éter não estava tão longe da realidade... Mas não vamos discutir sobre nomes, e sim, sobre conceitos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O termo "Quinta Essência" provavelmente foi primeiramente elaborado pelo filósofo grego Aristóteles, que considerava que o Universo era composto de quatro elementos principais, a saber: terra, ar, água e fogo. O simbolismo destes elementos é utilizado até hoje em algumas escolas iniciáticas. Segundo a tese Aristotélica, além destes, deveria haver uma substância etérea que se interpenetra em todos os compostos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Alguns filósofos e cientistas na Idade Média se referiram a este conceito como o "Éter". Posteriormente, isto foi criticado por muitos outros cientistas, que, ao constatarem o vácuo entre os sistemas estelares, proclamaram que o éter não existe.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tal conclusão revelou-se precipitada, pois, na verdade, o vácuo não é um "nada" destituído de propriedades; pois o vácuo possui sim, e muitas, propriedades (é meio para a propagação dos campos gravitacional e eletromagnético, por exemplo).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; A energia e a matéria "escuras"&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; O Universo é composto por 4% da matéria usual, assim como a chamamos (feita de prótons, nêutrons, elétrons, subpartículas, etc.), 24% de matéria escura e 72% de energia escura, também chamada por alguns cientistas de a Quinta Essência, a qual ainda não se conhece de modo unânime cientificamente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em cosmologia, a energia escura é uma forma hipotética de energia que estaria distribuída por todo espaço e tende a acelerar a expansão do Universo. A principal característica da energia escura é ter uma forte pressão negativa. De acordo com a teoria da relatividade, o efeito de tal pressão negativa seria semelhante, qualitativamente, a uma força que age em larga escala em oposição à gravidade. Tal efeito hipotético é frequentemente utilizado por diversas teorias atuais que tentam explicar as observações que apontam para um universo em expansão acelerada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; A natureza da energia escura é um dos maiores desafios atuais da física e da cosmologia. Existem hoje muitos modelos fenomenológicos diferentes, contudo os dados observacionais ainda estão longe de selecionar um em detrimento dos demais. Isso acontece, pois a escolha de um modelo de energia escura depende de um bom conhecimento da variação temporal da taxa de expansão do universo, o que exige a observação de propriedades de objetos a distâncias muito grandes.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As principais formas das diferentes propostas de energia escura são: a constante cosmológica (que pode ser interpretado tanto como uma modificação de natureza geométrica nas equações de campo da relatividade geral, quanto como um efeito da energia do vácuo, a qual preenche o universo de maneira homogênea); e a quintessência (usualmente modelado como campo escalar cuja densidade de energia pode variar no tempo e no espaço).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na cosmologia, matéria escura é uma forma postulada de matéria que só interage gravitacionalmente (ou interage muito pouco de outra forma). Sua presença pode ser inferida a partir de efeitos gravitacionais sobre a matéria visível, como estrelas e galáxias.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os cientistas acreditam que a grande maioria do Universo é na verdade feita dessa Matéria Escura invisível, em vez da matéria ordinária. Eles apenas não sabem, de forma unânime, o que é essa Matéria Escura.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Provavelmente, daqui a alguns anos, os cientistas rirão de nós porque confundimos os nomes, ou porque não sabíamos a natureza da matéria ou da energia escuras. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Faço aqui uma homenagem a Aristóteles. Ele chamou isso de Éter ou Quinta Essência Mas havia captado o sentido filosófico e cosmológico disso.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aristóteles, que mencionei no começo deste meu artigo, chamou um conceito universal componente do Universo de Éter ou Quinta Essência. Eu respeito o que ele intuiu, pois o fez sem ter nenhum aparelho astronômico nem escrever nenhuma equação matemática...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Telescópio Hubble comprova a matéria e energia escuras (Mar/2010, vide referências)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Universo invisível é composto de matéria escura e energia escura. Apesar de não se saber ao certo o que são esses componentes, astrônomos acreditam que eles existem por causa dos seus efeitos na movimentação de corpos celestes.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao observar galáxias, por exemplo, cientistas notam uma diferença entre a gravidade existente e a quantidade de matéria visível – o que os leva a supor que existe algo que não enxergamos, mas que possui massa e energia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, cientistas conseguiram mais uma forte prova da existência desses componentes. Um grupo de astrônomos liderados por Tim Schrabback, do Leiden Observatory, conduziu um estudo com mais de 446 mil galáxias. Todas elas estavam dentro do campo de visão do Cosmological Evolution Survey (COSMOS), a maior pesquisa já feita pelo Hubble.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Considerada uma das mais precisas amostras da diversidade do Universo, a COSMOS fotografou 575 visões ligeiramente sobrepostas da mesma parte espaço e criou como que uma reconstrução em 3D da área.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além dos dados do Hubble, os pesquisadores usaram observações em terra para estabelecer as distâncias entre 194 mil galáxias. Na nova análise, os astrônomos "pesaram" a distribuição de matéria no espaço.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todos esses números possibilitaram cálculos detalhados que confirmaram: o universo é acelerado por um componente adicional, misterioso – ou seja, a energia escura. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora faço uma homenagem ao grande Sir Isaac Newton, que muitos conhecem como um dos pais da Física e da Matemática, mas o que poucos conhecem é que ele era um místico. Newton estudou profundamente a Bíblia e meditou muito. Albert Einstein, mesmo se declarando não religioso (no sentido usual do termo), ele era, sim, religioso, pois concebia, intuía a Inteligência Universal, a Sabedoria Cósmica, a dança dos astros, a beleza da matemática, a GEOMETRIA do Universo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ciência e Religião podem andar juntos, sem preconceitos de ambos os lados.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;strong&gt;(Gentilmente enviado pelo Ir.∙. Edson Rocha)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-7137816706084518429?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/7137816706084518429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=7137816706084518429&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7137816706084518429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7137816706084518429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/10/de-aristoteles-ao-telescopio-hubble.html' title='De Aristóteles ao Telescópio Hubble'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-4200930714976587334</id><published>2010-10-26T23:24:00.001-02:00</published><updated>2010-10-26T23:24:07.936-02:00</updated><title type='text'>Por que os maçons não Leem</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;POR QUE OS MAÇONS NÃO LEEM?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;Kurt Prober&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Comissão de Educação Maçônica da Grande Loja de Missouri (EUA) recentemente publicou um brilhante artigo a este respeito, de autoria do Irmão Earl K. Dille Jr., e usando de alguns trechos das conclusões a que ele chegou, irei tecer um breve comentário sobre o que acontece no nosso ambiente maçônico.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A simples existência deste estudo prova que o mal não é somente nosso, mas sim Universal embora entre nós muito agravado. Costumam afirmar que a Arte Real não precisa de divulgação escrita, por ser ela uma agremiação tradicional onde tudo é comunicado "oralmente". E todos aqueles que já se dedicaram jornalisticamente à feitura de um jornal maçônico, ou que, como escritores ou historiadores, já tentaram editar ou mesmo conseguiram fazê-lo, um livro maçônico, podem sumariamente provar o fato: "O MAÇOM NÃO GOSTA DE LER"  seja por falta de interesse, entusiasmo, motivação íntima, ou seja por simples preguiça.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Recebe-se um jornal ou boletim, geralmente distribuído graciosamente por Lojas ou Potências, para início de conversa esquece a sua obrigação mais elementar de profano, "a de acusar o recebimento". Muito contrário, ainda reclama quando lhe mandam. Mas, quando o recebe, mal passa os olhos pelo cabeçalho, se é que algo lhe merece atenção NÃO O GUARDA e nem dá a algum irmão eventualmente mais interessado. E quando alguém lhe fala de um determinado artigo, muitas vezes até sem tê-lo lido, "mete a lenha" ou faz uma alusão desairosa sobre o autor, especialmente quando não é do seu "partido fofoqueiro maçônico". Normalmente arquiva o boletim na "CESTA-seção...".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E o famoso artigo "POR FAVOR, NO LIXO, NÃO...!", publicado pelo esforçado "ADAUTO" no "O CINZEL" nº. 104/106, em março de 1976 (protesto veemente do redator do O CINZEL - Órgão da Loja REALIDADE n.º, de Recife) é um documento mais do que convincente deste estado de coisas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Calcula o autor americano que menos de 10% dos maçons americanos "passam os olhos em tais publicações", dizendo os editores de livros maçônicos que menos de 5% COMPRAM UM LIVRO. Mas se isto acontece num país altamente alfabetizado, o que diremos nós do BRASIL?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao ser iniciado, elevado ou exaltado no simbolismo e a seguir no filosofismo, cada maçom recebe UM EXEMPLAR do rito de cada grau, uma Constituição e um Regimento Geral. Pois bem, sendo eu possuidor da maior Biblioteca Maçônica do Brasil, tenho me perguntado a milhares de Irmãos de tudo quanto é rito e potência, e RARO é aquele que, mesmo sendo Grau 33 me pode mostrar (ou emprestar para tirar uma Xerox) dos rituais de sua época, ou das Constituições que recebeu. Praticamente nenhum Irmão, de Lojas que durante anos imprimiram Boletim ou Jornais, me pôde mostrar algum e muito menos ALGUNS números dos mesmos, e a maioria das Lojas que os imprimiram não possuem uma coleção completa, única que seja. Não quero aqui citar os nomes de pelos menos 10 Lojas às quais escrevi perguntando, para não envergonhar ninguém.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Basta só citar o BOLETIM DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL, editado continuamente de 1871 até 1976, com poucas interrupções, perfazendo um total de digamos 800 números. Creio que só existe UM ÚNICO CONJUNTO COMPLETO, que é o da minha biblioteca, e nem o GOB possui uma coleção completa, faltando-lhe, creio, quase 8 anos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se eu afirmasse categoricamente que nem 5% dos nossos Irmãos Iniciados e que hoje possuem altos graus, jamais passaram os olhos nesses rituais e constituições, provavelmente seria taxado de exagerado. Entretanto, na verdade eu estaria assim mesmo "mentindo descaradamente", pois raros são os que jamais abriram estes livrinhos... e raríssimos são os que os guardaram carinhosamente. Faça-se em qualquer Loja de mais de 15 anos de existência a experiência, mandem trazer os rituais de todos os graus que possuem, pelos Irmãos antigos, e terão confirmado o que acabo de afirmar. Portanto, não é a firmação jocosa quando observo que VOCÊ, que está lendo estas linhas, é na verdade um dos poucos componentes deste grupo minoritário de leitores maçônicos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Existem no mundo muitas Lojas de Estudos; ARS QUATOR CORONATI da Inglaterra e da Alemanha, a Sociedade "PHILALETES" dos Estados Unidos, o Centro de Estudos Maçônicos de Jandaia do Sul, etc., que editam livros e boletins, mas os seus membros e assinantes, evidentemente "contribuintes", são em número tão reduzidos que seria ridículo aqui citar números, para a Maçonaria não morrer de vergonha.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O iniciando, olhando respeitosamente os membros antigos das Lojas, especialmente os que fazer questão de "enfeitar o Oriente", ou os componentes da nossa honorável Fraternidade, de um modo geral os imagina bem ilustrados e informados, mas na realidade, em 99% dos casos, está redondamente  enganado. Se mostra o desejo de estudar e aprender alguma coisa, especialmente quando possui um grau de cultura mais elevado, é sumariamente freado e até ridicularizado com o velho chavão: Ainda é muito cedo para você ficar sabendo isto, porque isto irá aprendendo com o tempo, quando for mestre..."&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na hora, o novato ainda reverencia "tamanha cultura demonstrada", e quando o tempo passa e ninguém lhe ensina coisa alguma, então se desencanta, e quando exaltado a mestre, começa a se afastar e vai faltando ao convívio daqueles que tão vilmente o enganaram. Com vaidade quase pessoal, os mais vivos citam bombasticamente, e em tudo quanto é ocasião, os nomes de grandes maçons do passado: Cônego Barbosa, Lêdo, Nabuco, Rui, Macedo Soares, Saldanha Marinho, George Washington, Franklin, Goethe, Monroe, etc., mas esquecem de que estes maçons se tornaram GRANDES, de fato, por que estudaram e leram tudo quanto aparecia de impresso, escreveram e publicaram livros, e assim foram ensinando os seus irmãos contemporâneos e atuais, o que a maioria de nós NÃO FAZ e não está disposta a fazer.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para que se tornaram maçons, então? Se não estão dispostos a "desbastar a pedra bruta", nem a sua própria e nem a dos aprendizes, ainda se dispõem a aprenderem alguma coisa? Será que nos tornamos maçons pelo simples desejo de pertencer ao "sindicato"? A verdade é que a grande maioria só quer mesmo é bater no peito e "apregoar", ou então "sussurrar" ao ouvido dos outros SOU MAÇOM!...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Existem bibliotecas maçônicas em algumas Lojas ou Potências, e eu já fui e ainda sou bibliotecário de algumas, e posso comprovar que ENTRA ANO E SAI ANO sem sair UM ÚNICO LIVRO para ser lido em casa, já não se falando para ser "estudado", e quando alguém aparece furtivamente é quase sempre para OBTER UMA RESPOSTA a alguma pergunta eventual e, nesta hora, nem procura saber, nem está disposto a fazê-lo, "pois está com pressa", mas quer que alguém lhe dê a resposta certa e imediata. E quando não lhe agrada, pois pretendia que a coisa fosse outra, ainda fica duvidando da resposta que recebe.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas muito pior é quando um livro sai emprestado por 15 dias, que deve ser o prazo máximo; o bibliotecário precisa exigir "recibo assinado", para no fim ficar atrás do livro A SER DEVOLVIDO, DURANTE 180 DIAS (seis meses). Deve dar-se por feliz quando consegue reaver a obra, geralmente em mau estado de conservação, e no fim fica mal visto pela sua insistência. Ou então, no fim de um ano, recebe a resposta lacônica: "Acho que perdi o livro, pois não o encontro". E quando lhe é exigida a compra de um livro igual ou de outro equivalente, recusa-se, então, peremptoriamente, preferindo nem mais aparecer na oficina. Isto, não falando dos "amigos do alheio", que fazem a sua biblioteca à custa dos irmãos, pedindo livros emprestados e esquecendo-se de devolvê-los. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E poderia até citar o nome de um Grão-Mestre, cujos familiares venderam a sua biblioteca, depois que este faleceu, inclusive "várias centenas de livros com carimbo da Biblioteca Oficial da Casa" e nem tiveram a dignidade de restituir, pelo menos nesta hora, tais preciosidades, assim perdidas para sempre, pois o comprador paulista não as irá devolver.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Habituaram-se os nossos Irmãos a NÃO ESTUDAR E A NÃO LER COISA ALGUMA, preferindo discutir com veemência sobre o "disse me disse" dos outros. Ou, então, preferem ficar em casa vendo e ouvindo novela na televisão. Mas chegando à Loja, isto bem entendido, quando vão, gostam de arrotar sapiência, fazendo discursinhos estéreis, sempre repetindo as mesmas baboseiras, e ficam muito zangados e mesmo ofendidos quando um "explicadinho", destes poucos renitentes que tem frequência, lhe faz um pergunta incômoda, que não sabe responder, ou, então, lhe prova na hora a incongruência de alguns desses seus discursos tipo "comício", sem qualquer profundidade cultural e mesmo de valor maçônico (...).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, POR QUE NÃO LÊEM...? Bem, isto é outra página da história, e faço votos que cada um consiga responder esta pergunta indiscreta, pelo menos a si mesmo, e, depois disto, pode até ficar com "raiva" de mim, por ter dito a verdade...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;Kurt Prober - é membro da Academia Maçônica de Letras. O presente artigo, escrito em 19/01/79, foi publicado na Revista Maçônica "A Trolha" n.º  38 (Dez 1988).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-4200930714976587334?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/4200930714976587334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=4200930714976587334&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/4200930714976587334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/4200930714976587334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/10/por-que-os-macons-nao-leem.html' title='Por que os maçons não Leem'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-6135775216663035975</id><published>2010-10-25T13:48:00.001-02:00</published><updated>2010-10-25T13:48:47.828-02:00</updated><title type='text'>Iluministas</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='font-size:12pt'&gt;Iluministas: Locke, Voltaire, Rousseau, Montesquieu, Diderot, D'Alembert, Hume, Adam Smith, Kant, Benjamin Constant, etc.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"As boas ações elevam o espírito e predispõem-no a praticar outras". (Rousseau) &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O presente Estudo visa caracterizar resumidamente o movimento conhecido por Iluminismo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O movimento surgiu na França do século XVII e defendia a razão, não sendo ateu, propriamente, mas combatendo o excesso de dogmatismo que dominava a Europa. Segundo os filósofos iluministas, esta forma de pensamento tinha o propósito de "iluminar" as trevas em que se encontrava a sociedade então.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br/&gt;A fé e o pensamento racional deveriam atuar em conjunto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br/&gt;A apogeu deste movimento foi atingido no séc. XVIII, e, este, passou a ser conhecido como o Século das Luzes. O Iluminismo foi mais intenso na França, onde influenciou a Revolução Francesa. Também teve influência em outros movimentos sociais como na independência das colônias inglesas na América do Norte e na Inconfidência Mineira, no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br/&gt;Eles acreditavam que se todos fizessem parte de uma sociedade justa, com igualdade de oportunidades, direitos e deveres iguais a todos, a felicidade comum seria alcançada. Por esta razão eles eram contra o absolutismo do rei, bem como aos privilégios dados à nobreza e ao clero.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br/&gt;Os burgueses foram os principais interessados nesta filosofia, pois, apesar do dinheiro que possuíam, eles não tinham poder em questões políticas devido à sua forma de participação limitada. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br/&gt;Naquele período, o Antigo Regime ainda vigorava na França, e, nesta forma de governo, o Rei detinha todos os poderes e interferia nas questões econômicas. No Antigo Regime, a sociedade era dividida da seguinte forma: Em primeiro lugar vinha o clero, em segundo a nobreza, em terceiro a burguesia e os trabalhadores da cidade e do campo. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Os principais filósofos do Iluminismo foram: John Locke (1632-1704) - acreditava que o homem adquiria conhecimento com o passar do tempo através do empirismo; Voltaire (1694-1778) - defendia a liberdade de pensamento e não poupava crítica à intolerância religiosa; Jean-Jacques Rousseau (1712-1778)- defendia a idéia de um estado democrático que garanta igualdade para todos; Montesquieu (1689-1755) - defendeu a divisão do poder político em Legislativo, Executivo e Judiciário; Denis Diderot (1713-1784) e Jean Le Rond D'Alembert (1717-1783), juntos organizaram uma enciclopédia (*) que reunia conhecimentos e pensamentos filosóficos da época; Baruch Espinosa (1632–1672) - defendeu principalmente a ética e o pensamento lógico; David Hume (1711-1776) - historiador e filósofo iluminista escocês que refutou o princípio da casualidade e defendeu o livre-arbítrio e o ceticismo radical; Adam Smith (1723-1790) - economista e filósofo inglês que foi grande defensor do liberalismo econômico; Immanuel Kant (1724-1804) - filósofo alemão que desenvolveu seus pensamentos nas áreas da epistemologia, ética e metafísica; Benjamin Constant (1767-1830) - escritor, filósofo e político francês de origem suíça que defendeu, principalmente, ideal de liberdade individual.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br/&gt;Diderot e D'Alembert, além de contribuírem com ideias, também se preocuparam em difundir os valores do iluminismo pela Europa. Através de uma grande compilação chamada "Enciclopédia" (*), que reuniu o saber produzido por diferentes pensadores Iluministas. Condensava a perspectiva iluminista sobre os mais variados assuntos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estabelecendo um verdadeiro movimento que ganhou o nome de Enciclopedismo, o esforço de ambos conseguiu contar com a colaboração de mais de cento e trinta diferentes autores.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br/&gt;(*) A obra fundamental do Iluminismo francês e europeu, em geral, é a Enciclopédia: "Enciclopédie ou dictionaire des sciences, des arts et des métiers". &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br/&gt;Foi publicada entre 1751 e 1780, em 34 volumes. Foi dirigida por Jean D'Alembert, autor do famoso Discours préliminaire, e por Denis Diderot, autor também de alguns escritos filosóficos, como "Pensées sur l'interprétation de la nature" (1754).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br/&gt;Montesquieu: Publicando em 1721 a obra "Cartas Persas", o barão de Montesquieu realizou uma crítica sistemática ao autoritarismo político e aos costumes de diversas instituições europeias. No ano de 1748, discutiu as formas de governo fazendo uma análise da monarquia inglesa no livro "O Espírito das Leis". Na mesma obra pregava que os poderes deveriam ser divididos entre Executivo, Legislativo e Judiciário. O Rei deveria ser executor das ações tomadas pelos poderes a serem intuídos nessa forma de governo. Além disso, acreditava que uma Constituição deveria ser redigida como lei máxima dos governantes e da sociedade. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br/&gt;Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) foi, por outro lado, um pensador que, para a época, tinha algumas opiniões de caráter mais radical. Contrário a uma vida luxuosa, ele afirmou que a ganância de alguns sobre a propriedade privada originava a desigualdade entre os homens. Em sua obra "Discurso sobre a origem e o fundamento da desigualdade entre os homens", Rousseau defendeu que o homem era corrompido pela sociedade e que a soberania popular e a simplicidade deveriam ser princípios básicos na ascensão de uma sociedade mais justa e igualitária. No texto "Contrato Social", defendia o princípio no qual a vontade geral dos homens promoveria instituições mais justas. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A figura dominante do iluminismo francês é François Marie Arouet, dito Voltaire(**) (1694-1778). Atacando ferozmente a Igreja e o clero, ele acreditava que Deus não seria conhecido pelos dogmas religiosos. Somente os homens dotados de razão e liberdade seriam capazes de conhecer as vontades e desígnios divinos. Em seu livro "Cartas Inglesas", criticou as instituições religiosas e a existência de hábitos feudais ainda presentes na sociedade europeia. Mesmo sendo um grande crítico, Voltaire não defendia a revolução como instrumento de mudança. A seu ver, as monarquias dotadas de princípios racionalizantes poderiam renovar suas práticas e ações. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br/&gt;(**) Viveu em Londres entre 1726 e 1729, e aí escreveu as famosas Lettres sur les Anglais (1734), trazendo para a França o iluminismo. Caído na desgraça do Rei e da Corte da França, foi acolhido (1750-1753) por Frederico II, em 1755, retirou-se para Ferney, perto de Genebra, daí dominando o mundo da cultura europeia. Outras obras: Métaphysique de Newton (1740); Éléments de la Philosophie de Newton (1741); Candide ou de L'optimisme (1756); Dictionnaire Philosophique (1764); Réponse ou Système de la nature (1777).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br/&gt;O Despotismo Esclarecido: Na Prússia, o rei Frederico II (1740–1786) foi fortemente influenciado pelos ensinamentos de Voltaire. Durante seu reinado, os castigos físicos foram banidos e as leis sofreram reformas. A educação básica tornou-se obrigatória e todos os cultos religiosos foram permitidos. Em contrapartida, as tradições feudais e a irrevogabilidade do poder monárquico foram preservadas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br/&gt;A visão racionalista de Descartes e sua influência no Iluminismo:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br/&gt;Para que seja possível compreendermos a ascensão dos princípios da razão iluminista, somos obrigados a recuar nossos olhares para outras tantas manifestações que embasaram as do século XVIII, o "século das luzes". Entre elas, damos destaque especial ao debate empreendido pelo filósofo francês René Descartes. Vivendo no século anterior ao iluminismo, esse intelectual lançou bases que explicam muitas das concepções defendidas entre os ilustrados.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br/&gt;Segundo ele, a razão é a única via segura pela qual o conhecimento do mundo pode ser obtido. Desenvolver o conhecimento em busca da verdade: de acordo com o pensamento cartesiano, era necessário primeiramente duvidar de todo conhecimento acumulado anteriormente sobre um assunto. Passado o momento em que as novas questões sobre o objeto surgiram, era necessário que a experimentação e a observação fossem realizadas para a abertura de novos caminhos que pudessem explicar melhor aquilo que foi estudado. As novas conclusões elaboradas deveriam, dessa maneira, compor um conjunto de leis sobre os aspectos que se relacionam com a compreensão do objeto. À medida que se mostrassem eficazes, essas leis comprovariam a tese elaborada por um estudioso.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br/&gt;Esse caminho constituído pela dúvida, a experimentação e a formulação de leis demonstra visivelmente as influências que viriam a predominar na constituição dos preceitos racionalistas do iluminismo. No século XVII, a razão cartesiana foi claramente respaldada pelo grande número de obras, teorias e concepções desenvolvidas no âmbito das ciências da natureza. Áreas do conhecimento como a Matemática, a Física e a Astronomia aplicavam noções semelhantes às que foram sugeridas por Descartes. Do mesmo jeito que Kepler e Newton conseguiram racionalmente teorizar leis físicas e astronômicas, pensadores como Montesquieu e Adam Smith pensavam ser possível compreender e apontar os princípios das instituições humanas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;strong&gt;Sérgio Rosvald Donaire.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-6135775216663035975?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/6135775216663035975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=6135775216663035975&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/6135775216663035975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/6135775216663035975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/10/iluministas.html' title='Iluministas'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-440258574567759319</id><published>2010-10-20T01:37:00.000-02:00</published><updated>2010-10-20T01:37:31.077-02:00</updated><title type='text'>Maçonaria   Dos Canteiros aos Templos</title><content type='html'>&lt;object style="BACKGROUND-IMAGE: url(http://i3.ytimg.com/vi/rcZ7jDITlrc/hqdefault.jpg)" width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rcZ7jDITlrc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rcZ7jDITlrc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-440258574567759319?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/440258574567759319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' 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.´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-8815323772766930843</id><published>2010-10-20T01:33:00.000-02:00</published><updated>2010-10-20T01:33:30.336-02:00</updated><title type='text'>Semiótica Maçônica II</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bjfqHIb-x-Q?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bjfqHIb-x-Q?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" 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href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/10/semiotica-maconica-ii.html' title='Semiótica Maçônica II'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-1231326283993550978</id><published>2010-09-21T13:20:00.003-03:00</published><updated>2010-09-21T13:32:17.236-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/TJjc5Jbk9GI/AAAAAAAAB2U/iE9KcpXnWBA/s1600/cavaleiro_templario_polaroid.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 121px; DISPLAY: block; HEIGHT: 112px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519404217684784226" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/TJjc5Jbk9GI/AAAAAAAAB2U/iE9KcpXnWBA/s320/cavaleiro_templario_polaroid.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;O SEGREDO TEMPLÁRIO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A partir da dissolução da ordem, parece ter dados para poder afirmar que o Templo-ressurgiu secretamente no mesmo momento da morte de Molay-, que se elegeu um novo mestre e que tudo seguiu seu curso, subterraneamente. Nos séculos posteriores, bem é verdadeiro, criaram-se ordens, lojas e sociedades secretas relacionadas com outras já existentes de trajetória esotérico-mística (rosa-cruzes, gnósticos) e com a Maçonaria, que recorreram em maior ou menor medida ao mito templário, em sua denominação, formas, ideais ou orçamentos ideológicos e base doutrinal, e que vão desde as que se contentam com a simples imitação até as que, arrogando-se o direito de serem as autênticas sucessoras da Ordem do Templo de Salomão, resultam em sua trajetória ideológica completamente oposta ao que os historiadores e estudiosos consideram Templarismo. Segundo parece, o Templo sobreviveu desde a morte de Molay até o século XVIII, ainda que como sociedade secreta, pois se conhecem os nomes dos grandes mestres. Segundo M. Druon, os templários foram os promotores na França das confrarias, que a sua vez deram origem à Maçonaria. Os confrades dominaram os segredos da construção e edificaram em Terra Santa as grandes fortalezas mediante o enominado (apetrecho dos cruzados) e na Europa as catedrais góticas, utilizando métodos procedentes da mais remota Antiguidade, que faziam em conhecimento dos templários, conhecedores ao que parece dos segredos da arquitetura funerária egípcia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A partir do século XVIII e até nossos dias surgem, principalmente na Europa e Estados Unidos, diversas ordens secretas de orientação esotérica e ocultista como as da Estrita Observância Templária (1756) e a dos Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa (1778), por citar só duas num panorama amplo que não sempre se cinge às denominações temperarias tradicionais. E neste sentido não está nunca a mais recordar a curiosa afirmação de Umberto Eco em sua novela O pêndulo de Foucault, que serve tanto de reflexão como de advertência: - Os templários andam sempre neste meio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No entanto e depois de vasculhar de um modo mais atencioso a trajetória histórica da ordem e as atitudes dos irmãos, tanto no referente à alta política internacional na que estiveram indelevelmente imersos como as reações mais discretas e particulares e, por tanto, menos notórias para a generalidade dos pesquisadores, o historiador não pode por menos de perguntar-se: A quem serve esta Ordem? Ao papa, é a resposta mais singela, mas não a mais completa. Quiçá a resposta deva ser mais audaz: Serve-se a si mesma para estabelecer uma nova Ordem Mundial, sincrético em extremo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ao fazer balanço de sua atividade na Terra Santa, de seus supostos contatos com as religiões da Ásia Menor e do Oriente; ao observar seus movimentos em pró e em favor do papado e da Igreja católica, de sua obediência e resistência alternativa aos ditados da Santa Sé; de seus movimentos ondulatórios frente ao Império, surge de novo a pergunta: Que pretende realmente esta ordem?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Desde um ponto de vista que abarque esses dois séculos de atuações e fatos concatenados e muitas vezes contraditórios ou incompreensíveis, sem relação causa-efeito, sem desenvolvimento coerente e lógico, e, em outras ocasiões, desde um ponto de vista político ou social, a ordem não parece ter mais dona do que ela mesma, não dá a impressão de seguir os ditados de ninguém senão só os que estabelecem seus próprios interesses.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O santo Papa não colabora? Pois a ordem lhe faz a guerra interna, e apoia ou finge situar-se do lado do imperador. O Império não cede? Pois o Templo saca a reluzir seu estreitíssimo laço com Roma e sua condição de filho predileto do santo Pai. Mas os templários, que sabem tantas coisas, sabem também que não se pode servir a dois senhores. Então a quem servem?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;São acusados por muitos de estar secretamente do lado dos provar-vos, mas não participaram para salvá-los da fogueira-ainda que em Provenza e o Languedoc muitos albigenses se refugiaram nos castelos templários e salvaram suas vidas—. São acusados de entrar em conivência com o infiel e praticar em segredo seus ritos e comungar com a heresia, mas depois seu terrível braço executor aniquila e dizima as tropas sarracenas na Terra Santa, erige-se em flagelo temível de mouros e infiéis na Espanha. A ordem presume de pobreza e é imensamente rica. Vangloria-se de sua humildade ao serviço da cristandade e é terrivelmente poderosa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Então, por que cai de um dia para outro? Cai porque a abandonaram seus aliados, o papa, o rei de França? Basta uma observada perspicaz para compreender em seguida que o Papa, o rei da França, o imperador nunca foram, em verdade, seus aliados. Quiçá eram, em todo caso, seus inimigos, ainda que a ordem tivesse sempre a precaução de mantê-los a risca e não deixar que esse terrível segredo transcendesse a uma humanidade como a medieval, precisada de bálsamos espirituais e grandes verdades humanitárias.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Vimos a seus filhos correr de aqui para lá, de Terra Santa a Inglaterra, de ali aos confines de Espanha ou de Hungria. Assistimos a suas negociações com cabalistas e ashashins, a seus complôs com provar-vos e teutónicos, a sua rivalidade-estranha postura para ordens religiosas que se devem respeito e caridade— com os irmãos do Hospital e com os de outras ordens.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E, no entanto, dá a sensação de que se pretendeu mudá-lo tudo para que tudo fique igual. Talvez, sem que saibamos por que, essa atividade frenética na superfície do mundo e da Europa dos séculos XII e XIII não parece fictícia? Talvez não se vislumbre algo mais, agachado embaixo de tanto movimento? Os interrogantes cruciais se acoplam.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;E quando mais encoberta está, quando mais poder ostenta, produz-se algo surpreendente: os irmãos são perseguidos, detentos e confinados em fortalezas, interrogados, torturados, conduzidos à fogueira. E depois, nada. Depois a ordem desaparece aparentemente da superfície da Terra. Que falhou? Por que esse fracasso, essa queda irremissível e definitiva? Que poder, que apoio deixou de sua mão à toda poderosa Ordem do Templo de Salomão de Jerusalém?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Esse será sempre o enigma dos templários que tantos historiadores e eruditos pretenderam decifrar desde que o Templo se converteu em cinzas e seus irmãos se dispersaram e pretensamente desapareceram no anonimato de outras ordens de menos importância. E pese a todos os esforços realizados, não há respostas concretas... Mas sento que estão aqui prontos a ressurgir ao eterno chamado:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;"Non Nobis Domine, Non Nobis, Sede Nomine Tuo dá Gloriam"...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center" align="justify"&gt;Enviado pelo H;. Hugo - Espanha&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-1231326283993550978?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/1231326283993550978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=1231326283993550978&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/1231326283993550978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/1231326283993550978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/09/o-segredo-templario-partir-da.html' title=''/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/TJjc5Jbk9GI/AAAAAAAAB2U/iE9KcpXnWBA/s72-c/cavaleiro_templario_polaroid.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-9024602186115171441</id><published>2010-09-18T22:40:00.001-03:00</published><updated>2010-09-18T22:40:24.842-03:00</updated><title type='text'>A Cúpula da Rocha</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;A Cúpula da Rocha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A Cúpula da Rocha é um monumento que por suas características arquitetônicas não admite comparação com a arquitetura islâmica do momento. É um edifício dotado de atributos simbólicos que deseja rememorar a viagem aos céus do Profeta e que ao mesmo tempo afirma a superioridade e o triunfo do Islã na cidade santa de judeus e cristãos. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Com este santuário o ancestral simbolismo da antiga Rocha se adaptava à nova fé e é que, em palavras de Henri Stierlin: "a Cúpula da Rocha evoca o primeiro Santo Sepulcro de Jerusalém (335), do que não está longe. Existe uma analogia intencionada entre estes dois edifícios: tanto o um como o outro obedecem a uma planta central com dobro deambulatório, dominada por uma cúpula que mede, tanto aqui como lá 20,40 metros de diâmetro interno. Ambos albergam uma rocha sagrada sob a qual se abre uma gruta. Tanto na uma como na outra, observa-se a marca de um pé, o de Jesus que ressuscita e o do enviado de Asa durante sua elevação aos céus.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Esta convergência de formas e de funções não pode ser casual. "Baseia-se numa clara vontade por parte do califa Abd ao-Malik de assumir a sucessão da religião cristã nos lugares santificados por Abrahin". O dobro deambulatório da Cúpula da Rocha gira em torno da Rocha sagrada do que foi antigo Templo de Salomão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A Cúpula da Rocha, primeira construção religiosa que o Islã nos transmitiu, condensa em sua estrutura os conhecimentos esotéricos e matemáticos do mundo antigo. Números e corpos geométricos (octógonos, círculos,...) eram para a filosofia grega, sobretudo para pitagóricos e platônicos, representações simbólicas do mundo ideal. A arquitetura não era senão um microcosmo que tentava reproduzir o macrocosmo celeste.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Sustenta Juan G. Atienza, estudioso da arquitetura e o simbolismo da Ordem do Templo, que a Cúpula da Rocha é realmente uma construção insólita no mundo muçulmano e nela, possivelmente, recolhe-se a mesma intenção inicial que se detecta nos antigos templos gregos. Ao longo da história do mundo antigo se aprecia a existência de uma corrente espiritual simbólica na que teria que inserir, como culminação, à Rocha islâmica, que não deixaria de ser senão um valioso legado do mundo antigo ao Islã. Novamente em palavras de Henri Stierlin: &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;"Na Cúpula da Rocha, a simbologia reside no passo do quadrado ao círculo, isto é, da terra ao céu, mediante o octógono: estamos ante uma espécie de manda-a.O peregrino faz aqui a experiência, mediante a circuncisão, da quadratura do círculo, da união do corpo e da alma".&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-9024602186115171441?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/9024602186115171441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=9024602186115171441&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/9024602186115171441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/9024602186115171441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/09/cupula-da-rocha.html' title='A Cúpula da Rocha'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-732218648534715812</id><published>2010-09-18T22:37:00.001-03:00</published><updated>2010-09-18T22:37:53.505-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;O REI PERDIDO DOS MEROVINGIOS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;As Chaves do Código dá Vinci, de Edições Nowtilus, obra na que se mostra a história real que há depois do célebre best seller, atingiu em dois meses a décima edição. Neste livro se falam de apaixonantes assuntos como os que tratamos na presente reportagem… &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Tal e como o expressam Baigent, Leigh e Lincoln: "o Santo Gral seria quando menos duas coisas ao mesmo tempo". Por um lado estaria o Sangue Real, a descendência de Jesus e Maria Madalena; isto é, o Sangue Real. Por outra parte seria o receptáculo onde foi parar o sangue de Jesus, entendendo por tal o próprio ventre de Maria Madalena. Isto é, que o cálice seria seu próprio corpo. Mas também pudesse ter outra acepção mais para o Gral. E seria este, segundo os autores do legado messiânico: "O Messias tinha que ser um rei–sacerdote cuja autoridade abarcaria por igual os domínios espirituais e os seculares. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Por conseguinte, é verossímil, inclusive provável, que no templo se guardassem anais oficiais pertencentes à linhagem real de Israel, os equivalentes aos certificados de nascimento, as licenças matrimoniais e outros dados relativos a qualquer família real ou aristocrática moderna. "Se Jesus era em verdade o rei dos judeus, é quase seguro que o templo conteria copiosa informação sobre ele". O protagonista masculino da novela O Código dá Vinci, Robert Langdon, dirá a Sophie num momento da trama que "durante mil anos circularam lendas sobre este assunto. Toda a série de documentos, seu poder e o segredo que revelam passaram a conhecer-se com um único nome: o Sangue Real".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Deste modo, a busca desses supostos documentos e sua posterior localização se convertem a sua vez na demanda do Gral. A isso foram séculos depois a Jerusalém os cavaleiros templários?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Não nos apressemos e adicionemos antes que nada que esta versão do Gral é a que oferecemos ao leitor como explicação para compreender as entre linhas de obras como O Código Dá Vinci propõem... A dinastia maldita.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;De dar crédito à hipótese que estamos resumindo nestas páginas, Maria Madalena chega a França grávida. De Jesus não se volta, a saber, nada com certeza, apesar de que temos opiniões que lhe situam em Caxemira, como já dissemos, ou no Egito. Conquanto outros acreditam poder rastrear seu passo também pela França, já seja vivo ou morto. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;É mais, Richard Andrews e Paul Schellenberger, creem ter localizado sua tumba no morro Cardou, nas imediações do povo de Rennes-lhe-Château… o que significaria que não teria Ressuscitado, no "sentido estrito" da palavra.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Mas deixemos a Jesus de lado e centremo-nos na linha genealógica que, a dizer de todos estes pesquisadores, iniciou-se com seu retorno e que, por extensão, seria herdeira da dinastia de David se, tal e como os Evangelhos referem, Jesus descia do mítico rei David.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;As interpretações sobre a questão sustentam que a família do mestre, ao igual que outras muitas judias, estabeleceram-se no sudeste francês e gozou de certo prestígio na região. O passo do tempo traria surpresas desagradáveis para a Igreja… Um povo de origem germânica chamado sicambro, ao que para entender-nos devemos situar no amplo conglomerado que recebe o apelativo de francos, assentou-se em regiões da atual Alemanha e França depois das correntes migratórias a que deu lugar o empuxo godo, e a falta de musculatura do Império Romano em seus estertores. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Desse povo sicambro, supõe-se, nasce a dinastia merovíngia. Estamos no final do século V e nos moveremos também no século VI. Quase paralelamente, casualmente, se desenvolverá a epopéia do rei Artur na Britâna, onde ficou dito que chegou em seu dia José de Arimateia com seu mítico fardo griálico.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O nome de merovíngios lhe vem a este povo, que se foi fazendo com o poder em França de um modo paulatino, de um antepassado mítico que, naturalmente, chamava-se Meroveo. E a ele, como não podia ser de outro modo, se lhe atribuem origens espetaculares, pois não é para menos o que se diga que teve dois pais, um deles um monstro marinho. E é que sua mãe, que estava grávida por obra e graça do rei Clodión, teve a feliz idéia de ir banhar-se um dia ao mar e um monstro de origem difusa, mas de natureza não muito afastada à humana pelo que se vê, violou-a. E assim, contará a lenda, Meroveo tinha sangue real e sangue divino, pois se resolveu que o violador era um parente de Netuno.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;À luz de tal parto, a ninguém poderá estranhar que se atribuam lendas fantásticas aos primeiros monarcas merovíngios. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Se dirá deles que eram médio reis e médio sacerdotes; Xamãs capazes de fazer prodígios e que, segundo Leigh, Baigent e Lincoln, "levavam uma mancha de nascimento que os distinguia de todos os demais homens (…) e atestava seu sangue divino sobre o coração –curioso antecipo do brasão dos templários– ou entre os omóplatos".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Entre suas muitas clarezas estava a convicção de que sua força, como a de Sansão, residia em seus cabelos, de maneira que não eram amigos de cabeleireiros e se lhes terminou chamando "reis melenudos". Como se verá, não é esta o único costume semita que tiveram. Além de ser algo bem como faraós, pois em suas mãos residia o político e o religioso; tinham-se pela encarnação de Deus. Eram, diziam, de origem divina. Mas, de onde eram em realidade?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Pretendeu-se apresentar-lhes como de oriundez troyana –o que explicaria que no norte de França encontremos nomes que nos situam na guerra de Tróia, caso de Troyes ou Paris–; outros disseram que procediam da região da Arcádia, na Grécia, e inclusive se escreveu que eram descendentes da escorregadia tribo judia de Benjamin.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;De entre todos seus reis sem dúvida alguma Clodoveo foi o mais popular, e talvez o mais importante. Governou entre 482 e 511, e depois de vencer em 486 ao duque galorromano Siagrio, acabou com o pouco que ficava da herança romana. Depois, tudo lhe foi bem ao bom de Clodoveo, até que a sua esposa, Clotilde, deu-lhe por meter-se em sua vida religiosa. E esta circunstância, que parecia não ter importância, teve-a. Por aqueles anos não era o catolicismo o grande protagonista religioso e político pela convulsa Europa, senão o arrianismo. E esta interpretação religiosa do cristianismo, que naturalmente a Igreja confinou quanto pôde sob o apelido de heresia, tinha-a pregado um presbítero de Alexandria  –fixe-se o leitor que por ali é por onde situávamos a Jesus séculos atrás aprendendo doutrinas e sabedorias herdadas dos mistérios egípcios– que se chamava Arrio.E daí dizia este? Pois propunha uma interpretação de Jesus muito similar à que em textos gnósticos se nos oferece; isto é, que se tratou de um mestre extraordinário, mas que só era nada mais e nada menos, que um homem. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Cristo, afirmava, foi criado pelo Pai, depois não é eterno e é diferente a Ele. Ou seja, que Jesus não era um deus. E essa idéia cativou aos reis do momento bem mais do que o produto que divulgavam os seguidores de Paulo, no que Jesus aparecia convertido em divindade. Deste modo, e ainda que o arrianismo foi condenado várias vezes pela Igreja de Roma, os territórios que vieram ocupar suevos, vândalos, alanos, merovíngios e toda aquela gente à que nos apresentaram sempre sob a etiqueta de bárbaros era arriano. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Os recém-chegados abraçaram esse credo, que era o mesmo sob o qual rezava suas orações antes de acostar se Clodoveo, até que sua mulher Clotilde começou a mover ficha. Não obstante, o problema de fundo era maior que o que queira que Clodoveo rezasse. Baigent e seus colegas apontam que a situação da Igreja católica era desesperada e precisava para sobreviver de um apoio político; caso contrário, a heresia –assim denominava Roma a quem não pensava igual– ameaçava com encostá-la.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Aproveitando que a rainha tinha um confessor, Rémy, que depois foi santo o mesmo que a própria Clotilde, Roma urdiu um plano. Tratava-se de que a rainha, aliciada pelo frade, propusesse-lhe ao rei converter-se ao catolicismo sob as seguintes condições: a Igreja passava a dominar o poder religioso e tinha poder para meter a colher no cozido político, e a mudança a Clodoveo o nomeavam num só dia Novus Constantinus. Dito assim parecerá pouca coisa, mas ser o "Novo Constantino" era como dizer que Clodoveo resultava herdeiro legítimo do Sacro Império Romano que o citado imperador ostentou depois de sua misteriosa conversão. Isto é, que se nos fixamos todas as visões reais que têm à Igreja detrás negociando no átrio do templo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Clodoveo derrotou na batalha de Vouillé, em 507, aos visigodos e se fez o amo de todo o território franco até os Períneos. Nesses mesmos pagamentos, a dizer da linha de investigação que analisamos aqui, andavam os judeus, e por suposto, a descendência do Nazareno, que governou o reino de Septimania de forma autônoma – entre Nimes, Narbona e os Pirineus– até a irrupção dos árabes no século VIII. A dinastia se misturou com o sangue merovíngio num momento impreciso desta história, resultando que os descendentes davídicos teriam direitos sobre o trono francês.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Depois da morte de Clodoveo, em 511, outros reis merovíngios se sucederam, sendo talvez o mais notável Clotario I. Mas o drama sobre esta dinastia estava ao cair e isso devido ao caráter indolente dos últimos monarcas, com a exceção de Dagoberto II. Nascido em 651, foi raptado por um mordomo de palácio chamado Grimoald, quem afirmou que o herdeiro tinha morrido e manobrou para fazer-se com o poder. No entanto, cometeu o erro de deixar com vida ao pequeno confiando-se ao bispo de Poitiers, quem o enviou a um mosteiro irlandês. Ali, sendo moço, terminou por casar-se com uma princesa celta chamada Matilde, a qual não pôde dar-lhe senão filhas como descendentes e ademais morreu em 670 no terceiro dos partos. Dagoberto II chegou de novo a França e recuperou o reino que lhe foi arrebatado. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Casou-se em segundas núpcias com Giselle de Razés, região próxima a Rénnes-lhe-Château, onde o príncipe montou seu quartel geral à espera de recuperar a coroa, com o que de novo nos aproximamos ao Languedoc, não longe de onde se supõe que toda esta história cobra forma humana. Com sua nova esposa teve outras duas filhas e, por fim, o varão que ansiava como herdeiro: Sigisberto. No entanto, seus inimigos, entre os que se encontrava a Igreja à que tinha controlado em suas ânsias de poder, e os nobres representados no mordomo de palácio Pipino de Heristal, procuravam sua perdição.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A lenda afirma que um dia caçava o rei no bosque de Woëvres e a meia manhã se sentiu cansado. Tombou-se à orla de um rio e esse momento foi aproveitado por um felón cujas mãos assassinas moviam o tal Pipino de Heristal. O criminoso mirou uma lança no olho do rei, quem não teve mais remédio do que morrer. Depois, a onda de violência se estendeu pelo palácio e toda a família real foi assassinada. Toda? Aí está o segredo da questão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O sangue se perpetua umas gerações depois e algum Pipino mais tarde, Carlos Martel inauguraria a dinastia carolingia. Corria já o século VIII. Mas, que tivesse sucedido se um herdeiro de Dagoberto II tivesse sobrevivido?As relíquias do assassinado, pelo demais, foram objeto de devoção e inclusive lhe fizeram santo em 872, mas não o Papa, senão um conclave metropolitano. Por quê? E por que a igreja onde se supõe que repousa, em Stenay, foi objeto inclusive de lutas para controlá-la? &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;É casual que o duque de Lorena concedesse à mesma proteção especial em 1069? É casual que o duque de Lorena fosse avô de Godofredo de Bouillon, primeiro rei de Jerusalém depois da I Cruzada? Segundo a pavorosa proposta desta linha de investigação na que se baseia Dão Brown para sua novela, Sigisberto não morreu naquela matança cega. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Foi salvo por um tal Meroevo Levy, sobrenome que evoca o passado judeu de muitos daqueles personagens a dizer de Lincoln e seus colegas. O herdeiro foi ocultado no mesmo lugar onde seu pai, anos antes, esperou a ocasião para recuperar seu reino: Rénnes-lhe-Château.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O caráter mítico que teria aquele a quem se conheceria como Sigisberto IV se evocaria com o apelido que se lhe concedeu: "Retoño Ardente"; isto é, Plant Ard. E depois de casar-se com a filha do rei visigodo Wamba, diz-nos Gérard de Sède, daria origem à linhagem dos condes do Razès, do que procederão a anos depois os Blanchefort, muitos deles vinculados aos cátaros e aos templários.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Esta longa história se resume assim: a linhagem merovíngia, não extinguida, é o único que legitimamente devesse ocupar o trono francês. Ou, levando mais longe no tempo a dedução: o trono francês corresponderia a herdeiros do Sangue Real.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A trama prossegue dizendo que um descendente dessa linha sanguínea foi Guillem de Gellone, um dos principais cavaleiros de Carlos Magno, um dos pares, e que, de crer esta versão, seria filho do que fora outrora rei judeu de Septimania, Teodorico. Guillem de Gellone foi conde de Toulouse e de Razès, e por suas veias circulava sangue merovíngio e judeu. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Os autores do legado messiânico afirmam que a lenda de seu escudo de armas era a dos exilarcas ocidentais: o Leão de Judá, a tribo de David e de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Estes autores recolhem uma citação de Arthur Zuckerman na que se assegura que quando o rei Luis foi coroado, quem lhe pôs a coroa não foi outro que Guillem. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O monarca disse para assombro de todos: "Senhor Guillermo… é tua linhagem o que levantou ao meu". Com grande dose de otimismo, estes pesquisadores dizem encontrar-se em condições de afirmar que, apesar dos vaivens históricos, ramos daquela família mítica se estenderam por alguns principais clãs da cristandade medieval. Entre elas se menciona aos duques de Aquitania no século IX ou a casa de Lorena.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;(Material gentilmente enviado pelo H.Pablo – G.L. Espanha)&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-732218648534715812?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/732218648534715812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=732218648534715812&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/732218648534715812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/732218648534715812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/09/o-rei-perdido-dos-merovingios-as-chaves.html' title=''/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-7449766459335630871</id><published>2010-09-18T22:33:00.001-03:00</published><updated>2010-09-18T22:33:26.360-03:00</updated><title type='text'>Priorado de Sião</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;O PRIORADO DE SIÃO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;ONDE TODAS As ORGANIZAÇÕES QUE REIVINDICAM UM PASSADO "TEMPLARIO", UMA DAS MAIS INTRIGANTES É A QUE SE DENOMINA PRIORADO DE SIÃO. A DIZER VERDADE, TERIA QUE A CONSIDERAR MAIS BEM UMA ORDEM UNIDA AO TEMPLO E AUTÔNOMA&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Entre a realidade e a lenda foi a partir de 1960 quando a opinião pública francesa se fez eco da existência de uma sociedade semi-secreta autodenominada Priorado de SIÃO. Desde essa data se publicou seus estatutos e material procedente das mais diversas fontes, não sempre confiáveis, o que implica estar com pés de chumbo ao redor de tudo o que rodeia a dita organização. Entre seus supostos filiados nos encontramos com nomes como Leonardo da Vinci, Víctor Hugo ou Isaac Newton, entre outros mais ou menos conhecidos. Isto é, que de serem verdadeiras as pretensões do priorado, teria albergado em suas filas como grandes mestres a algumas das maiores mentes da história ocidental, bem como a membros das principais famílias reais e aristocráticas da Europa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt; Ainda que parece indubitável a existência atual da organização, bem como a de uma antiga Ordem de SIÃO na época das Cruzadas, o caso de uma continuidade entre ambas através dos séculos não está tão claro.Contam as crônicas que no ano 1099, depois da conquista de Jerusalém, o governante da cidade Godofredo de Bouillon fundou uma misteriosa Ordem sobre a abadia de Notre Dáme du Mont SIÃO, da que pouco se sabe. Seria mais tarde dita sociedade a que impulsionaria a criação da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, mais conhecidos como Templários.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Fazem-se caso aos textos procedentes do Priorado, a Ordem de SIÃO teria na época de sua fundação um poder considerável, isso sim, sempre entre bastidores, chegando inclusive a afirmar que os reis da cidade santa deviam seu trono a esta enigmática sociedade. Por conseguinte, eles seriam os verdadeiros artífices da extraordinária progressão que experimentaram os Templários nos anos seguintes, obedecendo tudo isso a um plano previamente estabelecido. Se fizermos caso aos textos procedentes do Priorado, a Ordem de SIÃO teria na época de sua fundação um poder considerável, isso sim, sempre entre bastidores, chegando inclusive a afirmar que os reis da cidade santa deviam seu trono a esta enigmática sociedade. Por conseguinte, eles seriam os verdadeiros artífices da extraordinária progressão que experimentaram os Templários nos anos seguintes, obedecendo tudo isso a um plano previamente estabelecido.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;De acordo com estas fontes, ao menos cinco dos nove fundadores do Templo pertenciam a sua vez à Ordem de SIÃO, e se poderia dizer que em princípio o Templo era o braço armado da anterior ou inclusive que ambas as ordens eram uma só, já que segundo parece compartilhava o mesmo Mestre. Seria o caso de André de Montbard, um dos cavaleiros originários da ordem templária e que chegaria a ser o máximo dirigente da mesma. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Mas o tio de São Bernardo consta assim mesmo como membro de SIÃO, com o que podemos fazer-nos uma idéia da irmandade entre ambas. Esta situação de confraternização se prolongaria durante aproximadamente uns sessenta anos, até que em 1188, um ano depois da queda de Jerusalém em mãos muçulmanas, produziu-se uma cisma entre as duas ordens que produziu sua separação definitiva. Segundo o Priorado de SIÃO, da perda de Terra Santa seria em grande parte culpada a Ordem do Templo, e mais concretamente seu Mestre Gérard de Ridefort, aos que os documentos "prioré" acusam de traição. Este arrastou aos Templários a combater na batalha dos Cornos de Hattin, que significou um autentico desastre para os cruzados e propiciou a queda de Jerusalém. A situação derivaria em que a Ordem de SIÃO se transladaria a França, abandonando aos Templários a sua sorte, seus pupilos e protegidos até a data. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A ruptura de relações se simbolizou mediante um período de oitocentos anos, na cidade de Gisors. A partir desse momento, a Ordem de SIÃO mudou seu nome pelo de Priorado e se dedicou a seus próprios objetivos. Mas... de que objetivos se tratava?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Pretensamente, a missão do Priorado consistiria em proteger um grande segredo relacionado com os descendentes da dinastia dos reis merovíngios e restaurar na monarquia de França a um de seus membros. Sua legítima descendência, que se crê extinguida, teria sido demonstrada por uns pergaminhos descobertos no povoado francês de Rennes-lhe-Château. Esta descoberta, que constitui em se mesmo um complexo enigma, o trataremos amplamente numa lenda posterior. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Para seguir conhecendo ao Templo, devemos aprofundar agora na intrigante missão que se impôs o Priorado de SIÃO. O sangue real: a custódia de um grande segredo comportamento do Priorado de SIÃO, pelo que deixa entrever em suas publicações, parece obedecer a um calendário cuidadosamente preciso e planificado desde faz longo tempo. Dão a entender que são os guardiões de um segredo de importância capital, do que teriam provas irrefutáveis. Tratar-se-ia de algo que os faz sumamente especiais e que reveste sua missão de um halo de atraente misticismo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Há tradições que dão grande importância a Maria Madalena, de quem se nos diz que depois da crucificação de Jesus chega às Gálias escoltada por José de Arimateia e portando o Santo Gral. Segundo o que podemos extrair da concepção do Priorado, Maria Madalena seria a esposa de Jesus, e quando viajou o fez gestante ou acompanhada de sua prole. Naturalmente aqui o termo "Santo Gral" deve compreender-se no sentido de Santo Sangue, isto é, como a descendência física de Jesus, que se transladou às Gàlias e se continuou ali. A Igreja omite toda menção em sua própria tradição do Santo Gral, pois, logicamente, não lhe convém. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;É a luta que até hoje subsistiria entre os herdeiros de Pedro e os de Maria Madalena, os herdeiros da fé e os herdeiros do Sangue. Uma vez na atual França, esta linhagem judia se uniu matrimonialmente com o dos reis francos, dando lugar aos merovíngios. Ao redor do ano 500 d.C., com o batismo e conversão do rei Clodoveo, a Igreja Romana se instaurou como suprema autoridade espiritual de Ocidente. Se poderia dizer que foi um pacto entre Roma e os merovíngios, originando uma aliança que deveria engendrar um novo sacro império romano. Mas parece que a lealdade dos francos à Igreja não era muito intensa, já que os merovíngios seguiam mantendo simpatias pela religião arriana que praticavam antes de sua conversão ao cristianismo. Duzentos anos depois, o rei merovíngio Dagoberto II foi assassinado junto com sua família por encomenda de seu próprio mordomo de palácio, Pipino de Heristal. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A Igreja, vendo perigar sua hegemonia, teria apoiado a conspiração. Com a morte de Dagoberto e seus descendentes a dinastia merovíngia chegou a seu fim, e começou a dos mordomos de palácio: os carolíngios, que contavam com o apoio eclesiástico. Estes, que eram afinal de contas uns usurpadores trataram de legitimar-se se casando com princesas merovíngias e continuaram com seu reinado. Com Carlos Magno chegaram a abarcar um império que se estendia pela totalidade da Europa ocidental e o governavam ao serviço de Roma. Mas poderia ser que a dinastia merovíngia não se extinguisse com Dagoberto II. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Segundo afirma o Priorado de SIÃO, os merovíngios, a estirpe de Jesus, sobreviveram através de um filho de Dagoberto que se teria salvado do assassinato de sua família. Chamava-se Sigisberto IV, e entre seus descendentes estaria mais tarde Godofredo de Bouillon. Sabemos pelos Evangelhos que Jesus era de sangue real e da estirpe de David. Isto é, Jesus era o herdeiro legítimo do trono de Jerusalém. Seus mais incondicionais seguidores eram os nacionalistas selotes, uns fanáticos integristas que aspiravam a expulsar ao governo fantoche pró-romano e reinstalar a verdadeira linhagem real. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Nas Cruzadas, com a conquista de Jerusalém e o coroamento de Godofredo de Bouillon, um herdeiro de Jesus recuperou seu patrimônio legítimo voltando a ser rei da Santa Cidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;É possível que dada a hegemonia da Igreja na época, Godofredo nunca pudesse reivindicar como quisesse sua linhagem e seu direito. Afinal de contas, Roma estaria por trás da traição a sua família e ainda que não sabemos se a Igreja estava ao tanto ou não da linhagem do novo rei, uma revelação pública poderia ter sido muito perigosa. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Godofredo teria então, para proteger o segredo dessa linhagem sagrada, criado a Ordem de SIÃO e seu braço armado, a Ordem do Templo. Curiosamente, as lendas do Gral que surgiram na Idade Média, apresentam aos Templários como os guardiões do Santo Gral.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Por conseguinte, o Santo Gral sim seria o portador do sangue de Cristo, mas não no sentido simbólico de um recipiente, senão de sua descendência: os portadores de seu sangue. E este seria o grande segredo do Priorado de SIÃO. Segredo compartilhado também pelos Cavaleiros do Templo. Agora se entende porque os Templários associaram o culto da Deusa Mãe à Magdalena (ver lenda "O culto às virgens negras"), pois esta representava a base de sua existência ao identificar-se com a mãe da linhagem perdida, a portadora do Gral.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O próprio Priorado, os Templários, ou pode que ambos, desenvolvendo uma estratégia em longo prazo, teriam protegido aos herdeiros do Rei de Israel com o objetivo de conseguir a dominação mundial sob a égide da dinastia de David. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Não faz defeituosa dizer que as circunstâncias históricas não permitiram que o objetivo se cumprisse. Depois da queda de Jerusalém e a perda de Terra Santa o projeto se foi a pique. Os herdeiros de David se viram uma vez mais sem coroa e a existência da Ordem do Templo se fez desnecessária. Alguns tratam de ver em isto uma explicação de porque os Templários não se resistiram quando foram apresados pelas tropas de Felipe IV. Sem posses em Ultramar, separados da Ordem de SIÃO e com os descendentes dos merovíngios novamente na sombra, já não tinham razão de ser.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O Priorado de SIÃO, que depois do desaparecimento do Templo se dedicou a manejar os fios que regem Europa desde a clandestinidade impôs de seus objetivos, assegura que cedo se produzirá um tombo na situação política francesa que preparará o caminho para a restauração de uma monarquia. Cumprir-se-ão os objetivos de SIÃO e do Templo oito séculos depois? Seremos testemunhas de como um descendente merovíngio recupera o trono de França? O tempo o dirá.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-7449766459335630871?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/7449766459335630871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=7449766459335630871&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7449766459335630871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7449766459335630871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/09/priorado-de-siao.html' title='Priorado de Sião'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-245189797680208695</id><published>2010-09-18T22:29:00.001-03:00</published><updated>2010-09-18T22:29:59.758-03:00</updated><title type='text'>Hermetismo e Cabala Cristã</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;HERMETISMO E CABALA CRISTÃ&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;De entre os modelos da Sabedoria Tradicional, o da Cabala Hermética Cristã foi inspiradora do verdadeiro Renascimento do s. XV; o qual, remontando-se às fontes medievais e da antigüidade se difunde até o s. XVII, expressando através da linguagem dos símbolos, intermediários do conhecimento, a harmonia existente entre as formas tradicionais, hebréia, grega, cristão–latina e árabe. Tempos aqueles alimentados pelo espírito da concórdia, gerador de uma luz que, por situar-se além do caráter que reveste cada uma daquelas formas as harmoniza num tudo, desde o que as formas particulares de cada uma delas ficam legitimadas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Convertendo-se assim em livre expressão de uma realidade verdadeira, que as ciências e as artes contribuíam a expressar, pois eram reconhecidas como transmissoras das musas e dos Anjos, em correspondência às sephiroth. Luzes indicadoras que flanqueiam o caminho de volta dos seres para si mesmo, até sua verdadeira origem primordial.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Modelo que cristalizou em Florença onde Marsilio Ficino e Juan Picoda olhando-a, dando curso à tradução e ao diálogo, vertem a antiga sabedoria hebréia e grega ao latim, demonstrando os nomes diversos com os que cada tradição se refere aos mesmos Princípios.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;E tudo isso segundo a tradição das "escolas de tradutores", que ao igual que em Florença existiram em outros tempos e lugares, em Atenas, Alexandria, Bagdá, Toledo, Gerona, Córdoba, ou Aquisgrán. Abundando em isso se dá citação a textos, que são expressão da inteligência que alumiou àqueles cabalistas–herméticos–cristãos, em formas assinalada pelos números, a geometria, as letras, a alquimia, a arquitetura, a pintura, a gravura, e o teatro, entre outras; ciências e artes ou veículos condutores de um conhecimento regenerador capaz de sugerir um espaço novo, como o que se indica no frontispício do templo de Apolo em Delfos: Conhece-te a ti mesmo. Conhecimento representado também pelo signo da Mónada, princípio da Díada, da Tríade e da Tétrada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A existência nada mais é do que o percurso ou viagem ao redor do "mistério" do que tudo surge e ao que tudo tem de retornar, e que vai revelando-se no "rito" do acordar ao "conhecimento". Para resgatar ou reviver este objeto precioso ou tesouro é preciso traspassar a letra morta, colocar-se por trás do espelho, acordando do sonho em que se viveu; para chegar a adivinhar que, no "grande sonho" que é a vida já não há temor a seguir sonhando. E o que é possível sonhar hoje na Vontade desperta, são as notícias que chegam até nós em vozes audíveis, legíveis e visíveis para ouvidos mais do que humanos que vivem na paradisíaca inocência do Éden. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Mensagens das origens que nos trazem à memória uma mostra de imagens sugestivas que evocam os estados desconhecidos do espírito. As portas do entendimento, da vontade e da memória, passivas com respeito ao Princípio e ativas com respeito ao cosmos, estão abertas de par em par. A escalonada que cobre o espaço entre o visível e o invisível, é percorrido pelo tapete mágico do símbolo em todas suas formas e variedades.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Depoimentos que tendo chegado até aqui se conservam ainda na memória das crônicas de nosso tempo, singelas mostras de um amor ao conhecimento, tão reais, que aos olhos interiores não pode caber-lhes já nenhuma dúvida de que jamais deixaram nem deixarão de existir, pois são no agora imperecível. Os homens deste então estiveram hoje numa Arcádia Feliz, próximos a um século no que estão por concluir-se todas as coisas.Corresponde à virtude do paradoxo compreender que como tudo está fato, tudo está por fazer; a obra conclusa está inconclusa e presta à renovação.Desfrutemos da companhia dos Anjos ou das Idéias e visitemos os recintos simbólicos ante os que a imaginação emudece.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Raimundo Lulio viveu no século XIII e foi contemporâneo à redação do Livro do Zohar, num tempo florescente no que se encontraram sobre solo hispânico e em estreita relação as culturas latina, cristã, judia e islâmica.No curso de sua existência compôs uma grande obra ou Ars Magna, compêndio do saber universal e verdadeira Teocosmogonía, na que se desenvolve o âmbito da criação estabelecida em virtude dos princípios transcendentes que a sustentam. Princípios trinitários que acharam sua concordância no núcleo esotérico das formas tradicionais representativas de ocidente, tanto desde o ponto de vista cristão–latino, como do judeu e islâmico. Síntese que aparece representada numa ilustração à obra de R. Llull em forma de quatro personagens sentados sob árvores, um cristão, um judeu, um muçulmano e um gentil, ante quem passa um cavaleiro – significando à própria Ars Magna– remontando a corrente de um rio, pelo que simbolicamente discorre o conhecimento. Compõem o Ars Magna segundo os números, essências constitutivas de todas as coisas, representados a sua vez pelas formas geométricas correspondentes, entre as que destacam três fundamentais: o círculo, o triângulo e o quadrado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Círculo do absoluto, cujo valor simbólico é 10, isto é o da Unidade e verdadeiro Princípio de todas as coisas e as Nove Dignidades ou atributos mesmos de Deus: Bondade, Eternidade, Poder, Sabedoria, Vontade, Virtude, Verdade e Gloria, cujos nomes foram estabelecidos pela tradição neoplatônica e cristã de São Agustín e de Dionísio Areopagita. Atributos estreitamente relacionados com as 9 sephiroth ou numerações puras da Cabala, manifestações do sagrado nome de Deus.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Atributos, Dignidades, ou Nomes Supremos que no Ars Brevis de Llull encontramos especificados pelas letras do alfabeto latino do B ao K, procedentes todas elas de uma primeira letra inefável e que se dispõem numa síntese de três círculos concêntricos, referidos de maior a menor ao âmbito do supra celeste, do celeste e ao do terrestre. A partir do qual é elaborado um Ars Combinandi cujo exercício permitirá reconhecer na mente humana todo mundo signo, dispondo-se a ser conhecida ou visitada pelo espírito.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Na ordem do geométrico, triângulo e quadrado são figuras que correspondem ao número 3 das forças principais e aos 4 dos elementos da matéria, através de cuja multiplicação aparecem as doze formas ideais do Zodíaco ou signos arquetípicos, governados a sua vez pelas sete forças planetárias resultantes da soma ou adição daqueles mesmos números.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Nove dignidades divinas nas que se refletem todos os aspectos da criação universal, numa ordem hierárquica que compreende toda a corrente do Ser ou escala das criaturas, e que vai por emanações sucessivas, desde o mais subtil e incorpóreo ao mais material, fluindo desde as energias angélicas até a natureza do mundo criado com base nos quatro elementos. Criação que compreende tanto um âmbito celeste, representado pelos doze signos zodiacais e seus sete regentes planetários, girando em harmônica revolução, como um âmbito terrestre, em onde todas as coisas evoluem segundo aqueles ritmos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Mundo ou Macrocosmos da criação, que acha seu reflexo central no Microcosmo, que participando ao mesmo tempo tanto do espiritual como do elementar, é constituído a sua imagem, como homem verdadeiro, em espírito, alma e corpo. As faculdades que presidem e ao mesmo tempo medeiam, possibilitando a identidade entre o macro cósmico e o micro cósmico são em número de 3, a Memória, o Entendimento e a Vontade, por meio de quem e através de seu livre arbítrio, o homem pode elevar-se na contemplação das essências divinas. Faculdades que Llull, em seu Livro da Contemplação, descreve assim:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;"A primeira recorda o que a segunda entende e o que a terça quer. A segunda entende o que a primeira recorda e o que a terça quer. A terça quer o que a primeira recorda e a segunda entende." Assinalando-se assim, a compenetração recíproca permitida pela intuição direta do coração, que faz de todas, uma só.Faculdades ou potências da alma com as que o intelecto percorre gradualmente a escala do Ser, o qual podemos contemplar numa lâmina alusiva inclusa no Livro da ascensão e descenso do Intelecto, onde se mostra a este em seu percurso pelo mundo da criação, decorrendo através das esferas elementar, humana, celeste e angélica até o templo da sabedoria cuja porta aberta é alumiada pelo sol, símbolo da unidade puramente espiritual.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Atributos de Deus, que no Ars Combinandi de Llull e por meio de diferentes figuras acharão aplicação a todas as esferas do saber humano do cósmico, como é, por exemplo, o caso da árvore da Ciência em cujas raízes, tronco, ramos, ramos, folhas, flores e frutos acham sua correspondência as diferentes Artes que são em si os reflexos humanos da ordem natural.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Este percurso do intelecto pela escala do Ser, operado através do Ars Magna, era inspirador de um amor que acha seu eco na poesia provincial daquele tempo, e também de uma regra de cavalaria feita explícita num livro composto em sete capítulos, a tenor dos sete planetas ou forças celestes que governam às terrestres e que se titula Livro da Ordem de Cavalaria. "A primeira parte trata do princípio da cavalaria. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A segunda, do ofício do cavaleiro. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A terceira, do exame que deve fazer-se ao escudeiro quando quer entrar na ordem de cavalaria. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A quarta, do modo como deve ser armado o cavaleiro. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A quinta, do que significam as armas do cavaleiro. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A sexta dos costumes que são próprias do cavaleiro. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A sétima, da honra que se deve ao cavaleiro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Livro que foi modelo para a sociedade inglesa isabelina do século XV. Ademais a obra de Ramón Llull constituiu um das pontes que contribuíram à geração da Cabala Cristã e latina no Círculo de Florença. O qual esteve centrado ao redor da Academia platônica, espaço de "Diálogo" fecundo entre tradições, inaugurada de novo por Cosme de Medici a pouco de chegar Gemistos Plethon de Bizâncio, o qual vinho previsto dos escritos em língua grega que ali se guardavam os de Hermes Trismegistos bem como os de Platão, e também de Jámblico, Proclo e de Porfírio entre outros. Textos do neo-platonismo alexandrino, que recipiendário das antigas tradições Persa, Caldea e Egípcia, teria de traduzir ao latim em sua maior parte Marsilio Ficino, Grande Mestre da Academia de Florença. Círculo ao que pertenceu Giovanni Pico della Mirandola, nascido em 1463 e que vivendo tão só trinta e dois anos, foi reconhecido como Fênix de seu tempo e também como Príncipe da Concórdia.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-245189797680208695?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/245189797680208695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=245189797680208695&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/245189797680208695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/245189797680208695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/09/hermetismo-e-cabala-crista.html' title='Hermetismo e Cabala Cristã'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-5904273404205862545</id><published>2010-09-18T22:25:00.001-03:00</published><updated>2010-09-18T22:25:38.922-03:00</updated><title type='text'>O Solstício e Nossa Ordem</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;O SOLSTÍCIO E NOSSA ORDEM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;Gentileza do QH.  EFREN GINARD &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O solstício de verão se lhe conhece também como São João Evangelista ou São João de Verão e o solstício de inverno como São João Batista ou São João de Inverno. Neste acontecimento vivemos a noite mais curta e o dia mais longo do ano e enquanto no hemisfério norte sucede o contrário. Em sua afanosa busca o homem primitivo sentia temor pelo astro rei que assoma seus braços por oriente e os esconde por ocidente e que o guiava com sua luz vivificante em sua longa jornada. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Sua angústia aumentava ante o inexplicável ante a escuridão ante as sombras noturnas provocadas pela volta do sol a seu ciclo interminável. É o instante supremo em que o homem se propõe problemas e suas meditações se unem em mistérios profundos. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Aquele astro que acompanhavam seus gados no dia que lhe oferecia benevolentes sua luz orientadora significando para ele a expressão mais objetiva do bem se transformava em poucas horas depois por sua ausência em receio e temor. Então amou a luz e temeu a escuridão. A quietude se possuía de seu espírito quando nascia e a incerteza adormecia suas esperanças em seu desaparecimento. Sua vida se resume num só anseio: o sol. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Sua incapacidade para darem-se explicações científicas o levou à formação de mitos e lendas e o cultivo de ritos primitivos e ao culto do sol cuja vida estava marginada por fantásticas narrações.  O Egito marca o primeiro capítulo e o seguem persas assírios maias incas etc. Estabelecem um paralelismo psicofísico: verdade = luz erro = escuridão. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Produz-se uma comparação de princípios dando origem a diferentes dualismos: Osíris e Tifónordmudz e Arimán Brahma e Shiva. De todo este conflito psicofísico o homem primitivo distinguiu a marcada diferença entre duas estações: Uma cheia de frio e a outra de calor fenômenos que fincaram em seu espírito desorientado a observação da saída e a aposta do sol deduzindo que os movimentos mudavam com freqüência num tempo determinado. De um estudo sobre o sol se que se tira o seguinte: observando em primavera e na zona temperada o sol se oculta num ponto determinado depois o ocaso avança gradualmente para o sul primeiro depressa depois cada vez mais lentamente até ficar estacionado num lugar meridional máximo. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Retrocede em seguida para o norte seguindo uma marcha inversa isto é muito devagar ao princípio e com velocidade cada vez maior ao chegar ao extremo para diminuir de novo até uma segunda paragem que tem lugar em inverno. Desde então volta outra vez ao sul e assim contínua indefinidamente oscilando constantemente com regularidade perfeita. Considerando os solstícios sob um aspecto astronômico devemos expressar que devido a que o eixo da terra não é perpendicular ao plano da eclíptica, ou seja, que isto não coincide com o equador senão que forma com ele um ângulo de 23º27`  produz numerosas alterações: a diferente duração dos dias e as noites as estações do ano e a divisão da superfície do balão terráqueo em cinco zonas climáticas. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Só duas vezes no ano o plano do equador coincide com o plano da eclíptica e, portanto o círculo de iluminação coincide com cada meridiano. Nesta posição os diferentes pontos da terra têm um dia de doze horas e uma noite de doze horas. Estas datas se conhecem com o nome de equinócio. Três meses depois os raios solares formam um ângulo de 23º e 27`,com o plano do equador e os dias e as noites atingem sua máxima desigualdade. Neste caso o círculo de iluminação não passa pelos pólos senão que é tangente aos paralelos de 66º33`,norte e de 66º33`,sul. Há paralelos que não são tão cortados pelo circulo de iluminação e a terra ao girar sobre si mesma terá uma parte que sempre ficará exposta ao sol e outra que não estará frente a ela são os solstícios. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O solstício de verão é São João o Evangelista que prédica o evangelho do amor fraternal. O solstício de inverno é São João Batista que é a esperança de uma vida melhor. Em nossas práticas e doutrinas associamos estes fenômenos naturais e são interpretados sob três aspectos: cósmico místico e simbólico. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Cósmico porque representa a um fenômeno astronômico místico porque traça a realidade de um ideal e simbólico com relação ao homem porque procura a perfeição de seu espírito. Remontando-nos às Sagradas Escritura chegamos a São João como um personagem lendário. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;João Batista é a tocha da esperança e sintetiza em nossa Ordem o nascimento a uma nova vida. É propagandista de grandes ideais fraternos e virtuosos. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;João Evangelista é a expressão sublime da maturidade psíquica que o espírito atinge a sua plenitude. No ciclo eterno em que se manifesta um espaço de tempo que vai de um solstício a outro, representada em forma simbólica a vida do homem. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O homem ao nascer é individualidades matéria que se plasma num campo de perspectivas incertas de Como nasce? Donde vem? Quem é ou Será? Aonde irá? Sua existência que trajetória humana tentará? Nasce à vida e começa para seu ser a incessante busca da verdade que é luz. Orienta este anseio João Batista. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Sofre transformações sob pressão da cultura e dos valores e é em João Evangelista onde o homem muda de "ser" em "dever ser". É o ciclo evolutivo dos solstícios que representa os dois maiores mistérios da metafísica: a vida e a morte o ser que nasce e morre é a matéria e o espírito. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Nossa Augusta Ordem, cujas origens se remontam à noite dos tempos faz seu este fenômeno e interpreta em seus ateliês ao universo com o resplendor grandioso de seus mistérios. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A Loja é o mundo visível. O sol está no templo onde o Venerável Mestre levanta seu malhete orientando as atividades do oficio e o Venerável representa ao Rei Salomão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Também está a lua e as estrelas e sua base enfeitada pela força e a beleza que representa o primeiro ( o 1º V:. representa ao Rei de Tiro) e o segundo vigilante ( representa a Hiram Abif). Suas paredes são vermelhas como a força do desejo e em sua linguagem simbólica reside a gama formosa de seus ensinamentos que são as que entranham os solstícios. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Todo ele marginado pelo azul infinito do céu. Está projetada de ocidente a oriente e de norte a sul. Nossos passos guiados pela tolerância e a fraternidade vão em direção da luz de oriente. Bem como os ciclos evolutivos dos solstícios representam a vida e a morte, assim também a franco Maçonaria ao receber ao ser tosco e impuro para transformá-lo em personalidade com realizações que consigam uma constante perfeição identifica simbolicamente os solstícios que encerram grandes ensinos morais são suas finalidades e princípios. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Quando nós vivemos uma das noites mais breves dos nossos  irmãos do hemisfério norte vivem a mais longa. Quando nós celebramos o solstício de verão eles celebram o de inverno quando nós vivemos um Natal temperado eles não a concebem senão com neve e fria. Nenhuma destas diferenças é motivo de conflitos entre irmãos e povos. Pois há tolerância e ademais nos indica a universalidade de nossa Augusta Ordem. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Este acontecimento que nos reúne chame-se festa de São João ou solstício simboliza o feliz dia em que cada um de nossos Irmãos que pertence ma qualquer das comunidades religiosas que se disputam o mundo dos crentes possam adorar e reconhecer a seus particulares, divindades também como aqueles que não comungam em nenhuma religião podem ver uma manifestação da substância universal e as leis que regem nosso sistema planetário. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todos se reúnem entre o esquadro e o compasso para recordar estas festividades. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Queridos Irmãos que esta sublime noite de solstício leve os nossos espíritos a clareza suficiente para examinar o caminho percorrido em nossa Augusta Ordem e na vida profana. Que nos faça ser mais virtuosos tolerantes e fraternos. Enlacemos nossas mãos desejando um futuro melhor para a humanidade e na que nossos postulados sejam realidade. Aproveitemos o calor do astro rei para recomeçar com mais brio nossa incessante busca da verdade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-5904273404205862545?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/5904273404205862545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=5904273404205862545&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/5904273404205862545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/5904273404205862545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/09/o-solsticio-e-nossa-ordem.html' title='O Solstício e Nossa Ordem'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-5051787259883679293</id><published>2010-07-06T02:38:00.002-03:00</published><updated>2010-07-06T11:07:39.299-03:00</updated><title type='text'>Hitler e a Maçonaria</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;strong&gt;HITLER E A MAÇONARIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 138px; DISPLAY: block; HEIGHT: 252px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490794049507307938" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/TDM4GLe2MaI/AAAAAAAABak/D1u5mi7sh0A/s320/Hitler.bmp" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A Maçonaria desenvolve-se nas Organizações Maçônicas tendo por base a literatura que nela é produzida ou consultada. Um conjunto vasto de obras Maçônicas fazia parte do núcleo das bibliotecas das lojas alemãs.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Segundo as estimativas do Museu Alemão da Maçonaria em Bayreuth, esta literatura constituía o núcleo da investigação maçônica. Uma biblioteca que crescia de forma exponencial. Em 1930, na Alemanha, a coleção maçônica situar-se-ia nos 200.000 livros.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Este franco e interessante desenvolvimento foi abruptamente interrompido quando Hitler chegou ao poder. Fecharam-se as Lojas Maçônicas. A sua propriedade foi confiscada. Bibliotecas de várias Lojas foram queimadas. A GESTAPO chamou a si muitas dessas bibliotecas e material. Que foram posteriormente entregues à Biblioteca profissional das SS, a Reichsfuhrer Heinrich Himmler.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A guerra e os saques na Alemanha prejudicaram a Maçonaria. E quem desejar aprofundar as informações aqui trazidas, recomendo a leitura de uma actualização realizada e publicada na revista anual da Biblioteca da Universidade na Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;No entanto, o Sr. Herbert Schneider, Diretor do Museu Maçônico Alemão entre 1980 e 1996 e o Sr. Hans-Georg van Waveren Lesser, Diretor do Museu Maçônico Alemão entre 1996 a 2002, dizem-nos que após terem consultado os membros da Loja em 1933, houve por parte da Alemanha a compra de material maçônico que iria servir de contrapropaganda.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Que após a formação do Reichssicherheitshauptamt (principal gabinete de segurança) a biblioteca geral maçônica foi incorporada no escritório VII (Reichssicherheitshauptamt Amt VII). E com a anexação da Áustria na Grande Alemanha (o chamado "Anschluss"), as coleções Maçônicas das Lojas da Áustria encheram o caminho da pilhagem nazista.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Esclarece o professor Andrzej Karpowicz que o ano de 1940 foi "próspero" na sucessiva pilhagem, pela rápida conquista de muitos dos países e uma surpresa para muitos maçons das Lojas da Escandinávia e Europa Ocidental. Este processo de pilhagem foi muito bem organizado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Os nazistas saquearam, por exemplo, a Grande Loja da Holanda e a Grande Loja da Noruega. Ocorreu o mesmo na Bélgica e na França.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Na França, depois da derrota inicial em 1940 os registros dos membros do Grande Oriente de França e da Grande Loja de França foram saqueados e muitos deles destruídos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A GESTAPO assumia temporariamente os edifícios das obediências francesas. Os homens da Einsatzstab saquearam uma parte significativa dos arquivos. Que depois entregavam a colaboradores, protegidos pelas SS a fim de usarem esse material em propaganda anti-maçônica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Havia dois centros em Paris. Um era liderado por Bernard Fay, situado na Biblioteca Nacional e que exploravam os materiais roubados do acervo do Grande Oriente de França. O outro se chamava "Centre d'Action", local dirigido por Henri Coston e continha as coleções roubadas da Grande Loja da França.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Mais tarde, estas coleções na Alemanha foram retiradas ou evacuadas de vários locais onde se preservavam. Especialmente quando a Alemanha começou a sofrer ataques aéreos das forças aliadas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Para que se perceba o que ocorreu a tanta informação maçônica, esclarece-se que a maior parte das coleções da Grande Loja da Holanda foram descobertas pelas tropas americanas na Vila de Hirzenhain em 1946. Um oficial americano que foi maçom ordenou às tropas que as reenviassem de volta. Várias coleções de material maçônico disperso foram interceptadas por soldados americanos e ingleses e enviadas para os Estados Unidos e para a Grã-Bretanha.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Mas as coleções de Berlin, parte da Boémia e de Wilkanóv foram recolhidas pelo Exército Vermelho e declaradas "despojos de guerra", sendo enviados para Moscou. Apesar de haver ainda na Alemanha excelentes documentos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A Universidade Livre de Berlin tem em seu poder alguns livros da biblioteca da Grande Loja dos Três Globos em Berlim. Carregando ainda marcas da prateleira da biblioteca Reichsfuhrer escrito a lápis.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Muitas destas coleções Maçônicas estarão perdidas para sempre. Coleções de músicas Maçônicas foram também perdidas, reconhecendo-se que ainda se conseguiram fazer prevalecer algumas das mais belas coleções e obras poéticas. Recitadas ou lidas em ocasiões de diversos festivais maçônicos.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-5051787259883679293?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/5051787259883679293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=5051787259883679293&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/5051787259883679293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/5051787259883679293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/07/hitler-e-maconaria.html' title='Hitler e a Maçonaria'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/TDM4GLe2MaI/AAAAAAAABak/D1u5mi7sh0A/s72-c/Hitler.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-7562246816756651815</id><published>2010-06-21T19:16:00.002-03:00</published><updated>2010-07-06T11:15:58.926-03:00</updated><title type='text'>Para refletir...</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;UM ESTRANHO VISITANTE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Texto do Irmão Jaime B. de Oliveira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 141px; DISPLAY: block; HEIGHT: 185px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490796159460505906" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/TDM6A_q4-TI/AAAAAAAABas/vRrnlOl7E0w/s320/JC.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quando o Mestre de Cerimônias anunciou que a Loja estava composta, tudo fazia crer que naquela noite os trabalhos desenvolvidos pelos obreiros ali presentes, correriam dentro da normalidade, que habitualmente norteava os trabalhos de tal oficina.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Porém, a "normalidade" reinante nos trabalhos ali executados, diferenciava bastante da exigida e necessária não só numa sessão maçônica, mas também comportamento dos Irmãos que compunham o quadro de obreiros daquela Loja.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Há algum tempo que tal Loja estava dividida em grupos, cujas opiniões e pontos de vistas eram sempre divergentes. As sessões acabavam sempre com trocas de insultos e ofensas entre Irmãos. Quando um deles de posse da palavra atacava outros Irmãos, era aplaudido pelos que o apoiavam e vaiado pelos que compunham os grupos atacados. O Venerável Mestre, sempre confuso e por fora dos assuntos, não tinha pulso para controlar a situação, o que permitia que os trabalhos transformassem numa verdadeira bagunça.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Os grupos eram formados por Irmãos de uma mesma classe social, formando um universo só deles, com barreiras intransponíveis, isolando-se dos demais grupos de Irmãos. Havia o grupo dos médicos, dos doutores da lei, dos professores, dos banqueiros, dos comerciantes, dos políticos, os quais é claro, só apareciam em Loja na época de eleições, furando o bloqueio dos demais grupos, a fim de garantir alguns "votinhos". Afinal, pensavam eles, todos são Irmãos (especialmente em épocas de eleições).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Além destes, havia também outros grupos, como o dos proletários, ou "peões", como eram chamados os humildes assalariados. Sempre menosprezados pelos demais, os "peões" nunca ocupavam cargos em Loja, sendo somente lembrados quando algum trabalho deveria ser executado, é claro que tais trabalhos eram manuais, como por exemplo, limpar a Loja, pintar o muro, consertar os banheiros ou carregar alguma coisa. Nas festas eram sempre os "churrasqueiros" ou garçons e, claro, sempre os responsáveis pela limpeza ao término da festa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Afinal, diziam eles, peão é para estas coisas mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Se querem gozar do privilégio de conviver com pessoas "superiores", tem que contribuir com alguma coisa, e como proletário pouco tem a oferecer (embora fossem os únicos que andassem em dia com a tesouraria), que pelo menos trabalhem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Os trabalhos da Loja eram abertos e encerrados com um só "golpe de malhete", a ritualística fora esquecida, a freqüência era baixa, o tempo de estudos há muito não era executado e a fraternidade quase não existia, sendo que os Irmãos até chamavam-se entre si de "primos", a única filantropia que praticavam era nas proximidades do natal, quando faziam algumas cestas com alimentos para serem distribuídas aos necessitados, que os próprios Irmãos de encarregavam de distribuir, é claro, aos seus empregados e serviçais, fazendo assim a "filantropia marrom", ou seja, utilizando-se dos recursos da Loja para agradar a quem os serviu de alguma forma durante o ano...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Para os Irmãos, ou melhor, para os "primos" daquela Loja, tudo era normal. Entretanto, a reunião daquela noite não seria uma reunião "normal", tanto que todos os obreiros estavam presentes, fato ali jamais registrado, embora ninguém tivesse disto percebido, pois havia Irmãos que nem se conheciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo estava pronto para o início de mais uma sessão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Todos revestidos de suas insígnias! embora as alfaias usadas não dessem tal impressão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tinha gente com sapatos brancos, micro balandraus, aventais sujos, ternos claros com gravatas em cores berrantes, tudo em desacordo com qualquer regra ou regulamento...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A sessão ia iniciar. E como de praxe, foi aberta num só golpe de malhete.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Ora, para que perder tempo com ritualística e outras baboseiras, pensavam eles, afinal temos coisas mais importantes para nos preocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Balaústre foi lido rapidamente pelo Secretário, enquanto os demais presentes, ausentes a leitura, cochichavam outros assuntos. Em meio à leitura, ouviram três pancadas na porta do templo, sendo que de imediato o Cobridor Externo abriu a porta, mandando o recém chegado entrar sem formalidades, assinar o livro e sentar-se, a fim de não atrasar a leitura do balaústre. Tal procedimento ali era normal, sendo que o cobridor nem percebeu que o recém chegado não era do quadro e sim um visitante. Não havia Expediente e o Saco de Propostas e informações fez seu giro sem produzir nenhuma coluna gravada...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Passou-se então a Ordem do Dia, momento por todos esperados, pois certamente um assunto polêmico seria apresentado e mesmo que o assunto não fosse polêmico, eles o tornariam.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E não deu outra. Como sempre ali acontecia, imperou a bagunça, Irmãos ofendiam a Irmãos que discordavam de seus pontos de vistas, e um coro de vaias a aplausos a todo instante era ouvido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O visitante atônito a tudo assistia, incrédulo no que ali estava acontecendo. Após uma longa discussão, o assunto foi deixado sobre malhete para ser resolvido em outra oportunidade. Foi então que o Venerável percebeu que o Secretário nervosamente fazia-lhe sinais querendo comunicar alguma coisa, e deu-lhe a palavra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Venerável, achei no meio do livro de atas uma carta ainda fechada do Grande Oriente, cujo carimbo do selo é de três meses passados e no envelope têm o carimbo de "urgente", não sei como ela veio aqui parar, talvez num dos dias em que faltei alguém a colocou dentro do livro e ali ficou esquecida, se o Venerável consentir, embora fora de ordem, eu a lerei para a oficina.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Venerável concordou, iniciando o Secretário a leitura.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- "Serve a presente para comunicar a todas as Lojas que o nosso Grão Mestre teve uma visão, na qual fora ele avisado que próximo está o Dia do Juízo Final, que um enviado da Grande Loja do Céu, ao Oriente Eterno, descerá à terra para os preparativos, e que o mesmo deverá visitar as Lojas a fim de discutir com os Irmãos tal evento, e blá, blá, blá, blá, blá, blá...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ao terminar a leitura o silêncio era total (coisa ali pouco comum). Os Irmãos olhavam-se entre si, sem saber o que dizer ou fazer, até que alguém de uma das colunas levantou-se dizendo:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Não acho justo, Venerável Mestre, esta atitude tomada pela Grande Loja do Céu de mandar um enviado à terra assim às pressas, a coisa não pode ser deste jeito, é necessário um tempo para a nossa preparação, para que possamos por um pouco de ordem na casa. Não estamos aqui a disposição da Grande Loja do Céu para que um enviado seu aqui venha em data por eles marcada para discutirmos o Juízo Final. Se formos os "justos e perfeitos" da terra, podemos e devemos solicitar um adiamento de tal evento, para que tenhamos tempo de melhor nos prepararmos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- De acordo, bradou outro irmão, assim poderemos fazer as pazes com os Irmãos com que estamos brigados e também praticar um pouco de filantropia de verdade, o que não fazemos a algum tempo. Além do mais, estou saindo de férias e pretendo viajar pela Europa, ora, se o juízo final for agora, serei prejudicado, afinal faz uns bons anos que estou planejando esta viagem, portanto creio que o adiamento será uma boa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-Também estou de acordo, disse um dos proletários, (coisa rara, pois eles normalmente ficavam sempre quietos), justo agora que vou ser promovido na firma onde trabalho vem esta de Juízo Final, ora, o mundo que acabe noutra época. Vamos nos unir e dar um jeito de evitar tal coisa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Concordo com o Irmão, disse o orador. Sugiro que enviemos uma prancha ao nosso Grande Oriente solicitando o adiamento do Dia do Juízo Final, bem como a vinda desse Enviado da Grande Loja do Céu, pois poderemos terminar nosso templo, fazer uma creche ou um orfanato, reativar a Fraternidade Feminina e a Ação Para-maçônica Juvenil, que deixamos e até incentivamos que acabassem e, sobre tudo, por um pouco de ordem em nossa Loja, pois assim tenho certeza que ganharemos alguns "pontinhos" com o pessoal lá de cima.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- E como o nosso Grande Oriente entrará em contato com a Grande Loja do Céu? Perguntou o Secretário.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Ora, disse o Tesoureiro, isso é um problema deles, pagamos tantas taxas que uma delas é para o contato com a Grande Loja do Céu.&lt;br /&gt;A questão foi colocada em votação e o Mestre de Cerimônias, levantando-se, contou os votos e disse:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Por unanimidade Venerável Mestre!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-Unanimidade???!!! Ora, há muito tempo que esta palavra não era ali proferida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Foi então que o Venerável Mestre percebeu que um dos presentes não tinha levantado a mão, corrigindo então o Mestre de Cerimônias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Pela maioria não, meu irmão, um dos obreiros não concordou com a idéia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Portanto não foi ainda desta vez que ali houvesse unanimidade em alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Intrigado, o Venerável Mestre coçou os olhos, limpou os óculos, e fixou bem os olhos naquele Irmão que não levantara a mão, tentando lembrar o seu nome. Não conseguindo, chamou o Primeiro Diácono indagando-lhe o nome daquele Irmão, sendo que o Primeiro Diácono disse que não o conhecia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Venerável perguntou a outros Irmãos que estavam no Oriente, e nenhum deles conhecia tal obreiro. Todo atrapalhado pediu ao Irmão que se levantasse, e perguntou-lhe:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Sois membro desta Loja?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-Não! Respondeu o visitante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-Um visitante! Disse baixinho o Orador, justo um visitante vem discordar de nossas idéias! Façamos um trolhamento nele! Exigiu.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sem saber o que fazer, o Venerável iniciou um trolhamento todo confuso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Vieste de uma Loja justa e perfeita?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Vim de uma imensa Loja, onde somente entram os justos e perfeitos, e impera o amor e a fraternidade! Respondeu o visitante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- E São João? A Loja é de São João? Perguntou todo confuso o Venerável, tentando achar no ritual a página onde estava o trolhamento, não a achando, o que o deixava ainda mais confuso e nervoso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Ah, João! Está ficando um gozador de mão cheia, pois foi ele que me convenceu a iniciar meu trabalho nesta Loja, dizendo-me que aqui encontraria a fraternidade, estaria entre homens justos e perfeitos, defensores da moral e dos bons costumes. Acho que João não está bem informado das coisas, pois não vi aqui nada do que ele me falou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Todo confuso e cada vez mais nervoso, sem conseguir achar a página que queria do ritual e sem se lembrar do trolhamento, voltou o Venerável a perguntar:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- E as virtudes? Cavam masmorras ao vício, lá de onde viestes?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Como já disse, vim de um lugar de homens justos e perfeitos, que para lá entrarem cavaram aqui na terra masmorras ao vício e levantaram templos à virtude, coisas que esperava que vocês aqui na terra estivessem fazendo, o que vejo que não fizeram. Virtudes pelo menos, aqui não vi nenhuma, e também não estão cavando masmorras ao vício, pois os cinzeiros da Sala dos Passos Perdidos estão cheios de cotos de cigarros. Se não são capazes de afastar do mais simples dos vícios, que diria dos outros?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Retiro-me entristecido, continuou o visitante, pois aqui esperava encontrar verdadeiros homens de bem, de uma causa nobre e justa. Esqueceram vossos juramentos e compromissos, sua sublime doutrina e ensinamentos foram trocados por paixões pessoais, orgulho e ganância. Desonraram vossos antepassados destruindo o que de bom eles fizeram.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;-De vós tenho pena.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Terminando de falar, dirigiu-se às colunas, fez os cumprimentos, voltou-se às portas, que sozinhas se abriram e sozinhas se fecharam. Somente neste instante, perceberam que o estranho visitante vestia-se de branco e suas alfaias eram douradas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ante ao espanto geral, o Venerável pediu ao Chanceler para ver no Livro dos Visitantes de onde veio e qual o nome daquele estranho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Atônito, o Chanceler leu na página do livro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Jesus Cristo, mestre dos mestres, Venerável da Grande Loja do Céu. Oriente Eterno...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E A VOSSA LOJA ESTA PREPARADA PARA RECEBER ESTE ILUSTRE VISITANTE?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-7562246816756651815?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/7562246816756651815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=7562246816756651815&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7562246816756651815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7562246816756651815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/06/para-refletir.html' title='Para refletir...'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/TDM6A_q4-TI/AAAAAAAABas/vRrnlOl7E0w/s72-c/JC.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-7530842050314400416</id><published>2010-06-05T17:55:00.001-03:00</published><updated>2010-06-05T17:55:40.838-03:00</updated><title type='text'>Um Pouco sobre a Grécia</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#c00000'&gt;&lt;strong&gt;"EDUCAÇÃO GREGA" &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;        A educação na Grécia teve formas diferentes. No decorrer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;				&lt;span style='color:black'&gt;deste trabalho, veremos essas diferenças. Em Esparta ela assume um papel de preparação para a guerra. Entretanto, em Atenas assume um papel mais intelectual. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Na Grécia  foi o local onde fluiu a sofistica, mesmo que, não tenha sido a Grécia o local de origem da sofistica. Os sofistas tiveram grande importância na profissionalização da educação. Além disso, a Grécia é considerada como o berço da pedagogia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      No decorrer deste trabalho veremos todos esses aspectos da educação grega e as contribuições que ela trouxe até os dias de hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;span style='color:#7030a0'&gt;&lt;strong&gt;A ANTIGUIDADE GREGA: A PAIDÉIA &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;        Foi devido ao poder econômico de seu império que a Pérsia conseguiu dominar todo o oriente. No entanto, vencidos contra os gregos, os persas perderam o predomínio sobre os outros Estados da Antigüidade. Dessa forma, a hegemonia econômica se deslocou das civilizações do Oriente próximo para a civilização grega. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Veremos a seguir como a civilização grega conquistou o poderio econômico sobre todo o mundo antigo e acabou perdendo-o para o Império Romano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;* Período Pré-Homérico (2500-1100 a.C.), período que aconteceu a formação do povo grego. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;* Período Homérico (1100-800 a.C.), fase retratada pelos poemas de Homero, Ilíada e Odisséia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;* Período Arcaico (800-500 a.C.), fase da formação das cidades-estado: a escrita, a moeda, a lei e a pólis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;* Período Clássico (500-400 a.C), fase correspondente ao apogeu da civilização grega. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;* Período Helenístico (336-146 a.C.), fase da decadência da Grécia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      A Grécia está localizada a leste do mar Mediterrâneo, na Península Balcânica, apresentando relevo acidentado e um litoral recortado por golfos e bóias, banhado pelo mar Egeu e pelo mar Jônio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      O território grego é cortado ao meio pelo golfo de Corinto. Ao norte desse golfo localiza-se a Grécia continental; ao sul, a Grécia peninsular. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Devido ao relevo marcadamente montanhoso, a prática da agricultura releva-se difícil na Grécia, registrando-se um quinto das terras. Assim, o comércio tornou-se a atividade econômica básica. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#7030a0'&gt;&lt;strong&gt;FORMAÇÃO DO POVO GREGO &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;       O período anterior à formação do povo grego é denominado pré-Homérico, ou da Grécia Primitiva na região ocupada pela população autóctone - isto é, originária da própria região -, desenvolveu-se a civilização creto-Micênica, cujos principais centros eram a cidade de Micenas e a Ilha de Creta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Os cretenses foram fundadores do primeiro império marítimo de que se tem notícia, e os mesmos cultivavam vinhas, cereais e oliveiras que utilizavam para seu próprio consumo ou para exportar para outras regiões. Ensinados por outros povos tornaram-se hábeis artesãs, trabalhando principalmente com metais e cerâmica. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Utilizando as madeiras , construíram navios de até vinte metros de comprimento. São famosos seus edifícios públicos, embora não tenham ficado vestígios dessas construções. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Cnossos, a capital de Creta, era uma cidade de grandes palácios, onde viviam reis (chamados Minos) cercados de uma poderosa nobreza, o que refletia sua pujança econômica. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      A partir do século XX a.C., sucessivas invasões de tribos nômades, de origem indo-européia, abalaram o vigor cultural creto-micênico. Aqueus, Jônios, Eólios e Dórios saquearam e destruíram a região e assimilaram parte dos costumes e das instituições formando, pela mistura racial e cultural, o povo grego. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      A civilização Micênica se desenvolve desde o início do segundo milênio, constituída por diversos povos, sobretudo os Aqueus, que se estabeleceram com um regime de comunidade primitiva. Com o tempo, forma-se uma aristocracia militar: a figura do guerreiro tem importância cada vez maior, e os chefes mais destacados vivem nos castelos de Tirinto e Micenas. No século XII a. C., partem Agaménon, Aquiles e   Ulisses para sitiar e conquistar Tróia, no litoral da Ásia Menor. No final desse mesmo século ocorre a invasão dos Bárbaros Dórios, que mergulham a Grécia em um período obscuro até o século IX. Muitos Aqueus fugiram para a Ásia Menor, onde fundam colônias e prosperam pelo comércio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style='color:#7030a0'&gt;AS TRANSFORMAÇÕES DA MENTALIDADE: DO MITO À RAZÃO.&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;  A Concepção mítica do homem nos poemas homéricos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Até o século VI a.C. pode-se dizer que na Grécia ainda predomina uma concepção mítica do mundo. Isso significa que as ações humanas se acham explicadas pelo sobrenatural, pelo destino, pela interferência divina. Os mitos gregos são escolhidos pela tradição e são transmitidos oralmente pelo aedos e rapsodos, cantores ambulantes que dão forma poética a esses relatos e os recitam de cor em praça pública.    Dentre estes, destacamos Homero, provável autor das epopéias Ilíadas, que trata da guerra de Tróia (Illion, em grego), e da Odisséia, que relata o retorno de Ulisses (odisseus, em grego) a Ítaca, após a guerra de Tróia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#7030a0'&gt;&lt;strong&gt;A Emergência da Consciência Racional &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      O surgimento da filosofia na Grécia não é na verdade, um salto realizado por um povo privilegiado, mas a culminância de um processo que se fez através de milênios e para o qual concorreram diversas transformações. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;- A escrita gera uma nova idade mental fixando a palavra, e conseqüentemente, o mundo para além daquele que o profere. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;- E o advento da lei escrita ? Drácon, Sólon e Clístenes são os primeiros legisladores que marcam uma nova era. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;- A invenção da Moeda desempenha um papel revolucionário. Muito mais do que um metal precioso que se troca por qualquer mercadoria, a moeda é um artifício racional, uma convenção humana, uma noção abstrata de valor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;- A pólis se faz pela autonomia da palavra: não mais a palavra mágica dos mitos, concedida pelos deuses e, portanto, comum a todos, mas a palavra humana do conflito, da discussão, da argumentação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;- Decorre disso tudo uma nova concepção de virtude (areté), diferente da virtude do guerreiro belo e bom. Se antes a virtude era ética, aristocrática, agora é política, voltada para o ideal democrático da igual repartição do poder. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;- A filosofia, "filha da cidade": a filosofia surge como problematização e dicursão de uma realidade antes não questionada pelo mito. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style='color:#7030a0'&gt;A EDUCAÇÃO ESPARTANA &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;       Grécia achava-se dividida em Cidades-Estado, das quais as mais conhecidas são as antagônicas Esparta e Atenas. Esparta ocupava o fértil vale do rio Eurotas, na região da Lacônia, ao sudeste da península do Peloponeso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      No oitavo e no sétimo século a.C, Esparta travou uma guerra com Missênia. Essa guerra teve por motivo básico o desejo de Esparta de se apoderar das terras férteis dessa região, que eram as melhores de todo o Peloponeso."(PEDRO. Antônio &amp;amp; CÁCERES. Florival. História Geral. p. 48). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      "Por volta do século IX, o legislador Licurgo organiza o Estado e a educação. De início os costumes não são tão rudes, e a formação militar é entremeada com a esportiva e a musical. Com o tempo e, sobretudo no século IV a.C. quando Esparta derrota Atenas - o rigor da educação se assemelha à vida de caserna" (ARANHA. Maria Lúcia de Arruda. História da Educação. p. 38). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      "A visão que os gregos tinham do mundo os distinguia de todos os demais povos do mundo antigo, ao contrário destes, os gregos em vez de colocarem a razão humana a serviço dos deuses ou dos deuses monarcas, enalteceram a razão como instrumento a serviço do próprio homem (...) Recusavam qualquer submissão aos sacerdotes e tampouco se humilhavam diante dos seus deuses. Glorificavam o homem como o ser mais importante do universo (...) O primeiro povo a enfrentar explicitamente o problema da natureza, as idéias, as tarefas e objetivos do processo educativo foi o povo grego. Os alicerces institucionais dessa atitude encontram-se na realidade sócio-poética da Grécia, processo que se realiza entre 1200 e 800 a.C. Trata-se do período pré-Homérico (GILES. Thomas Ranson. História da Educação. p. 11). Esse período recebeu esse nome, devido ao conhecimento baseado na interpretação da lendas contidas nos poemas épicos: A ILÍADA e A ODISSÉIA, que a tradição atribui ao poeta grego Homero (op. cit. p. 46) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      "Nessa época as principais ocupações são a agricultura e o pastoreio. Excetuando-se algumas formas de artesanato, não há especialização, e a estratificação da sociedade é mínima" &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;  EDUCAÇÃO ATENIENSE &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Atenas passou pelas mesmas fases de desenvolvimento de Esparta; mas enquanto Esparta se deteve na fase guerreira e autoritária, Atenas priorizava a formação intelectual sem deixar de lado a educação física que não se reduzia apenas a uma simples destreza corporal, mas que vinha acompanhada por uma preocupação moral e estética. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      A primeira parte de sua cultura aparecem formas simples de escolas e a educação deixa de ficar restrita à família e a partir dos 7 anos começava a educação propriamente dita, que compreendia a educação física, a música e a alfabetização. O pedotriba era o responsável em orientar a educação física na palestra onde os exercícios físicos eram praticados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Além da educação física, a educação musical era extremamente valorizada não se limitando apenas à música, mas também a poesia, canto e a dança. Os locais que eram praticados eram geralmente as palestras ou, então, em lugares especiais. O ensino elementar como a leitura e a escrita durante muito tempo não teve a sua devida atenção como teve as práticas esportivas e musicais tanto que os mestres eram geralmente pessoas humildes e mal pagas e não tinham tanto prestigio quanto o instrutor físico. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Com o passar do tempo foi se exigindo uma melhor formação intelectual delineando-se três níveis de educação: elementar, secundária e superior. O didáscalo era o responsável em ensinar a leitura e a escrita em locais não definidos e com métodos que dificultam a aprendizagem e por volta dos 13 anos completava-se a educação elementar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Aqueles que tinham maiores condições de continuar os seus estudos entravam para a educação secundária ou ginásio onde, inicialmente, eram praticados os exercícios físicos e musicais, mas com o tempo deu-se lugar as discussões literárias abrindo espaço para o estudo de assuntos gerais como a matemática, geometria e astronomia principalmente a partir das influências dos professores. O termo secundário chegou mais próximo do seu conceito atual quando foram criadas as bibliotecas e salas de estudos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Dos 16 aos 18 anos, a educação superior só se dá com os sofistas, que mediante retribuições elevadas se encarregavam de preparar a juventude para a oratória. Sócrates, Platão e Aristóteles também ministravam a educação superior. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Neste contexto não havia uma preocupação com o ensino profissional, pois estes eram aprendidos no próprio mundo do trabalho com exceção da medicina que era uma profissão altamente valorizada entre os gregos e que tomavam como parte integrante da cultura grega. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='color:#7030a0'&gt;&lt;strong&gt;A EDUCAÇÃO NO PERÍODO HELENÍSTICO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;        No final do século IV a. C., inicia-se a decadência das cidades-estados gregos assim como a sua autonomia e a força da cultura helênica se funde à das civilizações que a dominam se universaliza e converte-se em helenísticas; nesse período a antiga Paidéia, torna-se enciclopédia ou seja, educação geral" consistindo na ampla gama de conhecimentos exigidos na formação do homem culto diminuindo ainda mais o aspecto físico e estético. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Nesse período eleva-se o papel do pedagogo com a criação do ensino privado e o desenvolvimento da escrita, leitura e o cálculo. O conteúdo abrangente das disciplinas humanistas (gramática, retórica e dialética) e quatro científicas (aritmética, música, geometria e astronomia). Além do aperfeiçoamento do estudo da filosofia e, posteriormente, o de teologia na era cristã. Inúmeras escolas se espalham e da junção de algumas delas (Academia e Liceu) é formada a Universidade de Atenas, foco importante de fermentação intelectual, que perdura inclusive no período de dominação romana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;PERÍODO CLÁSSICO &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;        Atenas havia se tornado o centro da vida social, política e cultural da Grécia, em virtude do crescimento das cidades, do comércio, do artesanato e das artes militares. Atenas viva seu momento de maior florescimento da democracia. "A democracia grega possuía duas características de grande importância para o futuro da filosofia. Em primeiro lugar, a democracia afirmava a igualdade de todos os homens adultos perante as leis e o direito de todos de participar diretamente do governo da cidade, da polis. Em segundo lugar, e como conseqüência, a democracia, sendo direta e não por eleição de representantes no governo, garantia a todos a participação no governo e os que dele participavam tinham direito de exprimir, discutir e defender em público suas opiniões sobre as decisões que a cidade deveria tomar. Surgia assim, a figura do cidadão". (CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia, p. 36). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Contudo, é bom lembrarmos que as opiniões, não eram simplesmente jogadas às assembléias e aceitas por elas, era necessário que o cidadão além de opinar, falar, deveria também buscar persuadir a assembléia, daí o surgimento de profundas mudanças na educação grega, pois antes da democracia as famílias aristocratas eram donas não só da terra como também do poder. A educação possuía um padrão criado por essas famílias que era baseado nos dois poetas gregos Homero e Hesíodo que afirmava que o homem ideal era o guerreiro belo e bom. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Entretanto, com a chegada da democracia, o poder sai das mãos da aristocracia e, "esse ideal educativo vai sendo substituído por outro. O ideal de educação do Século de Péricles é a formação do cidadão."(IDEM. P. 36) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      O cidadão somente se faz cidadão a partir do momento em que exerce seus direitos de opinar, discutir, deliberar e votar nas assembléias. Dessa forma, o novo ideal de educação é a formação do bom orador, ou seja, aquele que saiba falar em público e persuadir os outros na política. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Para suprir a necessidade de dar esse tipo de educação aos jovens em substituição a educação antiga, surgem os sofistas que foram os primeiros filósofos do Período Clássico. Em síntese, os sofistas surgem por razões políticas e filosóficas, entretanto, mais por funções políticas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Os sofistas foram filósofos que surgiram de várias partes do mundo e não tinham, portanto, uma origem bem definida. "Sofista significa (...) "sábio" - "professor de sabedoria". (...)[Em] um sentido pejorativo, passa a significar "homem que emprega sofismas", ou seja, homem que usa de raciocínio capcioso, de má-fé com intenção de enganar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Os sofistas contribuíram bastante para a sistematização da educação. Eles se julgavam sábios, possuidores da sabedoria e como Atenas passava por uma fase de crescimento cultural e econômico e paralelo a isto, o surgimento da democracia, os sofistas ensinavam principalmente a retórica, que é a arte da persuasão, instrumento principal para o cidadão que vivia a democracia. Contudo, é bom ressaltar que não ensinavam de graça, mas cobravam, e bem, por seus ensinamentos. Isso teve grande contribuição na profissionalização da educação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Entretanto, por cobrarem e se julgarem sábios e possuidores da sabedoria, foram bastante criticados por Sócrates e seus seguidores, haja vista que para Sócrates o verdadeiro sábio é aquele que reconhece sua própria ignorância. Para combater os sofistas, Sócrates desenvolve dois métodos que são bastante conhecidos até os dias de hoje: a ironia e a maiêutica. O primeiro consiste em conduzir, através de questionamentos, o ouvinte que até o momento está convencido de que domina completamente determinado conteúdo, de que este não sabe realmente tudo. A partir do momento em que este se convence disto, Sócrates passa a utilizar o segundo método que é a maiêutica, que significa dar luz às idéias. Nesse momento o ouvinte consciente de que não sabe tudo busca saber mais buscando respostas por si próprias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style='color:#7030a0'&gt;&lt;strong&gt;A PEDAGOGIA GREGA &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#7030a0'&gt;&lt;strong&gt;  &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      O termo pedagogia é de origem grega e deriva da palavra paidagogos, nome dado aos escravos que conduziam as crianças à escola. Somente com o tempo, esse termo passa a ser utilizado para designar as reflexões feitas em torno da educação. Assim, a Grécia clássica pode ser considerada o berço da pedagogia, até porque é justamente na Grécia que tem início as primeiras reflexões acerca da ação pedagógica, reflexões que vão influenciar por séculos a educação e a cultura ocidental. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Os povos orientais acreditavam que a origem da educação era divina. O conhecimento que circulava na comunidade resumia-se aos seus próprios costumes e crenças. Essa realidade impedia uma reflexão sobre a educação, uma vez que esta era rígida e estática, fruto de uma organização social teocrática. A divindade, portanto, era autoridade máxima, logo, sua vontade não poderia ser contestada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Na Grécia Clássica, pelo contrário, a razão autônoma se sobrepõe às explicações puramente religiosas e místicas. A inteligência crítica, o homem livre para pensar e formar os juízos a cerca da sua realidade, preparado não para submeter-se ao destino, mas para influenciar e ser agente de transformação como cidadão, eis no que se resume a revolucionária concepção grega da educação e seus fins. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Dentro dessa nova mentalidade, surgem várias questões cuja reflexão visa enriquecer os fins da educação. Como por exemplo: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;- O que é melhor ensinar? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;- Como é melhor ensinar? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Essas questões enriquecem as reflexões de vários filósofos e dão origem à dimensões tendenciosas. Para entendermos melhor é necessário fazermos a divisão clássica da filosofia grega, não esquecendo que o eixo central é Sócrates: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Período pré-socrático (Século VII e VII a.C.); os filósofos das colônias gregas que iniciam o processo de separação entre a filosofia e o pensamento mítico. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Período socrático (Séculos V e IV a.C.) Sócrates, Platão e Aristóteles. Os sofistas são contemporâneos de Sócrates e alvos de suas críticas. Sócrates também é desse período. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Período pós-socrático (Séculos III e II a.C.) época helenística, após a morte de Alexandre. Fazem parte ainda as correntes filosóficas mais famosas: o estoicismo e o epicurismo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style='color:#7030a0'&gt;&lt;strong&gt;PERÍODO PRÉ-SOCRÁTICO &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;        O período pré-socrático inicia-se por volta do século VI a.C., quando aparecem os primeiros filósofos nas colônias gregas da Jônia e na Magna Grécia. Podemos dividi-los em várias escolas: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Escola Jônica: fazem parte os seguintes filósofos: Tales, Anaximandro, Anaxímenes, Heráclito, Empídoeles; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Escola Itálica: Pitágoras; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Escola Eleática: Xenófones, Parmênides, Zenão; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Escola Atomista: Gencipo e Demócrito. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Esse período caracteriza-se como uma nova forma de analisar e ver a realidade. Antes esta era analisada e entendida, apenas do ponto de vista mítico, agora é proposta o uso da razão, o que não significa dizer que a filosofia vem para romper radicalmente com o mito, mas sim para suscitar o uso da razão no esclarecimento, sobretudo da origem do mundo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Os antigos relatos míticos da origem, inicialmente transmitidos oralmente e depois transformados em poemas por Homero e Hesíodo, são questionados pelos pré-socráticos, cujo objetivo principal é explicar a origem do mundo a partir do "arché" ou seja, o elemento originário e constitutivo de todas as coisas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Nessa busca de desvendar racionalmente a origem, cada um surge com uma explicação diferente, como por exemplo: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;- Tales: a origem é a água; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;- Anaxímenes: a origem é o ar; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;- Anaximandro: a origem está no movimento eterno que resulta na separação dos contrários (quente e frio, seco e úmido, etc.) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;- Heráclito: tudo muda, tudo flui. A origem reside num constante 'devir". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;- Parmênides: A origem está na essência: o que é, é e não pode ser ao mesmo tempo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Outra diferença que podemos notar entre a filosofia nascente e as concepções míticas é que esta era estática, ou seja, não admitia reflexões ou discordância. A filosofia nascente por sua vez, deixa o espaço livre para reflexão, daí cada filósofo surgir com uma explicação diferente para o "arché", ou seja, a origem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Apesar dessas diferenças, vale ressaltar que não há uma ruptura radical com o pensamento mítico, permanecendo este, presente em algumas explicações desses filósofos frente às divindades, uma vez que este não aceita a interferência dessas nas explicações. Assim, a "phisys" (natureza)é dessacralizada e todas as afirmações passam a exigir fatos que justifiquem as idéias expostas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Toda essa mudança de pensamento é de fundamental importância para o enriquecimento das reflexões pedagógicas em busca de uma educação ideal que faça do homem grego senhor de si mesmo, combatendo assim, as velhas idéias de submissão às explicações puramente mitológicas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style='color:#7030a0'&gt;&lt;strong&gt;O PENSAMENTO DE PLATÃO &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;        Se Sócrates foi o primeiro grande educador da história, Platão foi o fundador da teoria da educação, da pedagogia, e seu pensamento foi baseado na reflexão pedagógica, associada à política. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Platão nasceu em Atenas (428 -347 a.C.) de família nobre. Foi discípulo de Sócrates, que induziu ao estudo da filosofia. O vigor de seu pensamento nos faz questionar sempre o que de fato é socrático e que já é sua criação original. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Para que possamos compreender a proposta de Platão, não podemos dissociá-la do projeto inicial que é, antes de tudo, político: vejamos algumas características do pensamento filosófico de Platão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Platão se preocupou a vida inteira com os problemas políticos. A situação de seu país, saído de uma tirania, o impede de participar ativamente da vida política, em compensação, de dica a esta, grande parte de seus escritos entre eles as obras mestras, A República e as leis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      No livro VII de A República, Platão relata o mito da caverna. A análise deste mito pode ser feita pelo menos sob dois pontos de vista: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;1. Epistemológico (relativo ao conhecimento): compara o acorrentado ao homem comum que permanece dominado pelos sentidos e só atinge um conhecimento imperfeito da realidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;2. Político: quando o homem se liberta dos grilhões é o filósofo, ultrapassa o mundo sensível e atinge o mudo das idéias, passando da opinião à essência, deve se dirigir aos homens para orientá-los. Cabe ao sábio dirigir, sendo-lhe reservada a elevada função da ação política. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style='color:#7030a0'&gt;&lt;strong&gt;A UTOPIA PLATÔNICA &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;        Platão propõe uma utopia, onde são eliminadas a propriedade e a família, e todas as crianças são criadas pelo estado, pois para Platão, as pessoas não são iguais, e por isso devem ocupar posições diferentes e serem educadas de acordo com essas diferenças. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Até os 20 anos, todos merecem a mesma educação. Ocorre o primeiro corte e definem-se quem tem "alma de bronze", são os grosseiros, devem se dedicar a agricultura, comércio e ao artesanato. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Mais dez anos de estudo, se dá o segundo corte. Aqueles que têm "alma de prata". É a virtude da coragem. Serão guerreiros que cuidarão da defesa da cidade, e a guarda do rei. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Os que sobrarem desses cortes por terem "alma de ouro" serão instruídos na arte de dialogar e preparados para governar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Quando analisamos o postulado platônico voltado para sua época, é visível uma dicotomia na relação corpo e espírito. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Na Grécia Antiga, o cuidado com o aspecto físico do corpo merecia uma atenção muito especial. No entanto, Platão apesar de reconhecer a importância atribuída aos exercícios físicos, acreditava que outra educação merecia relevante atenção ao ponto de ser superior às questões corporais. Trata-se da educação espiritual. No desenvolvimento de seus argumentos, ao tratar da superioridade da alma sobre o corpo, Platão explicita que a alma ao ter que possuir um corpo, torna-se degradante. Para Platão o corpo possui uma alma de natureza inferior que dividida em duas partes: uma que age irrefletidamente, de maneira impulsiva e outra voltada para os desejos e bens materiais. Argumenta ainda que todo problema humano esteja centrado na tentativa de superar a alma inferior através da alma superior. Se esta não controlar a alma inferior, o homem será incapaz de possuir um comportamento moral. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Nesta concatenação está explícito o ideal pedagógico na concepção platônica. O conhecimento para ele é resultado do lembrar-se do que a alma contemplou no mundo das idéias. Nesse sentido a educação consiste no despertar no indivíduo do que ele já sabe e não no apropriar de um conhecimento que está fora. Ele enfatiza ainda a necessidade da educação física no sentido de que esta proporcione ao corpo uma saúde perfeita, evitando que a fraqueza torne-se um empecilho à vida superior do espírito. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Outro aspecto na pedagogia platônica é a crítica que se faz aos poetas. Na época, a educação das crianças eram baseadas em poemas heróicos da época, contudo, ele diz que a poesia deveria ser restrito ao gozo artístico e não ser usada na educação. Argumenta que ao ser trabalhado uma imitação, como as dos textos das epopéias, o conhecimento verdadeiro torna-se cada vez mais distante: "o poeta cria um mundo de mera aparência". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Em Aristóteles (384-332 a.C.) podemos perceber outro aspecto da pedagogia grega. Apesar de ser discípulo de Platão, conseguiu ao longo do tempo, através de influências, inclusive a do seu pai, superar o que herdou de seu mestre. Aristóteles desenvolveu, ao contrário de Platão, uma teoria voltada para o real, onde procurava explicar o movimento das coisas e a imutabilidade dos conceitos. Trabalho totalmente divergente à superioridade do mundo das Idéias desenvolvida por Platão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Em seu raciocínio, ao explicar a imutabilidade dos conceitos, Aristóteles afirmava que todo ser possui um "suporte aos atributos variáveis", ou melhor, esse ser ou substância possui variáveis e que essas variáveis são, em síntese, características que geralmente damos a ele e ressalta que algumas dessas características assumem valores essenciais no sentido de que se estas faltarem o ser não será o que é. Por outro lado, existem outros que são acidentais, uma vez que sua variação necessariamente não irá alterar a essência do ser. Ex.: velho, novo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Outros conceitos também são usados por Aristóteles para a explicação do ser. Conceitos intimamente ligados como forma e matéria são em seu postulado ricos e, tal explicação, uma vez que ele considera a forma como princípio inteligível. Uma essência que determina a todos que são o que são. "Numa estátua, por exemplo, a matéria é o mármore; a forma é a idéia que o escultor realiza".&lt;/span&gt; A&lt;span style='color:black'&gt;ssim como os pré-socráticos Heráclito e Parmênides, Aristóteles, também se preocupou com o devir, com o movimento e conseqüentemente às suas causas. Ainda se utilizando dos conceitos de forma e matéria, ele argumenta que tudo tende a atingir a sua forma perfeita, assim uma semente de uma árvore, tende a se desenvolver e se transformar em uma árvore novamente. Dessa maneira tudo para Aristóteles tem um devir, um movimento, uma passagem do que ele chama de potência para o ato. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;      Aristóteles ao fazer tal abordagem, comenta ainda que o movimento assume algumas características: movimento qualitativo onde uma dada qualidade é alternada; movimento quantitativo em que se percebe a variação da matéria e por fim o movimento substancial onde o que se tem um existência ou inexistência, o que nasce ou que se destrói.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:14pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='color:red; font-size:12pt'&gt;Edson Rocha.∙.  ( Extraído do site &lt;a href='http://pedagogia.tripod.com/gregos.htm'&gt;&lt;span style='text-decoration:underline'&gt;http://pedagogia.tripod.com/gregos.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-7530842050314400416?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/7530842050314400416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=7530842050314400416&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7530842050314400416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7530842050314400416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/06/um-pouco-sobre-grecia.html' title='Um Pouco sobre a Grécia'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-7176068893447734425</id><published>2010-05-14T14:29:00.003-03:00</published><updated>2010-05-14T14:33:51.744-03:00</updated><title type='text'>Origem dos Numeros e seu Significado</title><content type='html'>No último dia 06/05, foi realizado o lançamento de nosso novo livro - A Origem dos Numeros e seus Significados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contamos com a presença de  Autoridades, jornalistas, Pesquisadores e Amigos (cerca de 200 pessoas), onde num clima de satisfação, nosso trabalho foi apresentado a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique no link abaixo e saiba mais sobre o assunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://clubedeautores.com.br/book/13260--A_Origem_Dos_Numeros_e_Seu_Significado"&gt;http://clubedeautores.com.br/book/13260--A_Origem_Dos_Numeros_e_Seu_Significado&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-7176068893447734425?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/7176068893447734425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=7176068893447734425&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7176068893447734425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/7176068893447734425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/05/origem-dos-numeros-e-seu-significado.html' title='Origem dos Numeros e seu Significado'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-6329441775512075758</id><published>2010-04-28T13:22:00.001-03:00</published><updated>2010-04-28T13:22:16.582-03:00</updated><title type='text'>A Taxa Camarae</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;A Taxa Camarae do Papa Leão X(1513-1521)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;Nas origens dos problemas atuais&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um dos pontos culminantes da corrupção humana&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br/&gt;A Taxa Camarae é um tarifário promulgado em 1517, pelo papa Leão X (1513-1521) destinado a vender indulgências, ou seja, o perdão dos pecados, a todos quantos pudessem pagar umas boas libras ao pontífice. Como veremos na transcrição que se segue, não havia delito, por mais horrível que fosse, que não pudesse ser perdoado a troco de dinheiro. Leão X declarou aberto o céu para todos aqueles, fossem clérigos ou leigos, que tivessem violado crianças e adultos, assassinado  uma ou várias pessoas, abortado, desde que se manifestassem generosos com os cofres papais.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; O eclesiástico que cometa o pecado da carne, seja com freiras, seja com primas, sobrinhas ou afilhadas suas, seja, por fim, com outra mulher qualquer, será absolvido mediante o pagamento de 67 libras, 12 soldos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Se o eclesiástico, além do pecado de fornicação, quiser ser absolvido do pecado contra a natureza ou de bestialidade, deve pagar 219 libras, 15 soldos. Mas se tiver apenas cometido pecado contra a natureza com meninos ou com animais e não com mulheres, somente pagará 131 libras, 15 soldos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; O sacerdote que desflorar uma virgem, pagará 2 libras, 8 soldos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; A religiosa que quiser alcançar a dignidade de abadessa depois de se ter entregado a um ou mais homens simultânea ou sucessivamente, quer dentro, quer fora do seu convento, pagará 131 libras, 15 soldos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Os sacerdotes que quiserem viver maritalmente com parentes, pagarão 76 libras e 1 soldo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; Para todos os pecados de luxúria cometidos por um leigo, a absolvição custará 27 libras e 1 soldo; no caso de incesto, acrescentar-se-ão em consciência 4 libras.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;7.&lt;/strong&gt; A mulher adúltera que queira ser absolvida para estar livre de todo e qualquer processo e obter uma ampla dispensa para prosseguir as suas relações ilícitas, pagará ao Papa 87 libras e 3 soldos. Em idêntica situação, o marido pagará a mesma soma; se tiverem cometido incesto com os seus filhos acrescentarão em consciência 6 libras.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;8.&lt;/strong&gt; A absolvição e a certeza de não serem perseguidos por crimes de rapina, roubo ou incêndio, custará aos culpados 131 libras e 7 soldos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;9.&lt;/strong&gt; A absolvição de um simples assassínio cometido na pessoa de um leigo é fixada em 15 libras, 4 soldos e 3 dinheiros.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;10.&lt;/strong&gt; Se o assassino tiver morto a dois ou mais homens no mesmo dia, pagará como se tivesse apenas assassinado um.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;11.&lt;/strong&gt; O marido que tiver dado maus tratos à sua mulher, pagará aos cofres da chancelaria 3 libras e 4 soldos; se a tiver morto, pagará 17 libras, 15 soldos; se o tiver feito com a intenção de casar com outra, pagará um suplemento de 32 libras e 9 soldos. Se o marido tiver tido ajuda para cometer o crime, cada um dos seus ajudantes será absolvido mediante o pagamento de 2 libras.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;12.&lt;/strong&gt; Quem afogar o seu próprio filho pagará 17 libras e 15 soldos [ou seja, mais duas libras do que por matar um desconhecido (observação do autor do livro)]; caso matem o próprio filho, por mútuo consentimento, o pai e a mãe pagarão 27 libras e 1 soldo pela absolvição.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;13.&lt;/strong&gt; A mulher que destruir o filho que traz nas entranhas, assim como o pai que tiver contribuído para a perpetração do crime, pagarão cada um 17 libras e 15 soldos. Quem facilitar o aborto de uma criatura que não seja seu filho pagará menos 1 libra.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;14.&lt;/strong&gt; Pelo assassinato de um irmão, de uma irmã, de uma mãe ou de um pai, pagar-se-á 17 libras e 5 soldos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;15.&lt;/strong&gt; Quem matar um bispo ou um prelado de hierarquia superior terá de pagar 131 libras, 14 soldos e 6 dinheiros.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;16.&lt;/strong&gt; O assassino que tiver morto mais de um sacerdote, sem ser de uma só vez, pagará 137 libras e 6 soldos pelo primeiro, e metade pelos restantes.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;17.&lt;/strong&gt; O bispo ou abade que cometa homicídio por emboscada, por acidente ou por necessidade, terá de pagar, para obter a absolvição, 179 libras e 14 soldos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;18.&lt;/strong&gt; Quem quiser comprar antecipadamente a absolvição, por todo e qualquer homicídio acidental que venha a cometer no futuro, terá de pagar 168 libras, 15 soldos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;19.&lt;/strong&gt; O herege que se converta pagará pela sua absolvição 269 libras. O filho de um herege queimado, enforcado ou de qualquer outro modo justiçado, só poderá reabilitar-se mediante o pagamento de 218 libras, 16 soldos, 9 dinheiros.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;20.&lt;/strong&gt; O eclesiástico que, não podendo saldar as suas dívidas, não quiser ver-se processado pelos seus credores, entregará ao pontífice 17 libras, 8 soldos e 6 dinheiros, e a dívida ser-lhe-á perdoada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;21.&lt;/strong&gt; A licença para instalar pontos de venda de vários gêneros, sob o pórtico das igrejas, será concedida mediante o pagamento de 45 libras, 19 soldos e 3 dinheiros.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;22.&lt;/strong&gt; O delito de contrabando e as fraudes relativas aos direitos do príncipe contarão 87 libras e 3 dinheiros.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;23.&lt;/strong&gt; A cidade que quiser obter para os seus habitantes ou para os seus sacerdotes, frades  ou monjas autorização de comer carne e lacticínios nas épocas em que está vedado fazê-lo, pagará 781 libras e 10 soldos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;24.&lt;/strong&gt; O convento que quiser mudar de regra e viver com menos abstinência do que a que estava prescrita, pagará 146 libras e 5 soldos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;25.&lt;/strong&gt; O frade que para sua maior conveniência, ou gosto, quiser passar a vida numa ermida com uma mulher, entregará ao tesouro pontifício 45 libras e 19 soldos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;26.&lt;/strong&gt; O apóstata vagabundo que quiser viver sem travas pagará o mesmo montante pela absolvição.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;27.&lt;/strong&gt; O mesmo montante terá de pagar o religioso, regular ou secular, que pretenda viajar vestido de leigo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;28.&lt;/strong&gt; O filho bastardo de um prior que queira herdar a cura de seu pai, terá de pagar 27 libras e 1 soldo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;29.&lt;/strong&gt; O bastardo que pretenda receber ordens sacras e usufruir de benefícios pagará 15 libras, 18 soldos e 6 dinheiros.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;30.&lt;/strong&gt; O filho de pais incógnitos que pretenda entrar nas ordens pagará ao tesouro pontifício 27 libras e 1 soldo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;31.&lt;/strong&gt; Os leigos com defeitos físicos ou disformes, que pretendam receber ordens sacras e usufruir de benefícios pagarão à chancelaria apostólica 58 libras e 2 soldos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;32.&lt;/strong&gt; Igual soma pagará o cego da vista direita, mas o cego da vista esquerda pagará ao Papa 10 libras e 7 soldos. Os vesgos pagarão 45 libras e 3 soldos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;33.&lt;/strong&gt; Os eunucos que quiserem entrar nas ordens pagarão a quantia de 310 libras e 15 soldos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;34.&lt;/strong&gt; Quem, por simonia, (compra ou venda ilícita de benefícios eclesiásticos) quiser adquirir um ou mais benefícios deve dirigir-se aos tesoureiros do Papa que lhos venderão por um preço moderado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;35.&lt;/strong&gt; Quem, por ter quebrado um juramento, quiser evitar qualquer perseguição e ver-se livre de qualquer marca de infâmia, pagará ao Papa 131 librase15 soldos. Pagará ainda por cada um dos seus fiadores a quantia de 3 libras.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br/&gt;No entanto, para a historiografia católica, o Papa Leão X, autor de um exemplo de corrupção tão grande como o que acabamos de ler, passa por ser o protagonista da «história do pontificado mais brilhante e talvez o mais perigoso da história da Igreja».&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;(Fonte: Rodríguez, Pepe (1997). Mentiras fundamentais da Igreja católica. Terramar - Editores, Distribuidores e Livreiros - (1.ª  edição portuguesa,  Terramar, Outubro de  2001 - Anexo, pp. 345-348).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-6329441775512075758?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/6329441775512075758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=6329441775512075758&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/6329441775512075758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/6329441775512075758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/04/taxa-camarae.html' title='A Taxa Camarae'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-4050156932753375064</id><published>2010-02-03T17:36:00.002-02:00</published><updated>2010-02-03T17:41:05.340-02:00</updated><title type='text'>Falando de ciência...</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Vou tentar escrever uma sinopse da ciência pura baseada na matemática, desde o seu primórdio até as últimas conquistas teóricas em que o mais eminente cientista e sem dúvida o maior físico da atualidade Stephen Hawking, passando pela famigerada e temida física quântica que tanto atordoou os físicos principalmente Marcelo Gleiser que não podemos dizer que é brilhante, pois está na contra mão da ciência e terá, no futuro, que rever seus conceitos materialistas, já que não deverá comportar cientista desta natureza, as coisas estão mudando e não devemos ficar para trás.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Poderíamos começar com Galileu que utilizando um brinquedo que estava em moda em sua época e desenvolveu um telescópio rudimentar que aumentava os objetos em 30 vezes e assim conseguiu ver os planetas mais próximos da Terra e teve uma vida de descobertas incríveis, que só foi conhecida em sua totalidade, mais de 100 anos depois, com Isaac Newton que desenvolveu suas idéias e explicou a força da gravidade, tentando reunir em uma só teoria o que havia nos céus e na terra. Ele morreu sem poder explicar como a gravidade funcionava.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Albert Einstein deu uma nova interpretação à gravidade de Newton com suas teorias, fazendo com que as ondas de gravidade tenham a mesma velocidade da luz e na existência do espaço e tempo interligado e curvo, e a batizou com o nome de "Relatividade Geral". Na realidade, foi só isso que ele conseguiu fazer em física, pois passou o resto de sua vida tentando criar uma "teoria de tudo" onde pudesse unir a Gravidade, o eletromagnetismo "unificado por Maxwell " e explicar o Universo. Foi sua derrota por ser cabeça dura!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Hoje podemos ter alguma luz sobre a ciência na unificação de uma teoria de Tudo, que é o santo graal dos cientistas. Podemos dizer que o caminho é a "teoria das cordas", do nascimento do Universo, as galáxias, estrelas e planetas e quem sabe as partículas, talvez!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Aí, entramos no mundo atômico a partir de 1920 com Niels Bohr e sua equipe, as teorias de Einstein e Maxwell eram inúteis na estrutura do átomo para explicar as atuações dos prótons, elétrons e mais tarde as partículas. A gravidade era demasiada fraca e o eletromagnetismo não era suficiente para explicar o mundo estranho da estrutura do átomo. Os cientistas puros estavam perdidos...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;No final de 1920, tudo mudou e para sempre! Alguns físicos, não adeptos ao cabresto intelectual,  desenvolveram uma teoria chamada de "Mecânica Quântica" ela é tão radical que destruiu todas as formas de ver o Universo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A teoria de Einstein exige que o Universo seja previsível e ordenado, a Mecânica Quântica diz que não podemos saber com exatidão o resultado final de nenhuma experiência, só há probabilidade de resultados, isso a nível subatômico.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A partir de 1930 os físicos atômicos descobriram as duas forças desconhecidas até então, "Força nuclear forte"  ligando os prótons e nêutrons e a "Força nuclear fraca" que permitem que os nêutrons transformem se  em prótons e liberem  radiação. E ficou assim: a gravidade e o eletromagnetismo que temos no átomo são suplantados pela outras duas forças. A prova disso é a bomba atômica!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A situação,  depois da morte de Einstein em 18 de Abril de 1955 foi à divisão em dois grupos distintos, os físicos relativistas que estudam corpos pesados como estrelas, galáxias, e  o Universo como um todo e os físicos quânticos que usa da Mecânica Quântica para estudar os átomos e partículas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Schwarzschild em 1916 foi o primeiro a propor o chamamos de "buracos negros" através das equações da relatividade geral de Einstein e que poderia deturpar o espaço-tempo, que nada, nem a luz poderiam  escapar à sua força gravitacional. Não foi levada a sério esta teoria, até os telescópios potentes de nossa era, descobrir lugares no espaço e na maioria das vezes no centro das galáxias, onde há uma gravidade tão enorme que demonstra serem estes locais os tais de buracos negros.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;E aí é que entra a teoria das cordas em que, tanto a teoria da física pura e da física quântica possa ser utilizada e não se contradizerem.  A teoria das cordas diz que tudo no universo a matéria e todas as forças são de um único elemento, pequenas e vibrantes  fibras de energia  denominadas de  "Cordas", uma corda pode vibrar de muitas formas e ser a mesma matéria com propriedades diferentes. Formando as diferentes partículas elementares que formam o Universo. Espero que maiores quantidades de físicos possam trabalhar nesta teoria e que possam trazer informações para a compreensão do Universo. Nos últimos três séculos a ciência deu grandes saltos em direção da elaboração de uma explicação simples sobre o macro e micro cosmo, dias atrás fiquei sabendo que  Stephen Hawking retratou-se em relação ao que afirmava por 30 anos,  que tudo que caíssem nos buracos negros perderia para sempre sua identidade e liberaria para o Universo apenas uma forma de energia que ele chamou de inespecífica, batizada de "radiação Hawking".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Felizmente temos homens de ciência que têm a coragem de assumir seus erros e provocar um acerto e que bom seria se os homens fossem iguais a à ele e tomasse coragem de sair da zona de conforto de suas idéias e parti para a pesquisa e não crendo na maioria, por ser maioria, devemos ser céticos para o bem de nossa consciência, mas não teimoso como Albert Einstein foi, muitas das teorias contrárias ao seu pensamento foi tiradas de suas fórmulas matemáticas, simplesmente por ele não escutar os outros físicos, dizem que ele morreu no ostracismo e nem sabia o que era as forças fracas e fortes do átomo, uma pena...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O que quero mostrar é que quando ficamos presos aos nossos pensamentos, aliados com o nosso ceticismo teimoso, sem nos preocuparmos com outras idéias, elas se transformam em idéias fixas e são perniciosas para quem age assim&lt;span style="color:#1f497d;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;No fundo dos buracos negros, com toda aquela carga de gravidade só poderá sair uma coisa, o elemento primordial que forma todo o universo, que vai ser a matéria que formará outros corpos celestes e assim podemos dizer que &lt;span style="color:black;"&gt;na natureza&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#1f497d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;nada se perde tudo se transforma indefinidamente.  Agora Stephen Hawking morrerá em paz...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;&lt;strong&gt;UM DIA OS CIENTISTAS DEÍSTAS DESCOBRIRAM QUE A GRAVIDADE NADA MAIS É DO QUE A VONTADE GERADA PELO PENSAMENTO DOS CONSTRUTORES DO UNIVERSO.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;Edson Rocha&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-4050156932753375064?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/4050156932753375064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=4050156932753375064&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/4050156932753375064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/4050156932753375064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/02/falando-de-ciencia.html' title='Falando de ciência...'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-5184462768568654454</id><published>2010-02-01T02:13:00.002-02:00</published><updated>2010-02-01T02:20:37.155-02:00</updated><title type='text'>Livro Novo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/S2ZVNClE_II/AAAAAAAAAng/vakVPO_B7l8/s1600-h/CAPA+-+MA%C3%87ONARIA+DOS+CANTEIROS+AOS+TEMPLOS.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433123682988129410" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/S2ZVNClE_II/AAAAAAAAAng/vakVPO_B7l8/s320/CAPA+-+MA%C3%87ONARIA+DOS+CANTEIROS+AOS+TEMPLOS.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Após várias pesquisas, encontra-se concluido o meu novo livro - Maçonaria - Dos Canteiros aos Templos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Livro aborda o nascimento da Maçonaria, como conhecemos na atualidade, nos canteiros de obras Medievais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Material importante para as pesquisas daqueles que estudam as raízes da Ordem Maçônica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-5184462768568654454?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/5184462768568654454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=5184462768568654454&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/5184462768568654454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/5184462768568654454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/02/livro-novo.html' title='Livro Novo'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/S2ZVNClE_II/AAAAAAAAAng/vakVPO_B7l8/s72-c/CAPA+-+MA%C3%87ONARIA+DOS+CANTEIROS+AOS+TEMPLOS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-3566926710082373852</id><published>2010-01-17T02:21:00.002-02:00</published><updated>2010-01-17T02:27:06.676-02:00</updated><title type='text'>A MAÇONARIA NÃO É FEITA À MEDIDA DAS ILUSÕES DO NEÓFITO</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt; &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;"A MAÇONARIA NÃO É FEITA À MEDIDA DAS ILUSÕES DO NEÓFITO"&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; Conta-se que perguntaram a Pitágoras, após ter sido Iniciado nos mistérios, o que tinha visto no Templo, tendo ele respondido simplesmente: NADA.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Porém, Pitágoras era Pitágoras, Se ao sair do Templo egípcio não tinha visto "nada", não se limitou a sair decepcionado, senão buscando a origem deste "nada", descobriu que era em si mesmo que não tinha visto "nada mais" que desejos e ilusões. Foi então que começou seu caminho para a sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitos Irmãos recém-iniciados se afastam da Ordem porque em nossas Lojas não encontram "nada", porque o nosso simbolismo não lhes significa "nada", porque na Maçonaria não se faz "nada", outros se queixam que nas Lojas se fala muito de simbolismo e "nada"; que a Maçonaria é uma instituição para se fazer amigos e "nada mais"; que só comparecem aos trabalhos da Loja para perder tempo e "nada mais". Propomos perguntar-nos: o que significa esse "nada" com respeito à Maçonaria?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;"Fulano" não vai mais à sua Loja porque "não encontrou nada...". E como é que não encontrou "nada"? Não encontrou o Templo com seu Altar, as Colunas, os móveis e a decoração? Não encontrou os Irmãos reunidos na Loja? E como é que diz que não encontrou "nada" e que o Simbolismo não lhe significa "nada"? Encontrou então pelo menos o Simbolismo... E como é que pode dizer na Maçonaria não se faz "nada" e que na Loja se fala muito e "nada" mais? Então, se faz algo, ainda que seja nada mais que falar...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Parece que o "nada" que se encontra na Maçonaria não deve ser tomado ao pé da letra. O Neófito que entra no Templo encontra algo, porem não encontra o que busca; isto dá margem a várias perguntas:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;1º O "que busca" o profano que solicita ser Iniciado?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;2º O que a Maçonaria "não pode oferecer"?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;3º O que a Maçonaria "pode oferecer"?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;4º "O que encontra" o Neófito ao dizer que "não tem nada"?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; Procuramos responder estas perguntas de um ponto de vista estritamente pessoal.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; 1º O "que busca" o profano que solicita ser iniciado?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Pode solicitar seu ingresso pôr vários motivos, desde o mais grosseiro materialismo, o desejo de encontrar protetores para seus negócios de qualquer espécie, até o motivo de mais elevado sentimento de humanitarismo. Em regra geral, é mistura de tudo, acrescido de curiosidade; e freqüentemente haverá um sentimento da própria imperfeição acrescido do desejo de melhorar-se e de aperfeiçoar-se. Não é raro também que se espere encontrar na Maçonaria um estímulo à ação para compensar a própria falta de atividade; idéias extraordinárias e originais que ponham em funcionamento o pensamento e a imaginação própria.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;É um dos problemas da Maçonaria que, pelo segredo e discrição que devem guardar seus integrantes, o profano chega geralmente a nossas portas, desconhecendo realmente o que o espera, vindo em contrapartida cheio de esperanças e ilusões que vão do inadequado até o absurdo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;2º O que a Maçonaria "não poder oferecer"?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A Maçonaria não é feita à medida das ilusões do neófito.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Se este esperou uma renovação completa de sua personalidade pôr meio de um remédio amostra grátis e que se oferece a todo aquele que entra na Ordem, equivocou-se, Damos-lhes a Luz, as ferramentas para trabalhar, mostrando-lhes a Pedra Bruta e o modo de trabalhar nela. O resto é assunto do Neófito. Tem que trabalhar para receber o "seu salário" e este lhe é dado segundo a quantidade e a qualidade do seu trabalho. Não poderá exigir que se lhe dê tudo de uma vez sem fazer o menor esforço. Então acontece que o Neófito não acha o que buscava.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ele buscava um meio cômodo para tornar sua vida mais fácil e agradável, para sentir-se importante sem esforço algum, para viver em paz consigo mesmo. E como não acha o que buscava, diz simplesmente: "Não encontrei nada". Com isto, expressa que tudo o mais que encontra não tem importância para ele; e que, aquilo que "não" encontra é o que ele queria e nada mais. Dizer que a Maçonaria não faz nada é outra maneira de revelar que se quer conseguir satisfações de amor próprio a baixo custo. Se na Maçonaria estivesse se cristalizando uma obra de autentico humanismo, poderíamos participar da glória de sua realização sem que tivéssemos o trabalho de planejar e organizar sua execução. Se a Maçonaria fosse aquilo que querem aqueles que se queixam de não encontrar nada nela, ela seria idêntica às sociedades múltiplas de beneficência e clubes de serviço. cujos principais objetivos parecem ser que seus membros apareçam na imprensa escrita e falada a qualquer pretexto. Todas estas satisfações de amor próprio, todas estas ilusões e esperanças vazias, é que a Maçonaria não oferece. Pôr isto é que, aqueles que buscam isto, não encontram "nada".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; 3º O que a Maçonaria "pode oferecer"?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Do ponto de vista das pessoas mencionadas anteriormente, "nada", pois para elas o trabalho, o estudo, não são nada, e se não tiverem a paciência necessária, se afastarão.&lt;br /&gt;Quanto mais irreais, fantásticas forem suas esperanças, mais necessitarão para encontrar o que oferece a Maçonaria, e que é: trabalho, ferramentas para executá-lo, o "salário" que somente se obtém trabalhando. O Neófito tem que aprender que na Maçonaria não encontrará satisfação alguma senão em razão do seu próprio trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Através do seu aprendizado se dará conta de que se a maçonaria lhe der, sem sacrifício, as satisfações que estava procurando, então sim, poderá dizer "que não é nada". O que acontece é que o homem moderno tem do trabalho um conceito muito diferente que tinha as corporações de construtores da antigüidade. Para a maioria, hoje, o trabalho é escravidão, atividade mecânica, impessoal, algo que se faz porque tem que se viver e comer, e sem trabalho, não há comida; algo que se faz sem grande satisfação, esperando que o relógio marque a hora da saída. Dali então partimos para o descanso, a diversão, as comodidades. São poucos aos quais a sorte reservou um trabalho construtivo e menos ainda existem pessoas capazes de buscar e achar o descanso em uma atividade de tipo superior, uma atividade criadora. O construtor medieval não se preocupava em apressar o tempo para terminar a catedral, mas sim se detinha nos detalhes da construção, acrescentando uma grande variedade de enfeites e esculturas tão belas como indispensáveis para a arquitetura, simplesmente porque sentia o gosto de criar algo belo e bonito.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Nós já não compreendemos mais facilmente este prazer pelo trabalho, Queremos que o trabalho termine o mais depressa possível, para que possamos nos dedicar a outras atividades nas quais encontramos mais prazer.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Necessitamos voltar a descobrir a vocação artística do homem - a única que lhe dá plena satisfação - é de não servir unicamente de apêndice pensante da maquina, e sim de procurar realizar um trabalho criador.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;  4º "O que encontra" o Neófito ao dizer que "não tem nada"?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Bate à porta do Templo, se abre a mesma para ele e não encontra nada. O que é este "nada"?&lt;br /&gt;Já dissemos, tomar a palavra em sentido estrito é um absurdo. Algo ele encontra e se nós o pressionarmos um pouco, ele nos dirá "Não há nada, somente palavras, somente Ritualística, somente Símbolos, somente idéias antiquadas". Algo, portanto encontra, porem não "o que buscava". E como o que ele encontra não é nada em comparação com o que buscava, diz simplesmente que não há nada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Porém, este "nada" não é somente um fenômeno negativo. Este "nada" e como um gérmen, algo novo e grande.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;  O Irmão que se afasta da Loja queixando-se de "não haver encontrado nada", não se limita somente a isto. Afasta-se desgostoso, decepcionado. O encontro com o "nada" o afetou no mais profundo do seu ser. Não achou o que buscava, porém achou precisamente seu próprio desgosto, sua própria decepção.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ainda que se vá de nosso convívio, sua decepção o segue. E ainda que não o confesse, não deixará de pensar, de vez em quando, que, para encontrar algo, se necessitam duas coisas: algo que existe e alguém que saiba procurar. Ao lado do seu orgulho, porque ele não se deixou enganar", estará a constante inquietude acerca do que terão encontrado os que ficaram e que ele não soube encontrar. Se vê, assim, posto frente a frente, com sua própria insuficiência. Com seu próprio NADA.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Se for sincero consigo mesmo, reconhecerá que onde não encontrou nada, foi em si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Este é o ponto onde começa a germinar a idéia Maçônica. Se o Irmão chegar a este ponto, começará a ser MAÇOM.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Autor desconhecido&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right"&gt;Edson Rocha M.∙. M.∙.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right"&gt;A.∙.R.∙.L.∙.S - Os Templários Nº2722&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right"&gt;GOB\GOSP\R\E\A\A\&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-3566926710082373852?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/3566926710082373852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=3566926710082373852&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/3566926710082373852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/3566926710082373852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2010/01/maconaria-nao-e-feita-medida-das.html' title='A MAÇONARIA NÃO É FEITA À MEDIDA DAS ILUSÕES DO NEÓFITO'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-1409073150203243149</id><published>2009-12-17T00:53:00.002-02:00</published><updated>2009-12-17T01:01:01.991-02:00</updated><title type='text'>Natal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SymdSenRi6I/AAAAAAAAAnU/QoGzvVDQa_I/s1600-h/jantar.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 212px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416032967670729634" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SymdSenRi6I/AAAAAAAAAnU/QoGzvVDQa_I/s320/jantar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Há mais, muito mais, para o Natal do que luz de vela e alegria; É o espírito de doce amizade que brilha todo ano. É consideração e bondade, é a esperança renascida novamente, para paz, para entendimento, e para benevolência dos Homens.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desejo a todos os meus Irmãos, Colaboradores, Conhecidos e Amigos, um Feliz Natal e um Próspero Ano de 2010, com muita saúde Trabalho, Humildade e Tolerância.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Partizan&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-1409073150203243149?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/1409073150203243149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=1409073150203243149&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/1409073150203243149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/1409073150203243149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2009/12/natal.html' title='Natal'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SymdSenRi6I/AAAAAAAAAnU/QoGzvVDQa_I/s72-c/jantar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-1025002233813043715</id><published>2009-12-12T11:32:00.001-02:00</published><updated>2009-12-12T11:32:18.515-02:00</updated><title type='text'>Cátaros</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;CÁTAROS NA ESPANHA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;NA ESPANHA PERDURARAM diferentes depoimentos que nos acercam à realidade dos cátaros na península Ibérica. Em primeiro lugar existem obras de refutação contra a heresia que foram escritas pelos polemistas católicos da época, e que tiveram uma importante projeção em Europa. Uma delas é o Liber Antiheresis que escreveu Durand de Huesca, um valdense convertido ao catolicismo que dedicou toda sua existência à vida apostólica e a luta contra a heresia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Seu livro, escrito no final do século XII muito provavelmente na Coroa de Aragão, é um tratado teológico que descreve a doutrina do catarismo para debatê-la doutrina mente. Para fazê-la, Durand copiou os pontos fundamentais que caracterizaram esta heresia como o dualismo, sua rejeição ao Antigo Testamento ou sua forma de vida para depois rebatidas através da Bíblia e a patrística. Mas a obra de Durand não é a única que se conserva. Também existe De altera Vita, escrita por Lucas, o bispo de Tuy, em torno de 1235, para refutar as doutrinas cátaras que apareceram na Coroa de Castilla. Lucas descreve as práticas concretas que tinham os "hereges albigenses" que se instalaram em Burgás e León, e aos que o tudense associou a "filósofos naturais".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Terminou com uma importante incidência em sua sociedade. O bispo de Tuy escreveu em termos muito diferentes aos que empregou Durand. Ambos autores, tinham uma grande formação intelectual e religiosa, e no contente no que se moveram sentiram a necessidade de escrever contra a heresia para mostrar "os erros de sua fé". Para Durand, seu ideal de Igreja se fundamentava em lutar contra lhe heresia e, por isso, não queria advertir do perigo destas doutrinas como fez Lucas, senão que escrevia para debater e refutar teologicamente as verdades do catarismo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Outra tipologia de documentação que nos acerca à realidade da expansão da heresia na Península são os textos jurídicos. No final do século XII e ao longo do século XIII, os monarcas da Coroa de Aragão tentaram pôr limite à heresia. A primeira constituição foi decretada por Alfonso o Trovador em Lleida em 1194 e foi ratificada por seu filho Pedro o Católico em Girona em 1198. Nelas se decretava a expulsão do herege e a expropriação de suas terras. Não obstante, em 1213 este mesmo rei apoiou na batalha de Muret aos cátaros do outro lado dos Pirineos. Por outra parte, nas constituições de Paz e Trégua de Jaime I de 1225 e 1228, os hereges ficavam isentos da proteção que o rei outorgava a seus súbditos. Posteriormente as bulas papais que definiram a Inquisição medieval serviram para definir a heresia e o marco no que tinha que atuar. No reino de Castilla e León, os fueros de Córdoba de 1241, de Sevilla e de Carmona também tentaram pôr freio à heresia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Localizaram-se assim mesmo diversos depoimentos únicos resgatados das fontes inquisitoriais nas que se conservam valiosíssimas descrições da vida, do modo de fazer e da doutrina do catarismo na Coroa de Aragão desde o século XIII ao XV. Depoimentos de homens e mulheres que nos acercam à vivência que tiveram do catarismo, desde aqueles que se aderiram a essa heresia até aqueles que lhes ajudaram de maneira mais ou menos intensa. Um exemplo é a declaração de Arnau Bretós de Berga, capturado em 1244 no assédio de Montsegur, que nos descreve de primeira mão a expansão do catarismo em Cataluña na primeira metade do século XIII.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Também estão as declarações recolhidas por Jacques Fournier, bispo de Pamiers e a partir de 1334 papa Benedicto XII, dos crentes cátaros capturados em território catalão de princípios do século XIV, que nos refletem a vida cotidiana desta última comunidade cátara de Ocidente, em torno da figura de Guillem Belibaste.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;As extensas declarações de Pierre e Jean Mauri descrevem de forma precisa seu percurso pelas cidades e vilas de Cataluña, Valencia e Aragão. Toda esta tipologia de fontes nos mostra a diversidade de representações que teve o catarismo ao longo dos séculos que existiu. Representações que põem de relevo umas práticas e umas formas que projetaram diferentes imagens do catarismo. Algumas foram criadas porque durante este período se construiu juridicamente o conceito de herege, e como tal, construiu-se e se inventou a heresia. Outras, porque eram experiências pessoais que tentavam minimizar a vinculação contra a heresia. Mas todas elas serviram para construir a história do catarismo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;COMO COMEÇOU TUDO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Foi o catarismo uma religião importada de Oriente ou existem na Península elementos doutrinais suficientes como para que esta importação possa ser enfatizada? A distribuição das igrejas cátaras em Ocidente foi estabelecida por Nicetas, o bispo da igreja cátara de Constantinopla, que visitou Laugrais para 1165, deixou estabelecida a divisão das dioceses cátaras e consagrou a seus respectivos bispos. Mas à margem desta consagração oriental, o catarismo pode ser proposto através de outras variáveis históricas. Na história da Espanha existem muitos dos elementos doutrinais que este movimento proporá.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Durante os séculos IV e V, as doutrinas de Prisciliano tiveram uma enorme influência em regiões da Espanha e de Aquitania, em zonas onde posteriormente o catarismo terá uma importante presença. Prisciliano, bispo de Ávila, propôs uma reforma social e religiosa muito inovadora na que apostava entre outras coisas pelo vegetarianismo como via de purificação do corpo, a necessidade de um ascetismo voluntário, ou a importância dada à mulher dentro da comunidade religiosa, na que podia pregar igual como o podia fazer um clérigo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Seus ensinamentos foram proibidos e perseguidos, e sócias ao maniqueísmo, igual que passou com o catarismo. Mas, apesar disso, o priscilianismo teve uma enorme influência na Península. AO longo da Alta Idade Média se celebraram concílios para erradicar sua presença, mas sua influência foi tal que inclusive em algumas bíblias do século IX os cânones de Prisciliano precediam as Epístolas de São Paulo. As zonas onde se desenvolveu o priscilianismo foi um território frutífero para o catarismo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Muitas dos protestos que se realizaram contra a ortodoxia cristã propunham elementos doutrinais que o catarismo compartilhará anos depois. Nos séculos VII e VIII, Elipando de Toledo e Félix de Urgell se erigiram com importantes debates teológicos contra Roma (paradoxalmente o catarismo terá especial relevância três séculos depois na zona do Urgell). O mesmo Félix de Urgell propôs sua crítica em torno do adopcionismo, que também contém elementos comuns com o catarismo. Nas declarações que farão os acusados pela heresia cátara aparecerá freqüentemente a idéia do adopcionismo ao apresentar a Jesus como o filho adotivo de Deus. Esta interpretação questionava a proposta teológica que a Igreja fazia da divindade de Jesus, assimilando sua natureza à dos homens.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Uma das semelhanças mais interessantes a realizou um discípulo de Félix de Urgell, Claudio, bispo de Turín, que dirigiu sua crítica contra a adoração e o culto das imagens, principalmente as dos santos. Sua iconoclastia foi tão rotunda que chegou a retirar as imagens e as cruzes que tinha em sua igreja, advertindo do perigo que podia supor a veneração dos objetos sagrados. Para o catarismo, as imagens e o culto aos santos, como as Igrejas materiais "não tinham mais valor nem maior virtude do que as casas ordinárias" porque, diziam, "os clérigos obrigam ao povo a fazer belas igrejas e as fazem pintar, mas eles não querem pagar nada. E lhes fazem fazer estátuas, mas estas estátuas não valem nada: são ídolos".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;O PRINCÍPIO DO CATARISMO NA COROA DE ARAGÃO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A Coroa de Aragão foi um território no que o catarismo teve uma importante presença. Essencialmente foi devido a que durante esse tempo teve uma intensa relação cultural, política e social entre o norte de Cataluña e o sul de Occitania. Alguns nobres catalães tinham feudos no atual meio dia francês, enquanto muitos senhores occitanos rendiam vasallaje ao rei de Aragão. Ademais, parte da nobreza do norte de Cataluña, como os senhores do Rosellón, a Cerdaña e o Conflent, apostou pela defesa do catarismo desde seus inícios como um signo identitario frente a Roma. As relações familiares do visconde Arnau de Castellbó com a família condal de Foix permitiu que se consolidasse um território a ambos lados do Pirineo (que em seu vertente sul incluía a maior parte das terras do noroeste de Cataluña, desde Castellbó, passando pela Tor de Querol, Berga, Josa, Gósol, e Andorra) no que o catarismo se estendeu com total liberdade, principalmente através do comércio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Os comerciantes que chegavam de Oriente com sedas e tecidos traziam com eles novas doutrinas. Foram as principais cidades comerciais onde apareceu a heresia, que em suas origens se associou ao setor têxtil. O mesmo São Bernardo de Claraval dedicou um sermão contra os tecelões aos que identificava com os hereges. Também as pastagens trashumantes que cruzavam de norte a sul o Pirineo serviam como veículo de expansão. A última comunidade cátara do século XIV esteve formada principalmente por pastores e as rotas de expansão foram as rotas das pastagens.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Também teve importância o processo de repovoação que se iniciou a partir do século XI no telefonema Cataluña Nova. As novas terras conquistadas às taifas muçulmanas serviram para que a multidão de agentes vindos do norte dos Pirineos se assentassem de forma estável nessas novas terras do plano de Lleida, o campo de Tarragona e o vale do Ebro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Estas migrações ajudaram também a que as doutrinas cátaras chegassem à parte mais meridional de Cataluña, e posteriormente a Valencia e Aragão. O catarismo também favoreceu as traduções em língua vulgar do Novo Testamento. Dado que se procurava que qualquer homem ou mulher pudesse aceder às Sagradas Escrituras, era necessário que estas fossem compreensíveis. Para isso deviam ser traduzidas às novas línguas romances com o fim de que pudessem ser entendidas pelo crente sem necessidade de recorrer ao monopólio interpretativo que tão zelosamente guardava para si a Igreja com os textos latinos. Apesar de que anos mais tarde, em meados do século XIII, a Inquisição proibiu a tradução dos textos sagrados às línguas romances, não sempre se cumpriu essa proibição.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O próprio rei Alfonso II de Aragão encarregou uma ao jurista Jaume de Montjuic. Ainda na atualidade se conservam em sua totalidade algumas bíblias cátaras escritas em língua occitana.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Apesar da presença de comunidades cátaras por quase todas as terras da Coroa de Aragão, foi especialmente no norte de Cataluña onde o catarismo teve maior projeção e onde recebeu o apoio expresso de alguns senhores feudais, como foi o caso do visconde Arnau de Castellbó, conselheiro do rei Jaime I. Em 1221 se estabeleceu em Castellbó, cerca da atual Andorra, um diaconado cátaro que contou com uma administração própria a cargo de Guillem Clergue. Também se converteu na residência do bispo cátaro Roger Belpech. Durante as primeiras décadas do século XIII os cátaros viajavam de norte a sul percorrendo todo o país. Contavam com casas onde hospedar-se, organizadas pelas mulheres cátaras, pregavam pelos principais castelos, como o Castellbó ou o de Josa do Cadí, e desde estes pontos se organizaram rotas de predicación desde o norte até o sul.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;OS INÍCIOS DA INQUISIÇÃO MEDIEVAL&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Depois do sucesso dos tribunais de Inquisição no sul de França, Roma decidiu exportar o modelo à Coroa de Aragão com o fim de pôr freio ao avanço da heresia cátara. Assim depois de diversos decretos, estabeleceu-se em Tarragona o 7 de fevereiro de 1234 o primeiro tribunal da Inquisição medieval da península Ibérica, par iniciativa de Gregório IX e com o rei Jaime I presente, juntamente com o arcebispo da localidade e outros bispos. Um total de 26 artigos se emitiram na cidade episcopal. Eram muito parecidos aos estatutos que se tinham promulgado poucos anos antes contra a mesma heresia no tratado de Paris, e em Toulouse. Estas constituições foram redigidas pelo doutor em direito civil e canônico Ramón de Peñafort, e nelas se estabelecia que "nenhuma pessoa laica se atreva a discutir sobre a fé católica, nem pública nem privadamente. Quem contradiga isto, que seja excomungado par seu bispo e, se não cumpre a condenação, que seja tido como herege".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Para levar a cabo o controle se remeteu aos lugares suspeitos de heresia a um clérigo, assistido por dois ou três laicos, "para que façam inquisição". Estes tinham a potestade de poder entrar em todos aqueles lugares que convenha, e podia ser acusado "qualquer pessoa que ampare por qualquer motivo aos hereges". Se o tribunal assim o decidia seus bens seriam desapropriados para depois ser livrados à autoridade real que levaria a cabo o castigo corporal correspondente. A legislação inquisitorial se consolidou com o primeiro Manual para Inquisidores que apareceu em 1235, no que se estabeleceram as penas que tinha que imputar aos hereges, bem como os diferentes graus de pertence à heresia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Apesar disso, na Coroa de Aragão, a diferença das em massa fogueiras realizadas em Occitania, não há constância da aplicação desta condenação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Uma vez construído o marco legislativo, Inocência III impulsionou no IV Concílio de Letrán (1215) umas novas ordens de predicadores que contrarrestaran a influência da predicación dos cátaros. Utilizou-se o mesmo modelo, e dominicos e franciscanos foram os encarregados de visitar os lugares nos que a heresia estava presente. Em poucos anos se fundaram muitos conventos em diferentes cidades. No convento de Santa Catalina de Barcelona se estabeleceram os dominicos a partir do 1221 e, juntamente com Tarragona, jogou um importante papel na luta contra o catarismo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Desde Barcelona se emitiram as condenações póstumas do nobre catalão Ramón de Jasa e de Arnau de Castellbó. Em 1269 o inquisidor Pere da Cadireta declarou herege ao conde Arnau que tinha morrido 40 anos antes, juntamente com sua filha, Ermesenda, e ordenava exumar seus corpos e expulsados do cemitério de Santa María de Costoja para consumar assim o ata de excomunhão que tinha promulgado. Dez anos mais tarde, Pere da Cadireta morria apedrejado em Castellbó.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A Inquisição começou a causar estragos e em pouco tempo se produziram condenações em massa em todo o território catalão. Em Castellbó, dizia-se que "se chamava comumente ninho de hereges". Em Urgell a situação chegou a ser tão delicada que foi necessário um concílio expresso reunido em Lleida em 1237 e organizado por Pons de Vilamur, o bispo de Urgell, para estabelecer a entrada oficial da Inquisição nesta região, obrigando ao conde de Foix a permitir seu acesso. Nesse ano se realizaram 63 condenações e duas casas foram destruídas pelo procurador de Tarragona, e se condenaram a 15 pessoas mais do que tinham fugido.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A partir desta data, começaram as atividades inquisitoriais no Pirineo catalão de forma constante. Ao ano seguinte, em 1238, a Inquisição fazia seus estragos em Puigcerda. O ponto mais álgido destas acusações foi em 1256, quando tão só na zona de Berga foram incriminadas mais de 170 pessoas por heresia. De Gósol se dizia que "poucos albergues há que não tenham hereges". Paralelamente, no Languedoc também se estavam produzindo muitos processos inquisitoriais e interrogatórios nos que participaram numerosos hereges catalães, o que propiciou as queixas de Jaime I. Graças a isso, o 19 de março de 1248, o Papa enviou uma bula aos inquisidores do Languedoc proibindo que citassem os súditos do rei de Aragão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;As perseguições se estenderam por todo o país. O cronista Francisco Diago dizia que "a primeira Inquisição  esteve em Lleida que em nenhuma parte de toda Espanha". Nessa cidade o catarismo esteve presente desde seus inícios. Shopping e nexo de união entre o norte e o sul de Cataluña, muitos ilerdenses pagaram ao rei importantes somas de dinheiro para conseguir a remessa dos delitos de heresia pelo que tinham sido acusados pela Inquisição. O problema foi tão grande que a própria Chancelaria Real teve que elaborar um modelo escrito de reconciliação para seus cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Tudo isso se viu potenciado pelas conquistas que em época de Jaime I se realizaram para Valencia e Maiorca. Ambos territórios se converteram no destino de muitos occitanos e, com eles, de doutrinas cátaras. O mesmo Nunyo Sanç, conde de Rosellón, ou Hug IV de Empúries estiveram acusados de heresia, e para isentar esta falta, seguindo o conselho de Ramón de Peñafort, lançaram-se como todos aqueles hereges arrependidos na luta contra os sarracenos ou nas conquistas para Maiorca e Valencia. Foi nesta última localidade onde um crente cátaro chamado Guillem de Sant Melió, cidadão rico e prestamista de Jaime I, fez-se com a propriedade dos moinhos que existiam no município. As importantes somas de dinheiro que chegou a dever-lhe o rei lhe valeram o perdão contra os crimes de heresia. Uma vez morto, a Inquisição o condenou para confiscar todos seus bens.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;O CATARISMO EM NAVARRA E CASTILLA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Marcelino Menéndez Pelayo já notava que "ainda que a seita dos albigenses durou pouco e influiu menos em Espanha, não tem de negar-se que penetrou muito adentro do país". Depois da queda de Montsegur em 1244 as comunidades cátaras do norte de Cataluña (especialmente da Cerdaña e o Conflent) mantiveram-se bem implantadas e deram recepção aos exilados, para sair depois majoritariamente para a Lombardía e em menor medida para a península Ibérica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Em 1238, no reino de Navarra se estabeleceu a Inquisição pelos alterados que geraram "muitos hereges". Deles se dizia que "cegos de seu furor, dogmatizaban contra a liberdade eclesiástica e as chaves do bem aventurado São Pedro". Mas, em mudança, no reino de Castilla e León não teve um poder forte para defrontar à heresia. Por esta razão, Lucas de Tuy, um clérigo e intelectual leonés que foi canônico de São Isidoro de León e mais tarde bispo de Tuy, teve a necessidade de deixar por escrito em De altera vita fideique controversiis adverus Albigensium erros os principais erros com os que ele se tinha encontrado para combatê-la heresia. Burgos, por exemplo, foi um dos lugares nos que apareceram os primeiros depoimentos de heresia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Por esta cidade passou Arnaldo, um herege que provia de França e que se dedicava a corrigir opúsculo s dos Santos Pais e distribuí-los entre a população para advertir dos erros que propugnavam os católicos. Depois de sua morte circularam também por Burgos vários cátaros que fugiam das perseguições e foram muito bem acolhidos por comerciantes da região. Um destes grupos se instalou em Leão em 1235 para revitalizar a heterodoxia cristã e o culto que tinha começado Arnaldo, e chegaram a construir, com o apoio de clérigos, um edifício para realizar suas práticas abertas ao público e com multidão de seguidores.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O mesmo Lucas de Tuy empreendeu de forma individual uma cruzada contra eles. Ordenou derrubar o edifício que levava um ano funcionando e expulsou a este grupo da cidade. Anos mais tarde, as práticas heréticas ainda não tinham desaparecido. Esta vez, os hereges distribuíram cartas entre a população nas que se incidia novamente sobre os erros da fé católica. A iniciativa teve um forte impacto na sociedade leonesa; muitos abandonaram as práticas tradicionais da Igreja e alguns párocos abandonaram sua confissão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Ante estes alterados, Fernando , rei de Castilla e León, embarcou-se numa luta incansável contra aqueles que eram qualificados como "inimigos da fé cristã". A todos eles, dizia Lucas no Chronicon Mundi, outra das obras escritas pelo clérigo, que os "queimava com fogo". Os próprios Anais Toledanos dão fé de como "enforco muitos homens e cozeu muitos em caldeiras". As Partidas de Alfonso X o Sábio também decretavam o fogo para o herege e reproduziam as prescrições ditadas por Gregário IX contra a heresia. No concílio regional de Valladolid de 1228 foram constatadas práticas heréticas similares. Em diocese de Palencia, Fernando teve que promulgar decretos contra os hereges. Ali um comerciante chamado Vidal de Arvival reconheceu ter tido trato com os hereges aos que tinha dado cobertura econômica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Os acontecimentos de Palencia, juntamente com os de Burgos e León, mostram como o catarismo esteve presente especialmente na rota jacobea. O itinerário que se dirigia a Santiago de Compostela foi um espaço pelo que muitos destes crentes cátaros passaram fugindo das perseguições de Occitania. Seu passo deixou com eles um rastro que teve certa importância com as mudanças socioculturais da época. O catarismo foi um movimento que apareceu numa sociedade que estava em plena mudança. Adaptou-se e ofereceu respostas a essas mudanças, respostas que a Igreja dos séculos XII e XIII não pôde dar. Por isso se expandiu rapidamente por toda Europa, desde Oriente até Ocidente, desde Bósnia até Santiago de Compostela.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;BIBLIOGRAFIA: &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;ALVIRA CABRER, M., Muret 1213: A batalha decisiva da cruzada contra os cátaros, Arie12008 . BRENON, A., A verdadeira história dos cátaros, Martínez Roca,1997 . DALMAU, A .. Os cátaros, UOC, 2002 . LABAL, P .. Os cátaros: heresia e crise social, Critica, 2000 . VV.AA., O legado secreto dos cátaros, Siruela, 2004.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-1025002233813043715?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/1025002233813043715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=1025002233813043715&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/1025002233813043715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/1025002233813043715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2009/12/cataros.html' title='Cátaros'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-4556808697117547947</id><published>2009-12-12T11:29:00.001-02:00</published><updated>2009-12-12T11:29:40.150-02:00</updated><title type='text'>Hereges</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;HEREGES MEDIEVAIS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;REBELDES COM CAUSA?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A INÍCIO DESTE ANO um importante foco do atendimento mediático se centrou na reconciliação da Santa Sede com a chamada Irmandade de San Pío V, um movimento ultraconservador que encabeçou o defunto bispo francês Marcel Lefevbre (1905-1991), quem em 1988 se separou da Igreja católica. O episódio cobrou notoriedade ao negar um dos bispos reincorporados à cúria vaticana, Richard William são, o genocídio cometido pelos nazistas com a população judia, o que lhe levou a ser expulso de sua própria Irmandade. Os lefevbrianos receberam no passado o moderado qualificativo de "cismáticos". Em outro tempo, no entanto, é muito provável que monsenhor Lefevbre e seus seguidores tivessem sido chamados simples e claramente "hereges". Mas que significa este termo?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;"UMA MANEIRA DE GENTE LOUCA"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Em grego, herege significa "eleição" (haeresis). Desse modo, os hereges eram em princípio os que elegiam uma opção espiritual diferente da ortodoxia ou a fé considerada justa ou verdadeira, compartilhada pela comunidade e defendida pela Igreja. A definição do rei Alfonso X o Sábio (1221-1284) sobre os hereges é muito eloqüente: "Hereges são uma maneira de gente louca que se trabalha de escatimar as palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e lhes dão outro entendimento contra aquele que os Santos Pais lhes deram, e que a Igreja de Roma crê e manda guardar". Ainda que heresias e hereges os teve sempre, não pode negar-se que falar de hereges costuma ser falar da Idade Média.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Foi o Medievo a grande era das heresias? Em princípio teria que dizer que si. Primeiro, porque mil anos de história (os compreendidos. entre o século V e o XV) dão  muito. Devemos ter em conta que chamamos Idade Média a um período enormemente longo e complexo que mereceria nomes diferentes para épocas e processos diferentes. Quase nada têm que ver as heresias teológicas bizantinas dos séculos IV-VII com o Catarismo da Europa dos séculos XII-XIII ou com o Lusismo da Boêmia do século XV. No entanto, todas são heresias medievais.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Nestes séculos, ademais, teve lugar a construção religiosa e eclesiástica de Europa num processo longo e que, como é lógico, deu lugar a confrontos muito diversos (em âmbitos teológicos, doutrinal é e eclesiásticos) dos que se derivaram dissidências que acabaram sendo consideradas heréticas. O crescente monopólio da "ortodoxia" por parte da hierarquia eclesiástica - sobretudo desde o século XI - foi outro fator finque à hora de converter em hereges a quem de uma ou outra forma se opunham a "ordem estabelecida" pelo Pontífice de Roma.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;DISCUSSÕES BIZANTINAS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Entre as épocas da Antigüidade tardia e o Medievo temporão (desde o século IV ao VII) as grandes heresias se desenvolveram, sobretudo na parte oriental do Império Romano, que posteriormente constituiu o Império Bizantino. As razões de seu florescimento ali foram variadas: esta região era a que primeiro experimentou a difusão do cristianismo, era a mais desenvolvida culturalmente e, por isso, também a mais possível à especulação teológica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Deste modo, fortes disputas sobre a natureza de Cristo e o mistério da Trindade açoitaram a vida religiosa do Império Bizantino entre os séculos V e VII. Para compreender sua importância deve assinalar-se que as paixões religiosas estavam muito unidas aos díspares interesses das Igrejas orientais, de maneira que -a título ilustrativo- os chamados nestorianos de Antioquía (cuja doutrina separava a natureza humana e divina do Filho de Deus) opunham-se aos monofisitas de Alexandria (que preconizavam a absorção da natureza humana de Cristo pela divina); a sua vez, os monofisitas egípcios batalhavam com os chamados monoteletas de Constantinopla (que argumentavam que Cristo possuía uma única vontade, pois se tinha duas naturezas, também tinha duas vontades) ... Tais polêmicas especulativas -hoje conhecidas popularmente como "discussões bizantinas"concluíram com a progressiva fixação da ortodoxia nos sete primeiros concílios ecumênicos, que tiveram lugar entre os anos 325 e 787.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Igualmente, a irrupção muçulmana no Mediterrâneo oriental acabaria debilitando a força destes importantes movimentos heterodoxos. Em contrapartida, na mesma época, Europa ocidental manifestava um nível teológico muito afastado do exibido nestas discussões teológicas. Não obstante, teve correntes heréticas notáveis tingidas de protesto social, como o donatismo no norte de África, o priscilianismo em Hispania e Aquitania ou -em muita menor medida- o pelagianismo, nascido em Britania . Mas, pelo geral, o mundo ocidental foi mais receptor do que promotor de heresias. De entre as procedentes de Oriente, a mais importante foi o arrianismo, que arraigo na Espanha visigodo e teve importantes conseqüências políticas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;O INFLUXO DO ISLÃ&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Superado este período, na Alta Idade Média (do século VIII ao X) o Ocidente cristão foi tomando uma forma própria e diferente de Bizâncio e do Islã. A dinastia franca dos carolíngios impôs sua hegemonia sobre quase tudo Ocidente e o Papa, cabeça da Igreja latina, contribuiu a este predomínio. Puseram-se assim as bases para a criação de um Império Romano-Cristão na pessoa do rei dos francos. Com o coroamento de Carlos Magno como imperador no ano 800 jogou a andar uma cristandade bastante homogênea desde os planos político e religioso, a diferença do período anterior. Neste marco não teve lugar para grandes movimentos heterodoxo s como a "querela iconoclasta" (um conflito suscitado em torno da adoração das imagens), que voltou a dividir ao Império Bizantino de mediados do século VIII em meados do IX. Mesmo assim, surgiram algumas correntes heréticas interessantes.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Muito singular foi o adopcionismo, nascido na Península Ibérica dominada pelos muçulmanos no século VIII. Seus promotores, os bispos Elipando de Toledo e Félix de Urgel, defendiam que Cristo era filho de Deus em sua natureza divina, mas só adotivo na humana. O fato de que a principal oposição a esta doutrina viesse do Reino de Asturias sugere que sob a mesma podia ter um verdadeiro amoldamento à religião islâmica. O porta-voz destas críticas foi o monge Beato de Liébana, mais conhecido por seu comentário ao Apocalipse que por seus duros ataques aos adopcionistas. A Igreja franca também condenou abertamente estas doutrinas em torno do ano 800.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Outras correntes heterodoxas nasceram da renovação cultural da Europa dos séculos VIII e IX, o chamado "Renascimento carolíngio". Foi o caso do predestinacionismo de Godeskalko, que afirmou que existia uma dupla predestinação, pelo que uns homens estavam predestinados à vida eterna e outros não tinham salvação. O panteísmo de Scoto Erígena foi outra destas correntes: recusou que o universo fosse criado ex novo e manifestou que era uma plasmação de idéias presentes no pensamento divino.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Ao mesmo tempo, afirmou que a razão não devia ser sancionada pela autoridade, senão que esta constituía sua base. Suas obras foram condenadas no Concílio de Sens (1225). Com razão se qualificou a estas manifestações como heresias intelectuais, pois não passaram de ser especulações filosóficas com escasso eco fora dos círculos mais cultos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;AS HERESIAS DE MASSAS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Em realidade, as grandes heresias típicas do Ocidente medieval só apareceram depois do célebre ano Mil, no pleno Medievo (do século XI ao XIII). Desde esta data, importantes transformações deram seu aspecto mais conhecido ao "mundo medieval". Referimo-nos - entre outros fatores ao crescimento demográfico, a expansão da agricultura, o apogeu do feudalismo, o renascimento da vida urbana ou a reativação do comércio. A estas mudanças sociais e econômicas corresponderam outros de índole espiritual e mental que se traduziram numa insatisfação crescente com as formas tradicionais de entender e sentir a Deus. Muitas vozes heterodoxas nasceram assim não tanto de uma falta de religiosidade, senão mais bem da necessidade de uma espiritualidade mais e melhor adaptada aos novos tempos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Deve resenhar-se também que foi no século XI, no ano 1054, quando Miguel Cerulario (o patriarca de Constantinopla) consumou uma ruptura de Bizâncio e Roma larvada desde fazia dois séculos. Outro fator finque para as transformações espirituais foi o controle crescente da vida religiosa por parte da hierarquia eclesiástica. Este controle chegou como conseqüência da chamada Reforma Gregoriana, que tomou o nome do Papa Gregório VII (1073-1085). Tratou-se de um movimento de inspiração pontifícia que, perseguindo o propósito geral de purificar os vícios do clero alto medieval (sua dependência do poder laico, a simonía -ou compra e venda- de cargos eclesiásticos e o nicolaísmo -ou concubinato- dos clérigos), deu ao Papado a supremacia moral sobre toda a cristandade e impulsionou a criação de uma Igreja fortemente centralizada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Os problemas chegaram quando se fez evidente que o meio utilizado -o reforço das estruturas eclesiásticas- não satisfazia suficientemente as expectativas criadas de dispor de um clero mais evangélico no moral e, sobretudo, no material. Isto pode explicar que as grandes heresias desta época se preocupassem mais pelo "ser" e o "atuar" da Igreja neste mundo que por questões doutrinais ou teológicas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Tendo em conta este panorama, é possível perfilar algumas das características mais comuns no "herege plenomedieval", um cristão -em essência- fervente e urbano, e oposto à Igreja como instituição. Desde a segunda metade do século XI, as conexões entre Reforma Gregoriana e transformações da vida urbana geraram correntes populares de reforma radical do clero. A Pataria em Milão (um movimento popular de reforma eclesiástica de métodos violentos cuja denominação procedia do termo "patta", trapalhão) ou a revolta de Arnaldo de Brescia em Roma (que em 1147 encabeçou uma sublevação contra o Papa e preconizou instaurar uma república da que seria seu tribuno), já em meados do século XII, são os melhores exemplos de movimentos tumultuarios e subversivos que extravasaram amplamente os objetivos do reformismo ortodoxo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Também cabe citar algumas heresias "acadêmicas", fruto da reflexão de intelectuais (Berengario de Tours, Hugo Speroni, Amalrico de Bene ou Pedro Abelardo) que dariam pé ao chamado "Renascimento do século XII". Mas o que caracteriza a esta centúria é a expansão das heresias de massas: o valdismo ou valdesismo e o catarismo. Ambas coincidem num desenvolvimento paralelo: têm seus antecedentes na primeira metade do século XII; sua expansão na segunda metade da centúria, e, finalmente, sua perseguição se produz no XIII. Apresentam umas dimensões européias com um especial afinco no sul de França e no norte da Itália.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;VALDISMO E CATARISMO, UM EVANGELISMO RADICAL&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O valdismo enlaçava com os movimentos de pobreza voluntária e evangelismo radical. Seu fundador, Valdo, Valdés ou Pedro Valdo, era um rico comerciante de Lyon que em 1173 o deixou tudo para levar uma rigorosa vida apostólica. O movimento, em princípio, não tinha nada de herético, mas dois de suas exigências -o direito dos laicos a pregar e a tradução das Escrituras às línguas vernáculas como forma de aproximação ao povo- atentavam contra o monopólio religioso dos clérigos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Valdo foi bem acolhido no III Concílio de Letrán (1179), mas se lhe proibiu pregar sem autorização do bispo. O movimento dos chamados "pobres de Lyon", articulado em torno de sua figura, inclinou-se desde então para a heterodoxia e a ruptura com Roma. Em 1184 foi condenado como herético pelo Papa Lucio III. Este pauperismo -ou movimento de pobres- valdense teve muito sucesso porque conectava bem com as inquietudes da época. Graças a uma predicación intensa, uma mensagem singela e um claro exemplo evangélico, no final do século XII se tinha difundido entre amplos setores sociais de Germânia e o reino de França. No norte de Itália enlaçou com correntes heterodoxas de pobreza voluntária como a dos humiliati ou "pobres de Lombardía", que mantinham a recordação de Arnaldo de Brescia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O catarismo merece um atendimento especial por sua inegável importância histórica e porque o moderno boom editorial converteu aos cátaros nos "hereges medievais por excelência" (por não dizer os únicos). O catarismo compartilhava o zelo apostólico e anticlerical do valdismo, mas sua característica mais definida era sua visão dualista do cristianismo evangélico. Simplificando, articulou sua visão religiosa através da existência de dois princípios: o bem e o mau, Deus e o Diabo; este último tinha criado a matéria e criam que a redenção humana devia realizar-se através da ascesis.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O debate sobre a origem do dualismo cátaro segue aberto. Falou-se de uma influência do chamado bogomilismo búlgaro (uma seita cujo líder era um predicador chamado Bogomilo que atuou em meados do século X), já presente em alguns hereges marginais de princípios do século XI. Mas não pode ignorar-se que as doutrinas maniqueas arrancavam dos primeiros tempos do cristianismo. E vale a pena ter em conta que as concepções dualistas (Deus/Satã, Bem/Mau, Espírito/Carne) eram um componente básico da mentalidade ocidental dos séculos XII-XIII.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Em todo caso, hoje se insiste mais na original mensagem evangélico do catarismo que nuns componentes dualistas complexos e do que provavelmente se acentuaram e se misturaram com outras influências à medida que o movimento se radicalizava como conseqüência da dura perseguição à que foi submetido.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Os cátaros ("charutos" em grego) seguiam ao pé da letra os preceitos dos Evangelhos persuadidos de que a matéria (o corpo e o mundo, obras do Diabo) impedia a plenitude do espírito (a alma, obra de Deus). Isto supunha uma vida de ascetismo extremo (pobreza, castidade, jejum, vegetarianismo) que só podiam atingir uns poucos, os chamados "perfeitos", "bons cristãos" ou "bons homens". Eram os reitores da comunidade, condição à que se acedia através do consolamentum, uma cerimônia de imposição de mãos que perdoava os pecados. Seus seguidores, os "crentes", tinham exigências muito menores e só recebiam o consolamentum de mãos dos "perfeitos" antes de morrer. Culminação deste momento podia ser a dura, uma espécie de suicídio ritual por exaustão que se deu tardiamente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;ESPIRITUALIDADE INDIVIDUAL:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;BEGUINOS E BEGARDOS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O século XIII é o momento de apogeu do Ocidente medieval e em relação com as heresias foi uma etapa de freio às dissidências da centúria anterior. A repressão violenta desestruturou os movimentos cátaro e valdense (se pôs em marcha o telefonema Cruzado Albigense contra o primeiro, denominada assim em alusão à cidade de Albi). Ao mesmo tempo, a Igreja assimilou nas ordens mendicantes (franciscanos desde 1212 e dominicos desde 1215) E a nova espiritualidade pauperista ou dos pobres, evangélica e urbana que tinha caracterizado aos hereges do século XII. Não é casualidade que Santo Domingo de Guzmán (c. 1173 -1221), o fundador dos dominicos, tivesse proposto imitar a vida apostólica dos "perfeitos" cátaros; também não o é o enorme parecido entre as trajetórias vitais de São Francisco de Assis (1182-1226), fundador dos franciscanos, e o mencionado herege Pedro Valdo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Este frenesi de heterodoxias contribuíram também mudanças na espiritualidade ocidental que têm que ver com a humanização da figura de Cristo, o auge da devoção mariana e a recuperação da natureza como obra positiva de Deus. Imersas na nova espiritualidade do Gótico, é muito possível que correntes como o catarismo -arcaizantes e afeiçoadas à mentalidade románcano tivessem sobrevivido, inclusive sem mediar uma Cruzada nem a atuação repressora da Inquisição.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Entre as novas correntes da segunda metade do século XIII sobressaiu o espiritualismo franciscano inspirado nas profecias milenaristas de Joaquín de Fiore. Sua visão associava três períodos históricos com a Santíssima Trinidad e cria que a Humanidade manifestava uma evolução que se iniciava com a chamada Idade do Pai (desde a Criação até a chegada de Jesus Cristo), seguia a Idade do Filho e, finalmente, se produziria a chegada da Idade do Espírito.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Igualmente importante foi a proliferação de formas independentes de piedade e pobreza suspeitas de heterodoxia. É o caso das comunidades de beguinas e beguinos, uns laicos piedosos que viviam em conventículos semimonásticos, e dos begardos, de vida em solitário. Alguns deles seriam condenados no Concílio de Vienne (1312), ainda que não extirpados completamente. Em relação com este fenômeno, há que falar também dos Irmãos do Livre Espírito, um variado conjunto de seitas místicas. Criam que a alma, uma vez atingida a perfeição espiritual (mediante a dança, o êxtase, a flagelação, etc.) fundia-se com Deus, ficando livre de pecado e à margem de toda moral, dogma e hierarquia. As idéias destas correntes heterodoxas seguiriam vigentes em toda Europa até bem entrado o século XV.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;WYCLIF E HUS, A ECLOSÃO DO PROTESTANTISMO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Desde princípios do século XIV, uma crise generalizada sacudiu o Ocidente: sucederam-se fomes, desencadearam-se guerras endêmicas (a Guerra dos Cem Anos faz honra a seu nome), repetidos surtos de peste (terrível ano o 1348!) e se produziu um estancamento mercantil e crises agrárias. Tais calamidades foram o pano de fundo de graves alterações sociais, encarnadas pelas revoltas como a jacquerie francesa, os ciompi florentinos ou os remensas catalães. A crise sacudiu também à vida religiosa: uma grave cisma dividiu à cristandade latina entre 1378 e 1415, pondo em tela de juízo a autoridade papal. O ânsia de reforma geral e as angústias ante a salvação se trataram de satisfazer de muito diversas formas que a nível popular raiaram muitas vezes na supremacia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Neste caldo de cultivo sobreviveram alguns movimentos heterodoxos de tempo atrás, mas mais importante foi a aparição das duas grandes heresias que antecedem à Reforma do século XVI: o wyclifismo e o husismo. Ambas combinam ingredientes de reforma eclesiástica radical, mudança social, renovação intelectual e sentimentos apocalípticos. Sua gênese é também similar: gera um intelectual heterodoxo cujas doutrinas são capazes de alimentar um movimento popular e em massa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;O mestre de Oxford John Wyclif (1330-1384) foi o promotor de umas idéias que anunciavam já o protestantismo: negava a subestação eucarística; tinha uma firme crença na Bíblia como base da fé cristã e na idéia da predestinação; negava a superioridade papal sobre o poder real; preconizavam uma reforma da Igreja desde o poder secular; e apoiavam a desmortização ou venda em leilão dos bens do clero. O wyclifismo conformou uma doutrina acadêmica heterodoxa, mas também foi um reflexo da Inglaterra de finais do século XIV: crise socioeconômica, fastio pela guerra com França, anti-clericalismo, rejeição às ingerências políticas do Papado, mal-estar das classes populares.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Neste clima de crispação social e religiosa se entende a difusão popular do wyclifismo na grande revolta camponesa de 1381. As idéias anti-papais e anticlericais de Wyclif puderam influir em seus dirigentes mais radicais, os lollardos ou poor priests, sacerdotes itinerantes de baixa condição partidários da pureza evangélica. As célebres palavras do predicador popular John Ball -"Quando Adão arava e Eva enfiava onde estavam os senhores?"- revelam o caráter subversivo da revolta. O lollardismo foi reprimido pela nobreza, ainda que reaparecesse em 1388, 1414 e 1431. O wyclifismo, em mudança, refugiou-se entre intelectuais e mais tarde deveio referente de protestantes, calvinistas e anglicanos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;A influência de Wyclif foi decisiva na origem do husismo, uma heresia reformadora, revolucionária e "nacional" surgida na Boêmia do século XV. Toma seu nome do maestro universitário Jan Hus (1370-1415), defensor do wyclifismo no ambiente reformista da universidade de Praga. Hus reivindicava a predicación em checo (dotou a este idioma de uma ortografia) e a comunhão dos laicos. Ademais, criticava duramente a doutrina papal das indulgências e a hegemonia pontifícia indigna. Estas doutrinas tiveram acolhidas numa sociedade checa que mantinha surdas tensões sociais, étnicas e culturais com a minoria econômica e eclesiástica de origem alemã. O que era uma reforma moderada se transformou em aberta revolução quando o Concílio de Constanza condenou a Hus à fogueira em 1415.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Boêmia se levantou em armas e em 1421o movimento husita se dividiu em duas facções; os moderados ou utraquistas e os radicais ou taboritas. Ainda que o Papado pudesse atrair-se aos utraquistas, a revolução não foi controlada militarmente até 1434. O final do conflito chegou em 1437, quando Roma aceitou finalmente uma solução de compromisso entre ambas as partes (a Compactada).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Há uma linha direta que une as heresias baixo-medievais com a grande Reforma do século XVI. Se Wyclif influiu em Hus, Hus influiu em Martín Lutero (1483-1546). A forte consciência de pecado, o papel essencial da fé ou o sentido de predestinação são elementos do protestantismo já visíveis em lollardos e husitas. Todos sentiram o desejo fervente de melhora da Igreja, sobretudo em relação com um Papado considerado unanimemente responsável dos males da cristandade. Suas conseqüências seriam imparáveis desde 1517, quando Lutero fez públicas suas teses. Não surpreende por isso que este, ao iniciar o telefonema Reforma, afirmasse que "Todos somos husitas"; isto é, era plenamente consciente de que continuava um caminho que tinha sido traçado décadas atrás pelos hereges medievais.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;REBELIÕES DOS "PUROS"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Hereges, pois, teve muitos e de muito diferente tipo ao longo da Idade Média. Foram imperadores e simples supersticiosos; patriarcas e laicos piedosos; visionários e intelectuais; frades radicais e conversos de origem judia. Tal diversidade se explica numa sociedade como a do Ocidente medieval, impregnada do religioso e ordenada por Deus. Um mundo no que questionar a ortodoxia religiosa ou a seus representantes era ameaçar o ordem social e a sobrevivência da própria cristandade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;De aqui as conotações sociais ou "revolucionárias" de algumas heresias; de aqui também que os mecanismos de repressão afetassem de igual forma -ainda que com diferente intensidade- a teólogos renovadores, inimigos políticos do Papado, reformadores heterodoxos e sediciosos sociais. Mas se as inquietudes dos hereges medievais se canalizaram por meios muito diferentes (debates acadêmicos, convulsões populares), as causas primeiras de sua "rebeldia" quase sempre tiveram uma mesma origem: recuperar a pureza de uma mensagem cristã que, segundo eles, outros tinham adulterado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;BIBLIOGRAFIA: &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;Brenon, A, A verdadeira história dos cátaros. Vida e morte de uma igreja exemplar. Martínez Roca, 1997 . &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;Léonard. G., Enciclopédia dos hereges e as heresias, Robinbook, 1998 . &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;strong&gt;Mitre Fernández, E., As heresias medievais de Oriente e Occidente. Arco Livros, 2000&lt;/strong&gt; .&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-4556808697117547947?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/4556808697117547947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=4556808697117547947&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/4556808697117547947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/4556808697117547947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2009/12/hereges.html' title='Hereges'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-3720601060448461218</id><published>2009-12-12T11:28:00.001-02:00</published><updated>2009-12-12T11:28:01.740-02:00</updated><title type='text'>Arrianismo</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;strong&gt;O ARRIANISMO, A RELIGIÃO DOS VISIGODOS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;DE ENTRE As PROCEDENTES DO ORIENTE, a mais importante foi o arrianismo, uma doutrina que afirmava que o Filho não tinha a mesma natureza que o Pai. Esta heresia devia seu nome a quem a formulou. Arria. Ordenado sacerdote em Alexandria, iniciou uma controvérsia no ano 319. Teve uma notável difusão até que foi condenado nos concílios de Nicea (325) e Constantinopla (381). Isso não impediu sua difusão e sobrevivência durante dois séculos e se manteve entre os povos germanos (como visigodos. ostrogodos, vândalos e burgundios) que se instalaram em Ocidente e que foram convertidos ao cristianismo por bispos arrianos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Estes a converteram em sua religião "nacional" durante outros dois séculos frente ao catolicismo romano. No caso da Península Ibérica o abandono do arrianismo por parte do rei visigodo Recaredo supôs a conversão do conjunto de seu povo ao catolicismo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Seu Pai, Leovigildo, tentou conseguir a unidade de hispanorromanos e visgodos em torno do arrianismo e fracassou. Ricardo, ao trono no ano 586, optou por seguir o caminho oposto e um ano depois se converteu ao catolicismo seguido por grande parte do bispado arriano e da população visgoda, o que foi proclamado solenemente no III Concílio de Toledo (589).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;No entanto, isso não foi fácil, pois teve que defrontar a duas revoltas arrianas em 588: uma foi na Septimania (antiga região do atual Languedoc em torno da cidade de Beziers) e a outra na Lusitania (zona ocidental da Meseta desde  Duero até o Guadiana e parte de Extremadura), bem como a uma conspiração palaciega que instigou sua madrasta Godsivinta ao ano seguinte.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;Desde então e até sua morte no ano 601 foi monarca e chefe da igreja visigoda, pois esta se integrou no Estado confundindo-se com ele. Sua conversão simbolizou a superação das grandes heresias do trânsito da Antigüidade ao Medievo pela via da integração étnico-religiosa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6619426903820495726-3720601060448461218?l=orientedeluz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orientedeluz.blogspot.com/feeds/3720601060448461218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6619426903820495726&amp;postID=3720601060448461218&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/3720601060448461218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6619426903820495726/posts/default/3720601060448461218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orientedeluz.blogspot.com/2009/12/arrianismo.html' title='Arrianismo'/><author><name>Aleks Mijic (Partizan .´.)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05363633287177525031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/__qJ_E1PABX0/SjaqTTXwsTI/AAAAAAAAAcg/8AFkiOYwhU4/S220/Aleks_222.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6619426903820495726.post-8291398654342811969</id><published>2009-12-12T11:24:00.001-02:00</published><updated>2009-12-12T11:24:13.942-02:00</updated><title type='text'>Epiteto</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;&lt;strong&gt;EPITETO &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;&lt;strong&gt;(35 d.C - 135 d.C.)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Filósofo da Grécia antiga&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;&lt;strong&gt;Saber o que podes controlar e o que não&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt; A felicidade e a liberdade começam com a clara compreensão de um principio: algumas coisas estão sob nosso controle e outras não. Somente depois de ter feito frente a esta regra fundamental e ter aprendido a distinguir entre o que podemos controlar e o que não, serão possíveis ter a tranqüilidade interior e a eficácia exterior.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Sob controle estão às opiniões, as aspirações, os desejos as coisas que nos repelem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Estas áreas constituem com bastante exatidão nossa preocupação, porque estão diretamente sujeitas a nossa influência. Sempre temos a possibilidade de escolher os conteúdos e o caráter de nossa vida interior.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Fora de controle, no entanto, existem coisas como o tipo de corpo que temos, o haver nascido na riqueza ou o ter que fazer-nos ricos, a forma em que nos vem os demais e nossa posição na sociedade. Devemos lembrar que estas coisas são externas e por si não constituem nossa preocupação. Intentar controlar ou mudar o que não podemos tem como único resultado o tormento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Recordemos: as coisas sobre as que temos poder estão naturalmente a nossa disposição, livres de toda restrição ou impedimento; porém as coisas que nosso poder não alcança são debilidades, dependências, ou vem determinadas pelo capricho e as ações dos demais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;    &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Lembremos também, que se pensou que podemos tomar as rendas de coisas que por natureza escapam a nosso controle, ou se intentamos adotar os temas de outros como próprios, nossos esforços se verão desbaratados e nos converteremos em pessoas frustradas, ansiosas e autocríticas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;&lt;strong&gt;Ocupemo-nos de nossos próprios assuntos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Prestemos atenção unicamente a nossas verdadeiras preocupações e dê por certo que o que pertence aos demais é assunto dele e não teu. Se agires assim, será impermeável a  coação e ninguém te poderá reter. Serás autenticamente livre e eficaz, pois darás bom uso a teus esforços, em lugar de mal gasta-los, criticando ou opondo-te aos demais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Se conheceres e prestares atenção as tuas verdadeiras preocupações, nada, nem ninguém te farão atuar contra tua vontade; os demais não te poderão ferir, não ganharão inimigos nem padecerás nenhum mal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Tem-se o propósito de viver seguindo estes princípios, lembra que não será fácil: deverão renunciar por completo a algumas coisas ou prorrogar outras por agora. É provável que devas privar-te da riqueza e o poder se desejas assegurar-te em alcançar a felicidade e a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;&lt;strong&gt;Reconhece as meras aparências&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;A partir de agora deves exercitar-te em não dizer coisas desagradáveis: «Sois somente uma aparência e de modo algum o que aparentas ser». Então considera conscienciosamente o assunto em questão de acordo com os princípios que acabamos de mencionar. Em primeiro lugar, junte esta aparência às coisas que estão sob controle ou as que não? Se tiveres qualquer coisa que esteja fora de teu controle, aprende a não preocupar-te por ela.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;&lt;strong&gt;O desejo reclama ser satisfeito&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Nossos desejos e aversões são soberanos e que reclamam satisfação. O desejo nos ordena correr e agarrar o que queremos. A aversão insiste em que evitemos as coisas que nos repelem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;É bastante comum que nos decepcionemos quando não conseguimos o que queremos e ficamos aflitos quando logramos o que não queremos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Em troca, se evitas somente as coisas indesejáveis que são contrárias o teu bem estar natural e que estão sob teu controle, nunca te verás envolvido em algo que não queiras realmente. Não obstante, se tratas de evitar fatalidades como a doença, a morte ou o infortúnio, sobre os quais não tens um controle real, sofrerá e também os que te rodeiam.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;O desejo e a aversão, ainda que poderosos, não são mais que hábitos. E podemos exercitar-nos em ter melhores hábitos. Restringe o hábito de te ver rechaçado por todas essas coisas que escapam a teu controle e concentra-te, em troca, nas coisas nocivas que se podem combater.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Faça tudo o que esteja o teu alcance para refrear o desejo. Pois se desejas algo que escapa a teu controle, seguramente acabarás decepcionado; enquanto, estarás descuidando as coisas que estão sob teu controle e que são merecedoras de desejo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Por certo, ha ocasiões nas quais por razões práticas devemos ir atrás de coisas e reger outras, porém devemos fazê-lo com elegância, discernimento e flexibilidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;&lt;strong&gt;Vejamos as coisas tal como são de verdade&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;As circunstâncias não se apresentam para satisfazer nossas expectativas. As coisas sucedem por si mesmas. A gente se comporta tal como é. Aproveita o que realmente obténs.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Abre os olhos: tens que ver as coisas tal como são e assim te evitarás a dor dos falsos vínculos e da decepção evitável.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Pensa no que te deleita, as ferramentas com as que contas, as pessoas as quais queres.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Porem lembra que elas têm seu próprio caráter específico, o qual pouco ou nada tem que ver com a forma que temos de vê-lo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Como maneira de exercício, pensa na coisa mais insignificante a qual te sintas vinculado. Por exemplo, que tens um copo favorito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;De uma forma ou de outra, não é mais que um copo, daí que si se quebra possa suportá-lo. Em continuação toma uma coisa ou uma pessoa para com quem teus sentimentos e pensamentos de apego sejam mais intensos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Lembra, por exemplo, quando abraças o teu filho, teu marido, tua esposa, que estás abraçando a um mortal. Assim, se um deles morresse, poderias suportar com certeza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Quando algo acontece, o único que está em tua mão é a atitude que tomas a respeito; tanto podes aceita-lo, como tomá-lo a mal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;O que em verdade nos espanta e desalenta não são os acontecimentos exteriores por si mesmos, se não a maneira em que pensamos acerca deles. Não são as coisas o que nos transtorna se não nossa interpretação de seu significado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Deixa de assustar-te com idéias impetuosas, com tuas impressões sobre o modo em que as coisas são. As coisas e as pessoas não são o que desejamos que fossem nem o que parecem ser. São o que são.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;&lt;strong&gt;Harmoniza teus atos com a vida tal como realmente é&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Não intentes estabelecer tuas próprias normas. Comportem-se sempre, em todos os assuntos, grandes e públicos ou pequenos e privados, de acordo com as leis da natureza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;A harmonia entre tua vontade e a natureza deveria ser teu ideal supremo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Onde praticar este ideal? Nos pormenores da vida cotidiana, nas tarefas e deveres pessoais. Quando leves a cabo uma tarefa, como tomar um banho, faz tão bem quanto possas, em harmonia com a natureza. Quando coma faz tão bem como possas, em harmonia com a natureza, e assim sucessivamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Não se trata tanto de como estejas fazendo, porem como o estás. Enquanto compreendamos corretamente este principio e vivamos com arranjo do mesmo, ainda que surjam dificuldades (pois também formam parte da ordem divina), a paz interior seguirá sendo possível.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;&lt;strong&gt;Os acontecimentos não nos fazem mal, porém nossa visão dos mesmos nos pode fazer&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;As coisas, por si mesmas, não nos fazem mal nem nos colocam travas. Tampouco as demais pessoas. A forma em que vejamos as coisas é outro assunto. São nossas atitudes e reações as que nos causam problemas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt; Por conseguinte, nem sequer a morte tem grande importância por si mesma. É nosso conceito da morte, nossa idéia, o que é terrível, o que nos aterroriza. Há formas muito diferentes de pensar sobre a morte. Analisa profundamente teus conceitos sobre a morte e sobre todos os demais. São realmente certos? Fazem-te algum bem? Não temas a morte e a dor; teme ao temor á morte e a dor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Não podemos escolher nossas circunstancias externas, porém sempre podemos escolher a forma de relacionar ante elas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;&lt;strong&gt;Nem vergonha, nem culpa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Se o que sentimos sobre as coisas é o que nos atormenta, mais que as coisas em si mesmas, resultam absurdas culpar os demais. Por conseguinte, quando sofremos um revés, um mal estar ou uma aflição não jogue a culpa nos demais, se não a nossa própria atitude. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;As pessoas mesquinhas normalmente recriminam as demais seu próprio infortúnio. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;A maioria das pessoas recrimina-se a si mesmas. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Os que se consagram a uma vida de sabedoria compreendem que o impulso de culpar a algo ou a alguém é uma necessidade, que nada se ganha com culpar, seja aos demais ou a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt; Um dos sinais que anunciam o alvorecer do progresso moral é a gradual extinção da culpa. Vemos a futilidade da acusação. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Quanto mais examinamos nossas atitudes e trabalhamos sobre nos mesmos, menos suscetíveis somos de ser varridos por reações emocionais tormentosas nas que buscamos explicações fáceis a sucessos espontâneos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;As coisas são simplesmente o que são. Os demais que pensem o que queiram; não é assunto nosso.  Nem vergonha, nem culpa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;&lt;strong&gt;Cria teu próprio mérito&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Não dependas nunca da admiração dos demais. Não tem nenhum valor. O mérito pessoal não pode proceder de uma fonte externa. Não o encontrarás nas relações pessoais, nem na dos demais. Está provado que as pessoas, inclusive aqueles que te querem, não estarão necessariamente de acordo com tuas idéias, não te compreenderão nem compartirão teu entusiasmo. Madura! A quem lhe importa o que os demais pensem de ti!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;O mérito pessoal não se pode alcançar mediante a relação com pessoas de grande excelência. Pediu-te um favor que deves levar a cabo. Ponha mãos à obra, faça o melhor que possas e prescinde de quem possa estar vigiando-te.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Faça um trabalho útil mantendo-te indiferente a honra e a admiração que teus esforços possam suscitar nos demais. O mérito alheio não existe.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Os triunfos e excelências dos outros somente a eles pertencem. Assim mesmo, tuas possessões podem ser excelentes, porém tua pessoa não adquirirá excelência através delas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Pensa bem: que é realmente teu? O uso que fazes das idéias, recursos e oportunidades que se te apresentam. Tens livros? Leia-los. Aprende com eles. Aplica sua sabedoria. Tens conhecimentos especializados? Emprega-os a fundo e com boa finalidade. Tens ferramentas? Tire-as da caixa e construa ou conserte coisas. Tens uma boa idéia? Aprofunda-te nela e leve-a a cabo. Tira o maior proveito do que tens, do que é realmente teu.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Podes estar razoavelmente à vontade e contente contigo mesmo se harmonizas teus atos com a natureza mediante o reconhecimento do que é em verdade teu.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;&lt;strong&gt;Concentra-te em teu dever principal&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Ha um momento e um lugar para a diversão e o entretenimento, porém não deverias permitir nunca que estes passem por cima de teus autênticos propósitos. Se viajares e o barco ancorar num porto, podes baixar a terra em busca de conchas ou plantas. Porém tenha cuidado; fique atenta a chamada do capitão. Presta atenção ao barco. Distrair-se com bobagens é a coisa mais fácil do mundo. Quando o capitão chamar, deves estar pronto para abandonar as distrações e acudir prontamente, sem sequer olhar para trás.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;   &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Se fores ancião, não te afastes demasiado do barco ou talvez não consigas apresentar-te a tempo quando te chamem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;&lt;strong&gt;Aceita com calma os acontecimentos tal como ocorram&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Não exijas que os acontecimentos sucedam como desejas. O aceite, tal como são realmente. Assim te será possível a paz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;&lt;strong&gt;Tua vontade está sempre sob teu poder&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:12pt'&gt;Na verdade nada te detém. Nada te retém realmente, já que tua vontade está sempre sob teu controle. A doença pode desafiar teu corpo. Porém acaso seres somente corpo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-ali
