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PALESTRAS

Realizo Palestras Fechadas tendo como principal tema as Sociedades Secretas, bem como cursos voltados a área do ocultismo.

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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

ORDO AB CHAO

Fiat voluntas Dei: Ordo ab Chao.

ÁUREA CAMPOPIANO.'.

Descrição
No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Disse Deus: Haja luz; e houve luz”. (Gênesis, 1:1-3).

Como poderia ser? As sombras não partem da luz. O fogo não parte da água. Como pode algo surgir ou ser criado a partir de seu oposto? Ora, os opostos se atraem e se cancelam mutuamente. Então, não. A Ordem não pode vir através do Caos. A não ser por um milagre…

A Terra estava sem forma e vazia e havia trevas sobre a face do abismo. A primeira parte da criação já havia sido realizada: a criação do universo. No entanto, em se tratando da história da raça humana, esse livro, como muitos de outras tantas religiões, começa a partir da criação da vida neste mundo. A Terra estava sem forma.

Ou seja, o plano material não tinha organização, não estava submetido às Leis Cósmicas. As trevas podem significar tanto a ausência do Astro que permitiu a vida nesse planeta como as trevas da ignorância que nos separavam da existência do Divino. O Espírito de Deus pairava sobre os Oceanos do Não Manifesto, a não matéria dos metafísicos, o Potencial Criador, a argila de Deus. Então, Ele lança Sua Luz no mundo e começa Seu trabalho: arquitetar e construir o Templo de Sua Criação.

Organizando o Não Manifesto, que é o Caos por essência, Ele cria as primeiras partículas que darão origem a átomos, dispersos, desconexos. Átomos que formarão moléculas, substâncias, matéria. Moléculas que formarão células, tecidos, órgãos, organismos. Vontade e verbo, que formarão almas, que encarnarão espíritos nos corpos.

Então, sim, O Grande Criador é capaz de conseguir a Ordem a partir do Caos.

No entanto estamos falando de um lema criado por homens para uma associação de homens. A que ela remeteria? A um objetivo inalcançável? À blasfêmia de equiparar-se a Deus? Certamente, não.

Os novos conceitos da Química, da Matemática e da Física dizem que “tudo tende para o Caos”. Por mais desencorajadora, aterradora e cruel pareça essa sentença, ela é um fato nas equações, nos laboratórios, na natureza, na vida. Tarefa ainda mais difícil, então a de cumprir com o lema. O trabalho de um dia seria desfeito segundos, horas, meses ou séculos depois.

Nos T.’., o M.’.Cer.’. nomeia os cargos da L.’., dando a cada Obr.’. sua alfaia, como que se fazendo valer do Verbo ao ordenar cada planeta em sua órbita, cada átomo em sua posição na molécula. Ele nomeia um a um para que a L.’.esteja composta, aguardando as ordens para iniciar mais um dia, como no primeiro dia em que Deus fez Luz.

Se o T.’. é a representação deste Plano, se cada Sessão é a representação da Vida a cada dia, então façamos valer a vontade que o Criador nos delegou de fazer prevalecer a Ordem sobre o Caos. Deus nos fez à Sua imagem e semelhança, como parte de Si, como deuses que somos. Então, podemos também impor nossa vontade sobre o Caos e criar Ordem. Em sua infinita sabedoria, ele fez com que sua criação definhasse constantemente para o Caos para que nós, seus fiéis arquitetos, nos mantivéssemos em constante alerta, tendo sempre algo a aprimorar e regenerar.

Não fosse pela degeneração das moléculas que compõem o DNA de uma célula, pela desestruturação “espontânea” de seus átomos, não procuraríamos a cura para o câncer. Não fosse pelo constante retroceder na evolução humana, pela ganância, vaidade, fanatismo, não praticaríamos a caridade, a modéstia e a tolerância. Não fosse pelas constantes tentações de nos desvirtuarmos do que é correto, não seríamos chamados dia a dia a desbastar as asperezas e polir a P.’. B.’..

Ordem a partir do Caos significa, em última análise, Evolução. Seria muito fácil encarnarmos com todas as qualidades e virtudes e fazer um esforço mínimo para mantê-las. Jamais evoluiríamos, jamais nos tornaríamos de novo Um com o Indivisível.

Ao contrário, devemos buscar nos nossos defeitos os motivos para fazer brilhar a Luz. Como a lótus que nasce da podridão dos pântanos, ergamos das masmorras de nossos vícios os templos às nossas virtudes, sempre vigilantes ao Caos que nos rodeia. Façamos valer o aprimoramento constante frente a inexorável degeneração do todo.

Fiat voluntas Dei: Ordo ab Chao.

ORDO AB CHAO

ÁUREA CAMPOPIANO.'.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

SIR ARTHUR CONAN DOYLE: ASPECTOS MAÇÔNICOS DE SHERLOCK HOLMES



SIR ARTHUR CONAN DOYLE: ASPECTOS MAÇÔNICOS DE SHERLOCK HOLMES

Por M.´.M.´. Túpac
Tradução: Aleks Mijic Estevam

Introdução

Um dos escritores britânicos mais populares do s.XIX e cuja fama não diminuiu a quase cem anos de seu passe ao Oriente Eterno, é sem dúvida Arthur Conan Doyle, quem conseguiu imortalizar ao racional e excêntrico Sherlock Holmes, numa obra encantadora e de narração amável, cheia de ação, intrigas, mistérios e charadas, capazes de absorver a qualquer leitor mediamente curioso. Mas entre as numerosas aventuras do detetive e seu ajudante Watson, encontram-se rasgos que poderiam passar  despercebidos para o leitor profano, mas que aludem a símbolos, valores e costumes maçônicos, que o autor, iniciado nos mistérios da Ordem, quis deslizar entre suas páginas.

Antecedentes do autor

Arthur Conan Doyle nasceu em 22 de maio de 1859 em Edimburgo. Foi educado pelos jesuítas e posteriormente estudou medicina, carreira da que regressou em 1881. Desde seu rendimento à universidade, Conan Doyle experimentou tensões espirituais e religiosas, que o levaram a ter duros conflitos familiares. Como resultado, o futuro autor procuraria respostas no espiritismo, cujos princípios pesquisou até seus últimos dias, chegando a publicar History of spiritualism em 1926. Participou ativamente na campanha de Sudão (1898) e na guerra dos Boers (1899-1902) junto ao exército britânico, atos pelos que recebeu a distinção de Sir.

Ainda que existissem algumas dúvidas sobre as datas exatas, hoje sabemos que se iniciou em maçonaria em 26 de janeiro de 1887 na Loja Phoenix Nº 257, aos 27 anos. Menos de um mês depois, a 23 de fevereiro, foi elevado a Companheiro, e um mês depois, é exaltado a Mestre Maçom. Passa a sonhos em duas ocasiões, ainda que segue assistindo a tidas como visitante até 1911. Sua Loja o honrou com numerosas distinções e reconhecimentos, incluindo uma placa comemorativa dedicada ao irmão mais famoso da Loja Phoenix 257.

Começou a escrever para 1890, momento no que cria a seu mais afamado personagem, Sherlock Holmes, e ao que se dedicará, salvo por algumas temporadas de descanso, até sua morte, em 7 de julho de 1930. Em seus personagens, que vão adquirindo corpo e caráter na medida de que a pluma de seu autor madura, Doyle pretende recriar a vida e sociedade do Londres de fins do século XIX, pondo de manifesto toda a tecnologia e progressos que sua época teria de entregar ao mundo. Do mesmo modo, Sir Arthur viu no enorme sucesso de Sherlock, a possibilidade de introduzir aqueles valores que tinha adquirido ou desenvolvido na maçonaria, deixando assim impressão da simbologia, usos e costumes próprios da Ordem. A seguir revisaremos alguns desses momentos com escrituras propriamente maçônicos, que Doyle não pôde evitar incluir entre a aventura de seu genial detetive particular.

 Aspectos maçônicos em Sherlock Holmes

Antes de tudo, deve-se indicar que a obra holmesiana de Doyle oferece dois mecanismos de referência maçônica. Uma, de caráter explícito e literal, que é acessível tanto para o leitor profano como para o iniciado. A outra, latente e alegórica, compreensível só para o iniciado nos mistérios. Ambas se apresentam conjuntamente em grande parte das aventuras que, entre 1881 e 1907, protagonizam Sherlock e Watson.

Sobre o primeiro mecanismo, diremos que não são poucas as vezes em que usos e costumes maçônicos ou algum personagem maçom (quatro exatamente) são mencionados na obra de Doyle, identificando-os com anéis, medalhas ou outros emblemas conhecidos popularmente que, sempre visíveis para o perspicaz Sherlock (e para o leitor), facilitam seu imediato reconhecimento. Os especialistas mencionaram algumas aventuras canônicas como as mais influenciadas pelo pensamento maçônico, a saber, Study in Scarlet (Um estudo em Vermelho - SCL), The read-headed league (REDH), a Aventura do construtor de Norwood (NORW), e a Aventura do fabricante de cores retirado (RETI), fundamentalmente pela aparição de personagens maçônicos. Mas é no Vale do Terror onde a referência ao maçônico se faz mais evidente, passando a ser citação obrigatória quando se tentam abordar assuntos maçônico-literários em Doyle. Revisemos alguns fragmentos desta novela holmesiana.

O terceiro capítulo da segunda parte desta peça se titula Loja 341, Vermissa, e nele se descreve o interior de um ateliê que, conquanto não é estritamente maçônico, demonstra o conhecimento que Doyle possuía de aspectos ritualísticos e organizativos de uma loja[1]. Um das passagens mais importantes é o seguinte:


“Um sábado pela noite, McMurdo foi apresentado na loja. Tinha crido que, por ser um iniciado de Chicago, lhe admitiriam sem cerimônias, mas em Vermissa tinham ritos especiais dos que se sentiam orgulhosos, e todos os solicitantes tinham que se submeter a eles. A congregação se reunia numa ampla sala reservada para este fim na sede do sindicato. Em Vermissa se reuniam uns sessenta membros, mas isto não representava, nem muito menos, toda a força da organização, já que existiam várias lojas mais no vale, e também ao outro lado das montanhas que o flanqueavam. Entre elas se trocavam membros quando tinha em marcha algum assunto sério, de maneira que se pudessem cometer crimes e os autores fossem desconhecidos na localidade.”
Observam-se cá detalhes sobre os graus, e uma linguagem que não pode ser senão referência à maçonaria. Junto a isto, podem-se encontrar neste mesmo texto um sem-número de frases e expressões onde se manifestam princípios e valores maçônicos, como por exemplo, “Onde tenha uma loja encontrarei amigos”, “tem que decidir a loja”, “a disciplina da loja”, “vamos fazer o brinde da paz da loja”, “ensinar as marcas de loja”, “esta loja, cuja direção não conheceis”, “seremos uma loja unida em palavra e obra”, “as contrassenhas da lojia”, etc., etc., etc.

Adicionaremos neste ponto que é no Vale do Terror onde aparece pela primeira vez o arqui-inimigo de Sherlock, o professor James Moriarty. Este personagem, que espreitará ao detetive ao longo de muitos anos, é a outra cara da mesma moeda da inteligência: Sherlock ao serviço da justiça e Moriarty na contramão dela. É muito importante destacar que estes personagens se respeitam e admiram mutuamente, pois reconhecem no outro a metade que os completa. A dualidade que mantém o equilíbrio no mundo criado por Doyle não é senão o mesmo que, simbolicamente, está em cada um de nós.

No segundo tipo de recursos, os latentes e alegóricos, as referências são subtis, mais numerosas e ricas em ônus simbólico. Será sobre este segundo recurso de referência à maçonaria a que desejamos analisar em nossa exposição, ainda que só se possam mencionar aqueles aspectos mais interessantes.

Não cabe dúvida de que o protagonista das aventuras – essas que nos transmite Watson através de seus cadernos e anotações -, é a caracterização por antonomásia da mente lógica-racional, as vezes com um desapego tão absoluto das emoções que é criticado pelo próprio autor. Sherlock é um homem pragmático, empírico e experimental, que deseja fazer da dedução uma ciência exata (cf. Estudo em Escarlate, Cap. II), e que elimina tudo aquilo que apresenta tinturas emocionais, juízos subjetivos ou valorações espirituais. Ainda que não podemos obviar do todo os aspectos emotivos do detetive (cuja faceta metódica, solitária e imparcial no trabalho, esconde a um músico apaixonado, a um subtil conversador, a um engenhoso ator, um leitor sensacionalista e a um íntegro amigo), o verdadeiro é que Sherlock representa a exaltação da razão e o “desprezo” pela emoção[2]. Neste sentido, é muito clara a representação preeminente que do «livre-pensador» elabora Doyle, consciente e apoiante dos paradigmas científicos que dominaram seu tempo. E bem como Sherlock foi para alguns a encarnação dos princípios kantianos de razão e experiência como fontes de conhecimento, Doyle incluiu na arquitetura textual o contraste, a antítese à “razão pura”: Watson. Doyle evidência, através de Watson (seu álter ego), que a razão pura sem sentimento (fundamento metafísico) não gera sempre os melhores resultados, ou ao menos não os únicos.

Watson é, neste sentido, a figuração da “razão prática”, na que a ética que Sherlock não possui adquire forma e sentido. Watson, o eterno apaixonado, pesquisador visceral e aventureiro desmedido, é acusado numerosas vezes por seu colega de estar maculando a validez das atividades investigativas (certamente empíricas) ao incluir dados demasiado espúrios e sentimentais. Assim, a dualidade que configuram os dois amigos, transforma-se na tese e a antítese que o autor se encarregará de sintetizar em cada um dos complexos casos em que seus personagens se veem envolvidos.

Por outra parte, os princípios de «liberdade, igualdade e fraternidade», confluem em muitas das conversas que o detetive e seu ajudante entretecem durante seus momentos de lazer, ainda que não de maneira patente. Os conceitos propriamente ditos aparecem em escassas ocasiões: a palavra “igualdade” menciona-se só duas vezes [3], “fraternidade” aparece uma vez [4]. Em mudança “liberdade” podemo-la encontrar até em sessenta oportunidades ao longo de toda a obra. Pese a esta aparente variabilidade formal, será o desenvolvimento conceitual destes valores aos que podemos fazer seguimento tanto nos diálogos entre os personagens, as epopeias de heróis e vilões, como nos valores que encarnam os protagonistas. Não se deve perder de vista que o casal Holmes/Watson vivem e se desvivem para fazer justiça (não necessariamente para fazer cumprir a lei), para ajudar ao próximo e para evitar a desordem social. Watson nos relata que num par de trabalhos, Sherlock chegou a evitar guerras internacionais, utilizando meios “não convencionais” ou fazendo uso de suas pouco ortodoxas redes (como os «Irregulares de Baker Street» [5]). Com isto, fica de manifesto que o objetivo último de ambos investigadores não outro que o de fazer o bem, inclusive sem receber remuneração alguma por seus esforços. [6]
Filantropia, razão, justiça, solidariedade, amor fraternal, bem harmônico, paz duradoura, boa vontade… Sem dúvida parecem conceitos afins aos princípios e valores que defende e pratica a maçonaria, e que podemos observar (e admirar) em cada ação dos entranháveis pesquisadores de Baker Street 221 B.

Para finalizar, comentaremos que alguns autores holmesianos, maçons ou não, tentaram estabelecer o pertence de Sherlock Holmes e John Watson à maçonaria.

Cecil A. Ryder Jr., por exemplo, em seu breve trabalho titulado “Um estudo em maçonaria”[7] afirma que não existem dúvidas sobre a condição de maçom de Holmes. Descreve o que seria o convite que Sherlock faz a Watson para ingressar à ordem e o encontro que se produziria entre médico e seu próprio criador. No entanto, afirmar ou negar tal questão resulta improdutivo, pois não há dados que permitam chegar a uma conclusão certeira. Que Sherlock fosse capaz de reconhecer o pertence à maçonaria de alguns de seus clientes pelos símbolos que portavam (compasso e esquadro), não devem surpreender ao leitor, dada a capacidade de observação e os conhecimentos que o detetive manejava. Pelo contrário, de Holmes e Watson irmãos maçons, resulta curioso que não tratassem a esses clientes como irmãos.

Salvo que Watson tivesse tido a cautela de não o mencionar em suas anotações. Do que não cabe dúvida é que a relação que estes amigos forjaram, é um exemplo de fraternidade digno de ser imitado dentro de nossa ordem.

Observações:

 [1] É curioso que Doyle representasse aspectos da estrutura interna de um ateliê maçônico encarnada por um bando de assassinos. É talvez seja uma ironia com respeito a todas as lendas escuras que, até hoje, rodeiam à Ordem. O autor nos refere o seguinte sobre a estrutura interna da loja: “McGinty se sentava à cabeceira da mesa, com um barrete plano de veludo negro sobre sua enredada cabeleira negra e uma estola roxa arredor do pescoço, que lhe faziam parecer um sacerdote presidindo algum ritual diabólico. A sua direita e a sua esquerda se sentavam os altos cargos da loja, entre os que destacava o rosto cruel mas atrativo de Ted Baldwin. Todos eles levavam alguma banda ou medalhão como emblema de seu cargo. Em sua maior parte eram homens de idade madura, mas o resto da congregação estava formado por jovens de dezoito a vinte anos, agentes diligentes e eficazes que executavam as ordens de seus maiores”, demonstrando um conhecimento de joias e arreios tipicamente maçônicos.

[2] Cabe recordar que no cap. II de Estudo em escarlata, Watson realiza pela primeira vez uma listagem com os conhecimentos que Sherlock possui em diversas áreas. A listagem é o seguinte: “Literatura, zero; filosofia, zero; astronomia, zero, política, ligeiros; botânica, desiguais. Ao corrente sobre a belladona, ópio e venenos em general. Ignora tudo o referente ao cultivo prático; geologia, conhecimentos práticos, mas limitados […], química, exatos, mas não sistemáticos; anatomia, profundos; literatura sensacionalista, imensos. Parece conhecer com tudo detalhe todos os crimes perpetrados num século. Toca violino. Experiente boxeador e esgrimidor de pau e espada. Possui conhecimentos práticos da leis de Inglaterra.”

[3] Cf. “…absoluta liberdade…” (O mistério de Boscombe Valley); “…igualdade de condições…” (A aventura de Abbey Grange).

[4] Cf. “…alguns membros da fraternidade…” (O Vale do Terror)

[5] comentário do autor

[6] Não existe consenso entre os especialistas com respeito à fonte de rendimentos de Holmes. Ainda que se conhece que recebeu altas somas de dinheiro por trabalhos realizados a políticos importantes, não chega a explicar os longos períodos de inatividade pelos que passava. Mencionou-se a ajuda de seu irmão Mycroft, quem se desempenhava num importante posto governamental, ou de uma importante herança familiar da que possivelmente dispunha. É o mesmo Watson quem menciona repetidas vezes sua curiosidade por saber como fazia seu amigo para sobreviver, conjeturando que sua extrema austeridade ou sua inapetência em situações de trabalho, poderiam permitir-lhe sustentar-se com muito escassos recursos.

[7] Ryder Jr., Cecil A. (1973): A Study in Masonry. Sherlock Holmes Journal, nº 11, pp. 86-88.



Bibliografía

Anónimo (2013): Construyendo nuestro modelo sociológico con Sherlock Holmes – Roastbrief. XY Asociados. Disponible en http://www.roastbrief.com.mx/2013/07/construyendo-nuestro-modelo-sociologico-con-sherlock-holmes/

Cerza, Alphonse (1981): Sir Arthur Conan Doyle: freemason. The Royal Arch Mason Magazine (13, nº12, pp. 379-380, ilus.)

Couvert, R. J. (2012): Sir Arthur Conan Doyle. En Gaceta informativa. Disponible en http://gacetainformativa.blogspot.com.es/2012/01/sir-arthur-conan-doyle.html

Doyle, Arthur Conan (2003): Todo Sherlock Holmes. (Ed. Jesús Urceloy). Mezki.

López, Mario (2014): Sherlock Holmes del hermetismo (exoterismo y esoterismo). Disponible en http://iluminando.org/2014/01/06/sherlock-holmes-del-hermetismo-exoterismo-y-esoterismo/

Mannaz (Simb.•.) (2012): Historia Masónica: Sir Arthur Conan Doyle. Disponible en http://historiamasonica.blogspot.com.es/2012/01/sir-arthur-conan-doyle.html


Museo virtual de historia de la masonería: Artículo sobre Arthur Conan Doyle. Disponible en http://www.uned.es/dpto-hdi/museovirtualhistoriamasoneria/14literatura_y_masoneria/conan%20doyle.htm 

quinta-feira, 13 de março de 2014

SIMBOLISMO DO DELTA SAGRADO

Aleks Mijic Estevam

Tendo destacado a lenda histórica do Delta Sagrado devo agora fazer um ensaio da interpretação simbólica do significado do Delta.

O Delta significa a divina essência e a substância primordial da qual todas as coisas derivam e na qual estão contidas.

O nome secreto está gravado ou formado por meio de símbolos misteriosos que representam a tétrada sagrada, aquela luz interna que requer para atingir-nos da perfeição do homem, faz-nos conhecer a divina realidade, permitindo-nos entender a arte de aperfeiçoar o imperfeito e adquirir o tesouro da verdadeira sabedoria.

Quando falamos da perfeição nos referimos a ela não num sentido absoluto senão à perfeição da maestria maçônica que é o objetivo principal de nosso grau XIV.

Da experiência posterior de Salomão em que decai abandonando a sabedoria esvanecido por sua obra e se afasta do Senhor, podemos entender ao homem que recai nas imperfeições da personalidade, na fragilidade do astral sensorial cujos sentidos o afastam da essência, conduzem-no mecanicamente ao irreal, para o mundo de maia totalmente material e finalmente a fragilidade de sua Kamamanas que o extravia como no labirinto do Minotauro, na desordem mental, nas baixas paixões e que terá que viver a terrível experiência da destruição de seu próprio templo interior escurecendo-se a luz.